domingo, 24 de abril de 2011

Depressão na Infância e Adolescência

Esse é um tema muito importante porque a incidência de depressão nessa faixa etária vem aumentando cerca de 95% nos últimos dez anos, conforme o Congresso da Academia Americana de Psiquiatria. Referem que uma entre trinta e três crianças americanas sofrem de depressão e um entre oito adolescentes também.
Esse aumento está acontecendo devido aos diversos fatores estressores que aumentaram nessa faixa etária associado à predisposição genética. Crianças deprimidas na Idade Pré-Escolar podem manifestar com fisionomia triste, mudança de humor para irritabilidade com pequenos estímulos, dificuldade em ganhar peso, agitação, irritabilidade e agressividade. Observa-se também desinteresse em atividades ou brincadeiras novas, cansaço maior e queixa de tédio. Quando angustiadas não sabem se expressar e geralmente relacionam a dores musculares, abdominais ou de cabeça.
Crianças com depressão na Idade Escolar se manifestam com baixa auto-estima (“Eu não sou bom em nada”), redução ou aumento do apetite, pesadelos freqüentes, insônia, irritabilidade, inquietude, sensação de desamparo e tristeza. Tem prejuízo no desenvolvimento escolar, social e familiar.
Muitos pais e professores confundem depressão com uma turbulência natural da adolescência. Isto porque a depressão nos adolescentes pode aparecer com uma alteração rápida: de queixa de tristeza para irritabilidade, associado a desesperança, insônia ou sonolência diurna excessiva, desinteresse em atividades próprias da idade, hostilidade, dificuldade na concentração e na memória. A angústia e o pensamento de morte são bastante comuns; na tentativa de reduzir essa sensação é comum se envolver com a ingesta abusiva de álcool ou outras drogas.
O médico deve ficar atento e orientar a família, já que geralmente a primeira manifestação de Transtorno Afetivo Bipolar na infância e adolescência é um quadro depressivo. A família deve procurar auxílio médico e psicoterápico para avaliar o paciente e orientar familiares e escola.

sábado, 23 de abril de 2011

Transtornos de Tiques/ Síndrome de Tourette

Os tiques são movimentos repetitivos ou fragmentos de movimentos repetitivos, que estão fora do contexto. Causam sofrimento e prejuízo significativo no funcionamento social. Os tiques são fáceis de serem reconhecidos: são observados por outros como algo estranho nessa criança ou adolescente. Geralmente são movimentos como piscar, pigarrear ou um levantar de ombros.
O Transtorno de Tique pode ser transitório ou crônico. O transitório pode ser motor, fônico ou ambos, e ocorre por menos de doze meses. O crônico ocorre com manifestação motora, fônica ou ambas, que acontece há mais de um ano.
A Síndrome de Tourrete (ST) é um transtorno de tique caracterizado por apresentar pelo menos um tique vocal e dois motores. Ocorre entre 1% e 3,8% da população e tem início antes dos 18 anos.
Os tiques em algumas situações podem ser controlados pelo indivíduo e depois são compensados, aparecendo em situações mais reservadas (de menor tensão e sem observadores). Por exemplo, durante uma apresentação na escola, o indivíduo consegue controlar o tique que possui, de mexer no nariz, mas em seguida, no saguão, faz umas trinta vezes seguidas.
Deve ser feito diagnóstico diferencial com diversas patologias como coréia, distonia, mioclonia e atetose. Os tiques podem persistir durante o sono. O seu curso pode ser flutuante , ora parece melhor e depois retorna pior. Podem também substituir um tique por outro.
Os tiques motores tendem a aparecer entre os 3 e 8 anos de idade, e os vocais tendem a aparecer aos 3 anos de idade. É necessário procurar o médico para fazer o diagnóstico diferencial e tratamento medicamentoso adequado. A psicoterapia é importante para lidar melhor com as situações estressoras, pois, freqüentemente essas crianças e adolescentes são “zoados” e tendem a se afastar da vida social.

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Transtorno de Ansiedade Generalizada na Infância e Adolescência

O Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG) é uma reação ansiosa excessiva, dirigida a várias situações e estímulos na vida da criança e do adolescente. Deve ocorrer por pelo menos seis meses e causar um prejuízo na qualidade de vida.
A pessoa apresenta uma preocupação excessiva com o seu desempenho e uma necessidade extrema de corresponder ao esperado pelos adultos que se relacionam diretamente com ele (pais e professores, principalmente). Pode ser acompanhado de tensão muscular, dores de cabeça ou estômago, fadiga, alteração do sono e inquietude.
Normalmente se apresentam muito intranqüilos e precisam sempre do reconhecimento dos adultos quanto a sua performance. Os pais têm que se conscientizar que essas crianças ou adolescentes sofrem. Devem deixar de pensar como muitos pais, que ouço no consultório, que admiram os filhos como “super responsáveis” e  “mini-adultos”.
Pais e professores devem estar atentos: é essencial encaminhar para tratamento médico e psicoterápico. Caso não tratados, essa patologia tende a piorar na vida adulta.

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Transtorno de Ansiedade de Separação Na Infância e Adolescência

O Transtorno de ansiedade de separação é uma reação exagerada e prolongada de ansiedade, diante da separação da criança de alguém muito valorizado por ela (geralmente, a mãe).
A criança fica bem, mas em situações que lembram a separação ela fica em pânico, ou se manifesta com sintomas físicos (dor de barriga, dor de cabeça etc.). Por exemplo, no domingo à noite, quando ela se lembra de que vai a aula ou creche, ou ainda na entrada da escola.
Esse medo pode aparecer também na hora de dormir, porque é um momento em que a criança deve se separar da pessoa ligada e dormir no seu quarto. Pode se manifestar também em não conseguir ficar sozinha num determinado cômodo da casa. Ou quando um pouco maior, fica na escola, mas precisa fazer contato constante com uma pessoa que é muito ligada. Ela fica telefonando toda hora para ter certeza que não foi abandonada ou que algo não aconteceu com essa pessoa.
São importantes os professores e os pais, tendo noção que se trata de uma patologia, e que deve se procurar um profissional especializado.

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Alcoolismo? Ou apenas uso de álcool?

É fundamental darmos atenção a ingesta de álcool.  A OMS refere ser a terceira causa de óbito em todo o mundo. É assustador saber que entre 10% e 12% da população mundial tem história de uso abusivo de álcool.  
A sua maior incidência é em jovens entre 18 e 29 anos. É a droga psicoativa mais usada, e geralmente precede outras (não se encontra usuário de cocaína, maconha e crack, entre outras drogas,  em uma pessoa que nunca fez uso de álcool).
A ingesta de álcool é responsável por 60% dos acidentes automobilísticos e 70% dos laudos cadavéricos de morte violenta. No Brasil, é a causa mais freqüente de aposentadoria e acidentes no trabalho.
Como saber se você faz uso social de álcool ou tem problemas de saúde com o álcool?
Essa pergunta é fundamental ser respondida por cada um que costuma beber. Cada vez mais é difícil obter essa resposta sozinho, porque somos bombardeados por propagandas que estimulam o consumo. Se você bebe vinho ou whisky, você é considerado “fino”. Ou se você bebe cerveja, você é aceito no grupo, é o cara “gente boa”.
Vamos tentar elucidar essa questão: costumo receber pacientes que vão ao consultório sendo quase que obrigados pelo familiar, porque não se vêem tendo problemas com o álcool. Eles afirmam que não bebem de cair na sarjeta e que trabalham e ganham bem. Portanto, segundo esse conceito, não seriam doentes.
Vendo melhor a história de muitos alcoolistas, observamos muitos problemas emocionais e sociais acontecendo antes de chegar ao “alcoólatra” , ou seja , no final da linha.
Muitos só conseguem paquerar, se divertir ou até ter relações sexuais com um copo na mão. É aquele que não consegue sair e se divertir sem a bebida. Eles evitam programas como cinema devido a não ser acompanhado de bebida. Tentam fechar um negócio sempre num jantar, para relaxar com a bebida.
Esse é o início do spectrum de doença psiquiátrica relacionado ao álcool. Depois, segue evoluindo, ficando sempre “alto” nas festas, só consegue se divertir com o uso de álcool, se mete em muitas discussões e brigas , ingerindo bebida logo pela manhã e depois sempre prometendo beber menos, mas nunca conseguindo cumprir a promessa.
Portanto, alcoolismo é uma doença crônica , caracterizada por uso abusivo e excessivo de bebidas alcoólicas em longo prazo e que apresenta uma série de problemas psíquicos, sociais e físicos. O tratamento do alcoolismo deve ser realizado por uma equipe multidisciplinar: psicólogo, psiquiatra, clínico , hepatologista, terapeuta familiar e grupo terapêutico (AA).
Dividimos o tratamento em fases: desintoxicação e reabilitação. Deve se iniciar o mais breve possível: quanto mais cedo, menor as complicações com o uso de álcool, tais como: baixa auto-estima, dificuldade em manter relacionamentos, perda do emprego, cirrose, cardiopatia, amnésia, neuropatia e demência.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Massacre na Escola de Realengo

É claro que não preciso descrever o que nós lemos e ouvimos em todos os noticiários do dia. Já estamos bastante entristecidos e estarrecidos diante dessa tragédia. Mas me sinto na obrigação de tentar entender o que aconteceu através das informações dos jornais.
Tudo indica que se trata de um jovem que sofria de uma doença mental. Como muitos que têm esse distúrbio, e não são levadas ao tratamento médico. Ouvimos que o jovem escreveu uma carta, em que premeditava a sua própria morte. Pede para ser enterrado em um ritual que não é comum no Brasil (nu e envolto em lençol branco). Pede para que pessoas “impuras” (considerava no seu delírio os não virgens e adúlteros como impuros) não o toquem. Por esses indícios, parece que ele sofria de um delírio místico (deturpação da realidade com conteúdo religioso).
Outros dados de doença mental são contados pelos familiares, de que ele vinha insidiosamente mudando o seu comportamento com mudança da aparência, isolamento social e comunicação apenas pela Internet. É claro que esses sintomas são acompanhados de uma falta de lógica. Por isso não se entende o motivo de entrar naquela escola e atirar em crianças que nem o conheciam. Isso é uma pergunta que nós fazemos, não o psicótico. Ou seja, ele já demonstrava que ele estava doente. Demonstrava que precisava de auxílio psiquiátrico e psicológico.
O meu objetivo aqui é fazer com que todos deixem de estigmatizar a doença mental e a ida ao psiquiatra. É muito comum as pessoas isolarem o doente mental ou tentar mascarar os sintomas. Vejo pacientes graves chegarem ao consultório, com um familiar que achava que ele era apenas “esquisito”, que ele ficou traumatizado porque teve um rompimento amoroso ou teve um aborrecimento no trabalho.
Esse jovem parece que sofria de uma doença mental grave manifestado por delírio, isolamento social, evolução insidiosa e mudança de comportamento. Tudo leva a crer que sofria de Esquizofrenia Paranóide. Vale a pena ressaltar que não é prevalente criminalidade nos doentes mentais, os que cometem são exceção. Geralmente eles que sofrem as agressões decorrentes da discriminização.

Maconha no cérebro: legal ou ilegal?

Vale a pena ler : Pesquisa desvenda como  maconha afeta a forma como o cérebro processa as informações emocionais.

http://oglobo.globo.com/vivermelhor/mat/2011/04/06/pesquisa-desvenda-como-maconha-afeta-forma-como-cerebro-processa-informacoes-emocionais-924170323.asp

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Birra ou Transtorno Desafiador Opositivo?

É comum pais chegarem ao consultório pedindo orientação sobre o comportamento dos seus filhos. Muitos chegam com a seguinte pergunta, “Doutora é birra ou ele tem problemas?”
Crianças podem ter birras ou pirraças. Esses comportamentos ocorrem quando querem algo e foram contrariadas. Acontecem sempre com os adultos que elas têm muita proximidade, geralmente os pais. Uma situação desse tipo seria quando querem um brinquedo e a mãe se recusa a comprar. Geralmente os pais conseguem negociar ou fazer alguns combinados diante da situação. Essas crianças em geral têm um melhor comportamento longe dos pais, por exemplo, na casa de amiguinhos.
O Transtorno Desafiador Opositor é um padrão persistente de comportamento, hostil, negativista, desafiador e desobediente diante de pessoas cuja relação é de autoridade. Esses sintomas persistem por pelo menos seis meses.
Essas crianças apresentam um comportamento sempre irritadiço, perdendo a paciência com muita facilidade. Respondem aos adultos, desafiam e infringem regras com adultos e pares. Implicam com as pessoas. Sempre tem a justificativa que o seu comportamento é decorrente da atitude do outro. Ficam com raiva e tem sentimentos de vingança. Não há negociação e sim o comportamento de confronto todo o tempo.
Esse transtorno provoca prejuízo escolar: não há participação de atividades em grupo, não pede ajuda a colegas nem a professores, insistem em não pedir ajuda mesmo com grande dificuldade.  Há também prejuízo social, porque não consegue fazer amigos devido ao envolvimento constante em brigas (sem violência física); com isso, convivem com baixa auto-estima.
A causa desse transtorno ainda não foi definida. Sabe-se que existe um componente genético associado a desencadeadores ambientais. É mais comum aparecer em crianças que pelo menos um dos pais apresenta Transtorno de Humor, Transtorno Desafiador, TDAH e Transtorno de Personalidade Social. Aparece mais em famílias onde há um desajuste na disciplina, ora são extremamente rígidos, ora são flexíveis.
Pode ser encontrado entre 2% e 16% das crianças e adolescentes. Geralmente aparece na idade pré-escolar, antes dos oito anos. Se não tratados, algo próximo de 75% dos casos evoluem para Transtorno de Conduta já na adolescência.
O Tratamento consiste em orientação aos pais e professores, psicoterapia cognitiva comportamental e psicofármacos. O tratamento deve começar o mais cedo possível, por se tratar de uma patologia que causa um grande prejuízo escolar e social. Atinge indiretamente toda a família, pois constantemente essa criança provoca os adultos, causando grandes discórdias no seu convívio.

terça-feira, 5 de abril de 2011

Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH)

Essa patologia passou a estar no centro de discussão da mídia, dos educadores e dos pais. Alguns são defensores dessa categoria como um problema médico e outros defendem a idéia de que é uma doença criada para vender remédios e mascarar falhas na  educação das crianças.
Vamos lá, o Transtorno de Déficit de Atenção é uma doença categorizada na Classificação Internacional de Doenças, junto a todas as outras patologias pelo código F90 (CID X) . Não é uma doença recente, os primeiros relatos aparecem no século 19.
É uma doença cujo diagnóstico é feito pela clínica/ anamnese, ou seja, pelas queixas descritas pelos pacientes, professores, cuidadores e pais. Não há auxílio de exames complementares como ressonância magnética, mapeamento cerebral e SPECT, entre outros.
O TDAH ocorre em 3 a 6% das crianças. Cerca de 60% desses pacientes persistem com o déficit de atenção na vida adulta. Na Infância é mais comum em meninos e geralmente com predominância de hiperatividade. Com o avanço da idade, a desatenção predomina com incidência maior, semelhante às meninas, em qualquer faixa etária.
Sabemos que o distúrbio de atenção é multifatorial, ou seja, têm diferentes causas: fatores genéticos, ambientais e neuroquímicos. Verificamos que o fator genético tem muita predominância, a chance de pais terem TDAH e passarem para os seus filhos é enorme; também há concordância entre gêmeos. Por isso, quando chamamos os pais para conversar, é comum pelo menos um deles referir que tinha a mesma dificuldade na Infância. Os fatores ambientais que têm destaque são a exposição à nicotina e ao álcool durante a gestação. 
Há um comprometimento da região frontal do cérebro, que é responsável pelas funções executivas e também funciona como um freio. Essas funções são de extrema importância no dia a dia do indivíduo, tais como iniciativa, planejamento e organização de tarefas, fluência e memória operacional, inibição de comportamento, auto controle, elaboração de raciocínio abstrato, alternância de tarefas, geração de hipóteses, resolução de problemas, manutenção de  esforço sustentado, regulação de comportamentos e criatividade. Não se consegue frear ou filtrar os estímulos a sua volta.
Portanto, é melhor começar o tratamento o mais cedo possível . Evitamos assim um prejuízo escolar com conseqüente baixa auto-estima e mudança de interesses (Por exemplo, pra que estudar, eu não consigo mesmo. Vou matar aula e fazer o que gosto). Além disso, se não tratado, o TDAH favorece o aumento na incidência de distúrbios de conduta na adolescência, com predomínio de uso de álcool e drogas (vide parágrafo anterior há alteração na capacidade de inibir comportamento).
Paciente podem ser divididos em 3 grupos:  o distúrbio de atenção como predominante, ou o de comportamento hiperativo como predominante ou concomitante.
Os pacientes com sintomas de déficit de atenção como predominante  são acompanhados geralmente das seguintes reclamações: não presta atenção a detalhes (cometem erros por omissão ou descuido), dificuldade de manter a atenção em atividades lúdicas (não consegue por exemplo, num intervalo, jogar damas com os amigos), parece não ouvir quando lhe dirigem a palavra (vivem no mundo da lua), tem dificuldades em seguir instruções ( dificuldade em responder perguntas sequenciais), dificuldade em organizar tarefas e atividades (na véspera da prova estuda a matéria trocada), reluta em envolver-se em atividades que exijam esforço mental (desistem de ler um texto só pelo tamanho, respondem com frases curtas),perde coisas (esquece a pesquisa em cima da mesa), distrai-se facilmente por qualquer estímulo externo e tem esquecimentos em atividades diárias (perde a lancheira na escola, esquece de ir ao curso de inglês) .
Já os do grupo com predomínio de hiperatividade/ impulsividade são: inquietos, mexem as mãos e os pés, não conseguem ficar sentados muito tempo, correm em demasia, tem dificuldade em fazer alguma atividade em silêncio, falam muito, dão respostas precipitadas antes das perguntas acabarem, tem dificuldade em esperar sua vez e interrompe as conversas ou atividades dos outros.
O terceiro grupo tem as características dos dois grupos.
Você pode imaginar que todos  têm esses sintomas em algum momento da vida e não sofrem de TDAH. É, isso pode ser verdade. Para ser considerado com TDAH esses sintomas tem que causar prejuízo em sua vida social ou profissional. Se você tiver um desses sintomas com intensidade, mas leva sem prejuízo seu dia a dia, você não tem TDAH.
O Tratamento consiste em medicamento e terapia cognitiva. 
O único medicamento aprovado para o TDAH no Brasil até o momento é o psicoestimulante metilfenidato.   É importante enfatizar que essa droga está sendo usada desde 1937 e os médicos já tem um grande conhecimento desse fármaco através de muitos trabalhos científicos e de prática clínica. O metilfenidato age regularizando a dopamina e a noradrenalina da região frontal do cérebro. Traz a melhora da desatenção, impulsividade e da hiperatividade. Existem três formas de apresentação do metilfenidato aqui no Brasil: a de ação curta, que precisa ser usada duas a três vezes ao dia, outra que dura oito horas e uma terceira que dura doze horas ao dia. O critério de escolha do metilfenidato deve ser feito em cima do número de atividades e horas que o paciente precisa estar ativo durante o dia.
Como qualquer doença mental, o TDAH pode seguir associado a outras (comorbidade), tais como: transtornos de aprendizagem, transtornos de humor, transtornos ansiosos, transtorno desafiador, transtorno com uso de álcool ou drogas. Para escolher o melhor tratamento temos que associar o metifenildato ao tratamento da comorbidade e adquirir atitudes que melhorem o seu cotidiano (auxiliar na rotina, organização, criação de  lembretes, planejamento de estudo/atividades, como por exemplo, guardar os objetos sempre no mesmo local).
E não se esqueça: o TDAH é uma doença, e como toda doença, quanto mais cedo se iniciar o tratamento, melhor é o prognóstico.

domingo, 3 de abril de 2011

Tai chi melhora depressão

Vale a pena ler essa publicação do Globo sobre pesquisa da Universidade da Califórnia :

http://oglobo.globo.com/vivermelhor/mat/2011/03/21/tai-chi-melhora-depressao-em-idosos-diz-estudo-924051346.asp

Dormir mal

Saiu no O Globo de 3 de abril de 2011 : Dormir mal compromete o crescimento das crianças e pode levar ao alcoolismo e envelhecimento celular. Esse alerta foi feito Pela Organização Mundial de Saúde nessa semana, como resultado de estudo com os habitantes da Europa.
O hormônio do crescimento só é liberado durante o sono profundo. Esse hormônio nas crianças é responsável pelo crescimento; já nos adultos aumenta o tônus muscular e da pele, além de dar energia. Com a deficiência desse hormônio há um prejuízo no crescimento das crianças e adolescentes e um envelhecimento mais rápido nos adultos.
Muitas pessoas com a intenção de iniciar o sono mais rápido (ou combater uma insônia inicial) começam ingerir bebida alcoólica antes de dormir. Se trata daqueles que dizem que tomam apenas uma taça de vinho ou uma dose de whisky para relaxar. Sem notar, muitos vão aumentando essa dose de relaxamento e passam a ter problemas decorrentes de bebida alcoólica.
É claro que muitos outros problemas vão surgindo graças a noites mal dormidas, como maior aumento da ingesta de cafeína durante o dia, aumento do consumo de cigarro nos fumantes, baixa concentração e problemas de memória , aumento da incidência de diversas doenças (hipertensão e diabete, por exemplo) e alteração do humor.
Esse estudo europeu citado refere que muitas das pessoas não sabem que dormem mal. Elas pensam que dormem a noite toda mas não conseguem aprofundar o sono. Um dos motivos referidos, nos centros urbanos, está relacionado ao barulho. Pessoas que residem próximas de avenidas, aeroportos, bares e boates tendem a se acostumar com o barulho e pensar que estão dormindo bem. Mas, pelo fato dos ouvidos estarem atentos ao barulho, o cérebro recebe uma mensagem de estresse constante. Ele tenta identificar durante toda noite aquele barulho, fazendo com que a pessoa não se aprofunde no sono. Isso faz com que as pessoas, mesmo pensando que dormiram bem, sintam-se sempre cansadas, mesmo no início do dia.   

A Importância de uma Boa Noite de Sono

Para realmente valorizar um boa noite de sono, temos primeiro que entender a definição de ritmo circadiano. O Ritmo circadiano é um e...