Ansiedade dos pais contagia os seus filhos com medo da matemática


Uma deficiência comum em adultos refere dificuldades em matemática. No caso dos pais, mesmo que ele não conviva mais com matemática, os seus medos durante sua vida escolar continuam presentes. Muitas das vezes, esse medo passa para os filhos, e eles absorvem essa ansiedade, mesmo sem a percepção dos pais.
Essa “transferência” ocorre antes mesmo da criança se perceber com dificuldades na matemática. Vejo muito mensagens como essas sendo passado pelos pais as crianças: “Tadinho, já está aprendendo conta”. Nesse exemplo já está sendo passado para a criança que fazer cálculos é um trabalho árduo. 
Outro exemplo que percebo no começo do ano letivo: “Coitado, já vai ter até livro de matemática”. Na escola todos temos livros de matemática, português, geografia etc. Mas a ênfase negativa já é dada para matemática.

A criança funciona como uma esponja, absorvendo tudo de positivo e negativo que passam a ela. Com essas mensagens negativas sendo passadas, a chance dessa criança já encarar a matemática com temor é enorme. Se já começa a estudar com medo, vai ter maiores chances de notas baixas. Com as notas baixas, os pais irão reviver mais ainda seus medos e passarão maior ansiedade aos seus filhos, e assim vai se formando a bola de neve.

Várias pesquisas já comprovaram como a ansiedade à matemática contagia os seus filhos. É claro que os pais não querem sabotar os seus filhos, são os seus medos incipientes que acabam influenciando. Diversos outros estudos demonstram o efeito positivo quando o ambiente doméstico está modelado a passar como a matemática pode ser interessante ou que funciona como uma disciplina tão interessante como qualquer outra.

Se os pais têm essa ansiedade devem tentar não demonstrar, ou até evitar se envolver nessas atividades dos filhos. 

Muitos desses estudos já publicados em revistas especializadas. Veja abaixo um artigo publicado na Folha de São Paulo sobre esse tema.   


Comentários

  1. Muito intetessante! É verdade sim, mas acho que outros fatores TB contribuem paraa relação ensino- aprendizagem de Matemática seja bem sucedida, como por exemplo: as práticas de ensino adotadas pela escola, as habilidades de cada criança, as relações inter- pessoais do professor com a turma, isto é, obter uma boa interação com a turma e com os país, a tarimba do professor e sua metodologia própria. É claro que não se pode agradar a gregos e troianos, mas criar pontes entre estes elementos( país, direção, alunos e professores):já é um grande caminho para o sucesso.
    Cláudia.

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    1. Concordo com você, Claudia. São inúmeros fatores que contribuem para o sucesso ou não do aluno na disciplina de matemática.
      Nesse artigo estou citando apenas um dos fatores que contribuem negativamente no desempenho do aluno.

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  2. Teata-se de uma questão realmente importante. Sempre fui uma boa aluna ( das melhores da turma) , mas ODIAVA matemática! As boas notas na disciplina eram resultado de muito estudo e de uma soberba interior: eu não queria tirar nota baixa! Logo eu? A " pseudopoderosa"? rs Tive ótimos professores, mas o muro que eu criei era intransponível. Sou professora de História e , aos 40 do segundo tempo , tornei-me

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  3. mãe. Meu filho nasceu prematuro e teve uma perfusão na UTI. Teve um acompanhamento múltiplo e havia uma possibilidade de TDAH. Nsuro, fono e psicológica avaliando seu desenvolvimento, especialmente aos 6 anos, qdo não acompanhava a turma na alfabetização. Mergulhei com ele! Mais do que nunca, puchei pra mim a responsabilidade de fazermos um gol. Convoquei todos os amigos pedagogos e bati bola com meu filho. Foi trabalhoso, perdi várias vezes a paciência. ...mas não desisti. No tempo dele, cheio de prorrigações, vencemos o campeonato! Tive SEMPRE o cuidado de não passar pra ele o meu pavor de exatas. Qdo vieram a tabuada e os primeiros problemas envolvendo divisão e multiplicação, foi muito difícil pra ele! Enquanto a turma da terceira série fazia tudo " de cabeça", ele fazia dezenas de bolinhas , caminhando pelo concreto. Se eu sofria? Muito! " Mãe, eu não consigo decorar isso. Vou fazer bolinhas pra não errar. " O tempo todo eu incentivava e nunca insisti na decoreba da tabuada. De tanto fazer bolinhas, um dia o treco ia rolar. E assim foi. Hj, no quinto ano, Fernando é um destaque na escola onde estuda. Por dois anos consecutivos é a mais bem classificada no ranking do ENEM. Entendo que não é o único balizador para qualificar uma escola, mas reconheço o trabalho de excslência que eles fazem. Ontem,a mãe do aluno que demorava mais tempo que os outros para aprender , recebe uma ligação: : " Boa tarde! Aqui é do colégio! Gostaríamos de informar que seu filho foi um dos indicados para participar da olimpíada de matemática pelo seu desempenho de excelência. Será sábado na UERJ. Podemos contar com ele?" Chorei de emoção! Qto à participação, ele não quer e tb não vejo necessidade. Ele é feliz desse jeitinho: " Não, mãe! Tem que acordar muito cedo! Deixa isso para os nerds!"

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    1. Lindo texto! Lindo depoimento, Cris!

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    2. Cristina, como a Claudia já disse, seu depoimento foi lindo.
      Pode ajudar muito a pais que sofrem de ansiedade a matemática a não passarem a seus filhos e, continuarem tendo o contato através da criança com a matéria apenas como incentivo.
      Assim, como que a dedicação e apoio ao filhos nos estudos é fundamental. Mesmo que ás vezes, se sinta impacientes e cansadas. No final vale muito a pena.
      Parabéns por você e seu filhote.

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  4. Este comentário foi removido pelo autor.

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  5. Acredito realmente na sua colocação, sou Professora de Matemática da Rede Municipal do Rio de Janeiro e observo este temor em meus alunos, mas este temor é algo "cultural", é passado por professores que tratam de transformar a Matemática em algo que só pessoas "geniais " seriam capazes de entender, não há em algumas aulas nenhum vinculo com a realidade, óbvio que esta postura amedronta e coloca os detentores destes saberes na posição de "Deuses" capazes de entender algo tão impossível que para simples mortais não vale tentar, esta postura é aprendida e reproduzida por pais e familiares que na verdade as aprenderam com seus professores.
    Para quebrar este ciclo vicioso somente usando desde os primeiros contatos com a matéria uma forma lúdica e útil pra que seja possível perceber que esta linguagem nada mais é que mais uma forma de expressão dos diversos problemas práticos com os quais nos deparamos diariamente.

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  6. Vera, seria ótimo que todos os professores colocassem a matemática aos seus alunos de uma forma mais simples e leve. Assim, todos dominariam esse tal " monstro".

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