terça-feira, 11 de outubro de 2011

Síndrome das Pernas Inquietas

 A Síndrome das pernas inquietas (SPI) é um distúrbio sensório motor que se manifesta por uma sensação desconfortável nos membros inferiores , como se recebendo agulhadas,  com dormência , prurido intenso, além de poder  vir acompanhado de repuxões. Esses sintomas são aliviados com movimentos das pernas.

Esse quadro pode acontecer em qualquer horário quando as pernas estão em repouso, mas é mais freqüente à noite. É bastante prejudicial na qualidade de vida do indivíduo porque leva a insônia e as suas conseqüências, sonolência diurna, ansiedade e falhas de memória. Em casos mais graves surgem diversos episódios durante dia e noite, levando o indivíduo a ter dificuldade em ficar com as pernas em repouso, por exemplo, durante a leitura ou uma viagem mais longa.

Apesar de ser uma síndrome descrita há muito tempo (relatos desde 1861) e que afeta 5% da população ainda não se descobriu a causa. Sabe-se que um terço dos pacientes tem familiares com o mesmo distúrbio,  que é mais comum em mulheres e na velhice. Também existem especulações sobre relação com a dopamina e deficiência de ferro como fatores contribuintes. É também comum aparecer em gestantes, geralmente no último trimestre, e que melhoram após o primeiro mês do parto.O exame neurológico e de eletromiografia são normais. O tratamento é com uso de medicamentos. Existem quatro classes de medicamentos que aliviam a síndrome das pernas inquietas (agentes dopaminérgicos, opióides, benzodiazepínicos e anticonvulsivantes). Estes devem ser prescritos pelo médico, considerando a história clínica e sintomas ou doenças concomitantes.

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Meu filho não quer dormir na sua cama

É comum a criança entre 2 e 5 anos querer dormir na cama dos pais. Mas é fundamental que ela durma na sua própria cama e no seu quarto, podendo até dividir esse espaço com os irmãos,  desde cedo.
É importante que a criança durma numa rotina de horário (mais cedo que os adultos) e seja no cômodo em que ficam suas coisas, roupas, brinquedos e livros. É o espaço onde ela pode ser criança. Claro, os pais devem ajudar nessa tarefa, a casa tem que estar mais tranqüila, um dos pais devem conduzir a criança para a sua cama e momentos antes de dormir sempre buscar atividades calmas para não agitar a criança.
Quando dorme com os pais na mesma cama ou no quarto dos pais ela passa a querer dormir no mesmo horário dos adultos, confunde o seu papel de criança com os pais, passando inclusive a querer se impor e não respeitas os pais como figura de segurança e hierarquia na estrutura familiar.
Além disso, a criança que dorme com os pais ela passa a acreditar que ela não é capaz de dormir sozinha. Quando cresce essa criança passa a achar que não consegue fazer ou resolver outros problemas do cotidiano sozinho. Passam a ser indivíduos  inseguros e com dificuldade de enfrentar os seus medos, tendem a desenvolver uma perversidade como fonte de disfarce das suas inseguranças.
Muitas das vezes os pais permitem que a criança durma em seu quarto por cansaço, medo de dizer não, por achar gostoso ou se sentir culpado, ou até para encobrir problemas no relacionamento conjugal. Não podem nem ceder às manhas, pois as crianças tentam chantagens para conseguir o que querem. Outro grande problema é quando os pais não sabem se posicionar diante da criança, deixando as regras claras e seguindo uma rotina. Um dia pode, no outro não. Isso gera muita ansiedade e insegurança para a criança.
Nessa fase é também comum as crianças buscarem a cama dos pais porque tiveram pesadelos, ou simplesmente acordaram à noite e se viram sozinhas. Nesse caso, é importante que os pais a tranqüilizem e conduzam a criança de volta para a sua cama, para dormir sozinhas, mesmo que isso aconteça muitas vezes na mesma noite. Cedendo uma noite,  aumentará as dificuldades da criança para dormir sozinha nas próximas.
A criança poder dormir sozinha significa que está ficando autônoma e segura para resolver assuntos longe dos pais. Quanto mais tempo a criança dormir com os pais mais problemas emocionais vão surgir para essa criança e mais dificuldade os pais vão ter para deixá-las dormirem em seu quarto.

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG)

O Transtorno de ansiedade generalizada (TAG) é um sentimento de uma apreensão constante, uma preocupação exagerada e de difícil controle, que causa prejuízo na vida do indivíduo.
O TAG tem manifestações físicas e emocionais. Os sintomas físicos mais comuns são tensão muscular, dores de cabeça, sudorese, náusea, diarréia, dores generalizadas pelo corpo, boca seca, palpitações, sensação de fôlego curto, sensação de desmaio, vontade de urinar a todo instante, mãos e/ou pés frios, sensação de vazio no estômago. Os sintomas emocionais mais freqüentes são irritabilidade, insegurança, esquecimento, insônia, dificuldade em se concentrar, medos e preocupação exagerada.

As causas do TAG são multifatoriais, ou seja, tem diversos fatores. Há uma predisposição genética, causas ambientais e história de vida. Tem algumas substâncias que contribuem para o surgimento do TAG, tais como nicotina, energéticos e cafeína.

O diagnóstico é feito pelo médico e deve-se descartar outras causas orgânicas que levam a sintomas semelhantes, tais como uso abusivo de substâncias, alteração tireoidiana e diabetes. Devemos também avaliar se não há outra doença neuropsiquiátrica associada. Sabemos por exemplo que 60% dos casos de TAG estão associados a depressão.

É necessário buscar a avaliação médica o mais breve possível para se iniciar o tratamento em farmacológica associado à psicoterapia. Quanto mais cedo iniciar o tratamento menor o prejuízo na qualidade de vida do indivíduo acometido.

domingo, 2 de outubro de 2011

Doença de Alzheimer

Com o aumento da expectativa de vida, a incidência de demência vem aumentando muito na população do mundo, sendo a doença de Alzheimer (DA) responsável por 60% dos casos. A DA é uma doença neurodegenerativa e progressiva, e se apresenta clinicamente por perda de memória  e prejuízo funcional, com comprometimento de suas atividades da vida diária.
Está cada vez mais preocupante o impacto dessa doença no mundo. Nos EUA está sendo a quinta causa de morte nas pacientes acima de 65 anos. No Brasil o número de óbitos por DA nos últimos 10 anos  subiu 100% nos idosos.
O custo com os cuidados com pacientes com doença de Alzheimer é muito alto, trazendo muito impacto na economia dos familiares e do governo. Desses pacientes com DA cerca de 20% chegam ao estágio grave manifestando-se por dificuldade na deambulação, controle dos esfíncteres, dificuldade na comunicação e na capacidade de deglutição. Nesse estágio é necessário cuidados de enfermagem e cuidados de uma equipe multidisciplinar (neuropsiquiatra, clínico geral ou geriatra, nutricionista, fonoaudiologia e fisioterapeuta).
A maioria dos protocolos de tratamento medicamentoso enfoca os estágios leves e moderados. Mas dificilmente a família busca avaliação médica na fase inicial, o que retarda muito o diagnóstico e tratamento precoce. O médico deve acompanhar o paciente através de exames complementares, escala de Mini Exame do Estado Mental e avaliação do exame físico/mental do doente. Com esses valores deve buscar o melhor tratamento medicamentoso.
 Alguns medicamentos são específicos para o tratamento da DA e tentam retardar a evolução da doença, além de melhorar o comportamento, o funcionamento global e cognitivo. Outros medicamentos são associados, especialmente no estágio avançado para combater as manifestações neuropsiquiátricas (alteração do sono, agitação psicomotora, delírios, alucinações).

A Importância de uma Boa Noite de Sono

Para realmente valorizar um boa noite de sono, temos primeiro que entender a definição de ritmo circadiano. O Ritmo circadiano é um e...