quarta-feira, 25 de maio de 2011

Vício no Uso da Internet pelos Adolescentes

Um em cada 25 adolescentes nos Estados Unidos têm uma “fissura” (necessidade irresistível ) de estar conectado a Internet. Quando não estão “plugados” queixam-se de sintomas de ansiedade, sensação de vazio, preocupação de que algo muito importante está acontecendo e que está perdendo, que não terá mais amigos, ou não se sente interessante.
Isso é um grande alerta para os pais e educadores, pois, para que esses adolescentes chegarem a serem dependentes de Internet é porque autorizamos um acesso fácil e ilimitado desses jovens a Internet.
Nos casos mais graves, ou seja, quando essa compulsão afeta a vida pessoal e profissional do indivíduo, um psiquiatra deve ser procurado, para que seja adotada uma estratégia de tratamento com uso de medicamentos associados à terapia.  

terça-feira, 24 de maio de 2011

Vicío em Jogos On Line

A revista científica médica “The Lancet” afirma que o vício em jogos online vem crescendo muito em todo o mundo. Isto se deve à disponibilidade de acesso (24 horas ao dia) que existe atualmente e a facilidade de não ser necessário sair de casa para jogar.
Calcula-se que hoje,  em Hong-Kong, um em cada vinte habitantes sofrem desse mal. Lá inclusive foram criados diversos  centros de reabilitação de jogadores compulsivos online. É comum se usar como referência a experiência dos habitantes da região, já que recentemente têm surgido muitas publicações de incidência e tratamento por esses profissionais.
Isso se torna muito mais preocupante, quando conhecemos o funcionamento do cérebro e sabemos que dificilmente haverá apenas essa doença mental. O jogador patológico tem freqüentemente depressão, ansiedade e muito mais chance de dependência de álcool e drogas.
O tratamento consiste em tratamento psicoterápico cognitivo comportamental e psiquiátrico com uso de drogas psicoativas (especialmente antidepressivos).

domingo, 22 de maio de 2011

Suicídio na Infância e Adolescência

Nos últimos dez anos tem aumentado a freqüência de suicídio na adolescência em todo o mundo. Trata-se da terceira causa de morte mais comum nessa faixa etária. Estudos demonstram que 98% têm uma doença mental na época do evento. O que preocupa bastante é que vários outros artigos publicados referem que 70% das crianças e adolescentes possuem doença mental não diagnosticada ou não tratada adequadamente.
A OMS (Organização Mundial de Saúde) estima que a cada vinte segundos uma pessoa morre por suicídio. Devemos imaginar que existe uma freqüência muito maior de tentativas de suicídio e que familiares e amigos tendem a esconder, por vergonha ou culpa. No Brasil não sabemos o certo de prevalência do suicídio porque a maioria não preenche a causa determinada de morte.
Sabe-se que a freqüência dos adolescentes do sexo masculino  é quatro vezes maior do que nas meninas. Mas também se sabe que elas tentam suicídio em maior freqüência , mas com formas mais leves e sem sucesso que os do sexo masculino. Talvez a causa dessa diferença seja a patologia envolvida. As meninas geralmente sofrem de depressão, tentam suicídio com ingesta de medicamentos, dando tempo da família buscar auxílio. Já os meninos têm com freqüência dependência de uso de drogas, alteração de conduta, associado a alteração do humor. Nesse caso procuram formas mais violentas como armas de fogo, enforcamento e se jogam de uma grande altura.
O período mais comum de ocorrência de suicídio é no final da adolescência e início da vida adulta. Nos adolescentes a taxa de suicídio vem aumentando muito, mundialmente.  No Brasil essa taxa aumentou 20 vezes nos últimos 10 anos. Sabe-se que a maior parte dos atendimentos de emergência psiquiátrica em centros especializados em crianças e adolescentes é a ideação com tentativa de suicídio.
Todos devemos estar atentos às mudanças de comportamento das crianças e adolescentes, buscando uma avaliação médica e diminuindo essa triste estatística fornecida pela OMS.

Descoberto O Cromossomo Associado a Depressão

Vale a pena ler: depressão é doença com causa genética identificada e está sendo considerada a patologia mais comum até 2020.


http://oglobo.globo.com/vivermelhor/mat/2011/05/16/cientistas-descobrem-ligacao-entre-depressao-cromossomo-especifico-924471582.asp

terça-feira, 17 de maio de 2011

Discalculia

É um dos transtornos de aprendizagem que causa dificuldade na capacidade de compreender e manipular números. Essa dificuldade em Matemática não é uma preguiça da criança e também não é decorrente de dificuldade auditiva, visual ou de leitura. Pode se manifestar  como dificuldade com números, contas, em diferenciar direito e esquerdo, em distinguir o número maior e menor, em julgar a passagem do tempo, em ver horas em relógio analógico, em compreender um planejamento financeiro (mesmo de um orçamento doméstico) , de estimar medidas de um objeto ou distância e de manter uma contagem durante um jogo que esteja acompanhando. Esses sinais que podem ser identificados desde a idade pré escolar , quando a criança não consegue distinguir, por exemplo, que o número 10 é maior que o número 9 . Adultos também podem apresentar esses sinais.
Essas dificuldades , se não tratadas, tendem a causar uma baixa auto estima, ansiedade, dificuldade nas habilidades sociais, irritabilidade e uma fobia de matemática. Se sabe que é parcialmente hereditária, pois é comum um dos pais também apresentar sinais, só que em grau mais leve. Sabemos que 60% dos disléxicos podem ter associado a discalculia.
O tratamento consiste em terapia psicopedagógica  com exercícios neuromotores e neuropsicológicos, associados a jogos ou brincadeiras com matemática, que estimulam a área cerebral acometida. É importante o suporte psicoterápico ou às vezes a inclusão de medicação, para aliviar o quadro de ansiedade que acompanha esse quadro, junto ao apoio aos pais e professores.

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Dislexia

A dislexia é caracterizada pela dificuldade de aprendizado na decodificação dos símbolos escritos e reconhecimento das palavras. Há um prejuízo na associação do som à letra. Também é comum trocar letras (por exemplo, b por p) ou escrever de forma invertida (espelhada), além de confundir direita com esquerda.
Ocorre em 10% da população.  É muito confundida com TDAH, preguiça de ler e doenças neuropsiquiátricas.  São crianças geralmente diagnosticadas na fase da  alfabetização, até a segunda série, quando se consolida a leitura. O diagnóstico é feito excluindo todas as outras dificuldades de aprendizagem, problemas emocionais e doenças neuropsiquiátricas.
Muitos dos casos, por não conseguirem ler, ficam muito desmotivados, e passam a  apresentar alteração comportamental. Outros tentam compensar e usam mais ainda a área da criatividade.
Essa criança deve estudar em escolas normais. Devem ser estimuladas pelos pais e professores a lerem em voz alta. É trabalhoso, mas o processo de alfabetização ocorre. É necessário acompanhamento fonoaudiológico, psicopedagógico e muitas das vezes neuropsiquiátrico (ansiedade e irritabilidade são freqüentes).
Muitos pais chegam muito preocupados se há acometimento da inteligência. Isso não é verdade. Para tranqüilizar os pais, ilustro alguns famosos que sofriam de dislexia e nem por isso deixaram de ser marcantes em nossa história, como Albert Eisten, Agatha Christie, Charles Darwin, Thomas Edison e Walt Disney.

terça-feira, 10 de maio de 2011

Tensão Pré-Menstrual

É comum as mulheres sentirem alterações físicas e psíquicas de intensidade leve no período pré-menstrual. Porém, existe um grupo onde esses sintomas são intensos e atrapalham suas atividades no trabalho e relacionamentos. Quando causa esse prejuízo nós consideramos que essas mulheres têm uma patologia chamada Síndrome de tensão pré-menstrual .
A tensão pré-menstrual é codificada na Classificação Internacional de Doenças (CID X) como N 94.3. Muitas pessoas, geralmente homens referem que isso é uma desculpa da mulher moderna. Na verdade é uma doença que foi descrita pela primeira vez como “tensão pré-menstrual” em 1931. Ou seja, não é uma doença dos tempos modernos .
Sua causa ainda é obscura.  Sabe-se que tem um componente de predisposição genética, alteração de neurotransmissores (especialmente serotonina), variação hormonal e alteração do SNC (eixo  hipotálamo – hipófise).
È importante  fazer o diagnóstico caracterizando os sintomas em grupos:
- Psíquicos: choro fácil, irritabilidade, redução da concentração, ansiedade, depressão, insônia ou hipersonia, choro fácil, sentimento de desesperança e dificuldade de memória.
- Comportamentais: redução da iniciativa, aumento do apetite, vontade de se isolar.
-Somáticos: dores musculares, edema, tonteira, cansaço e cefaléia .
Claro, que esses sintomas devem surgir e permanecer no período pré-menstrual. Se persistir durante todo o mês descartamos esse diagnóstico e investigamos outras patologias físicas ou psíquicas.
O tratamento consiste em drogas psicoativas (antidepressivos geralmente), controle do ciclo menstrual,complementos alimentares (vitamina e minerais), prática de exercícios e mudança de hábitos alimentares (redução cafeína,álcool,  ingesta de sal e açúcar).

domingo, 1 de maio de 2011

Bruxismo

Bruxismo é o hábito de ranger os dentes. Acomete entre 5% e 20% das pessoas em alguma fase da vida. Geralmente acontece no estágio 2 do sono não REM. Os sintomas que aparecem são dor na articulação têmporo-mandibular, cefaléia, dores de dente ou ouvido, desgaste dos esmaltes ou fratura do dente e musculatura dolorida no rosto.
Depois de descartar causas odontológicas, percebemos que está sempre associado a sintomas de ansiedade, depressão, estresse e transtornos do sono. Vários antidepressivos (muitas das vezes usados para tratar o bruxismo) podem causar bruxismo (vide J. Bras. Psiq – 46(5): 285-8, mai 1997).   
Se você está identificando a possibilidade de bruxismo procure realizar um check-up com o seu dentista e procure o seu médico psiquiatra para tratar as causas emocionais relacionadas.

A Importância de uma Boa Noite de Sono

Para realmente valorizar um boa noite de sono, temos primeiro que entender a definição de ritmo circadiano. O Ritmo circadiano é um e...