sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

A importancia do "Não"

Vale a pena ver esse vídeo. Fala da importância de limites para nossas crianças, a aprender a conviver com as frustrações. Depende de nós, pais.

https://www.youtube.com/watch?v=Uz52fdi6JXw





terça-feira, 29 de novembro de 2016

Medo de Voar (Fobia de Avião)

Diante da tragédia da queda do avião a caminho de Medellín, que acompanhamos recentemente, é importante entendermos porque algumas pessoas desenvolvem medo de voar, a conhecida Fobia de Avião. 


Conhecendo o mecanismo desse medo, que impede pessoas de voar, você consegue se proteger ou combater os primeiros sintomas. Muitas das vezes, pessoas que não tinham esse medo passam a desenvolver, acompanhando as notícias sobre um acidente aéreo.


O jornal ao noticiar a tragédia e descrever as características de cada vítima nos aproxima muito do acidente e da própria vítima. Como são muitas histórias conhecidas essa bagagem vai potencializando a ansiedade e medo de cada um.

Por isso, a importância de entender a causa, os sintomas e procurar tratamento para esse mal. 

Recomendo assistir o programa apresentado no canal Saúde da Fiocruz sobre o medo de voar. Acesse pelo link abaixo.


domingo, 4 de setembro de 2016

A Diferença Entre Querer Morrer e Querer que a Dor Pare

Esse texto foi extraído no site do CVV - Centro de Valorização da Vida

Eu não quero morrer.
Eu só queria que a dor parasse: a dor que rodeava e apertava meu peito, o peso que envolveu meu cérebro na sombra, a agonia que transformou todo o mundo em escuridão.
Eu precisava disso para cessar a dor.
Não foi um grande trauma que me convenceu que a morte era a minha única opção, mas uma série interminável de pequenas dores que roubaram a minha esperança. A pressão da vida cotidiana tornou-se um assalto implacável: uma mão pesada sobre meu ombro que me esmagava.
Uma manhã eu tive uma discussão menor com meu marido e, como diz o proverbio sobre colocar mais a lenha na fogueira, essa discussão me deixou em pedaços.
E então eu decidi que tinha apenas uma escolha que fazia algum sentido. Senti que todo mundo estaria melhor sem mim.
Eu fiz um plano. Eu escrevi cartas para a minha família. Chorando, telefonei para o meu amado irmão para dizer adeus.
Entretanto, levou poucos momentos para ele compreender o que eu estava fazendo e, em seguida, rapidamente, ele entrou em ação.
Ele me cortou, desligou na minha cara e chamou meu marido imediatamente.
Meu marido correu de seu prédio de escritórios e, frenético, me procurou usando um aplicativo em seu telefone. Ele chamou um policial. Chamou uma ambulância. Levou-me para o hospital.
Deram-me uma bebida lamacenta em um copo de papel enquanto eu estava deitada na maca, e eu chorei.
Eu não quero morrer.
Eu só quero que a dor parasse.
A escuridão que eu tinha mergulhado era muito espessa. Eu não conseguia mais enxergar meus filhos. Eu não conseguia mais enxergar a vida que eu tinha construído com o homem que eu havia escolhido 25 anos atrás. Eu não podia enxergar minha família, os irmãos que me conheciam desde o nascimento, os pais que me apoiaram desde antes que eu pudesse lembrar. Eu não  podia enxergar meus amigos, que teriam ficado extremamente entristecido comigo se eu tivesse de deixa-los.
Eu não podia ver o amor.
´Havia amor em volta de mim, mas esse amor foi empurrado pela escuridão, com força despejado de minha consciência pelo preto sufocante.
No hospital psiquiátrico, eu estava cercada por pessoas cujas experiências foram muito parecidas com a minha. Ouvi histórias familiares. eu aprendi novas formas de lidar com a minha dor. Percebi que tinha opções. Mais importante, vi que não estava sozinha.
Eu tenho um bom diagnóstico e fui colocada sob medicação que funcionou como um raio de luz no meu cansado cérebro, confuso.
Isso não aconteceu da noite para o  dia.
Levou algum tempo para encontrar as doses certas e as prescrições corretas, mas eu perseverei. Eu mantive firmemente a esperança de que o antídoto certo  para a escuridão poderia ser encontrado. 
Eu não quero morrer.
Eu só queria que a dor parasse.
E ela parou.
Lenta, mas seguramente, com a terapia e o tempo, a dor parou.
Estou aqui hoje para lutar junto com você: Não desista.
Há uma razão para que você esteja lendo isso agora, nesse exato momento no tempo.
Essa é uma mensagem que você precisa ouvir. Você não está sozinho. O próprio mundo anseia para você ficar, anseia para você permanecer. A Terra está chamando ouça! Lá está no calor dos raios do sol em cima de seu rosto virado para cima, na brisa fresca que acaricia a sua pele, no canto de um pássaro, a maravilhosa de folhas e flores. A Terra está implorando para você não desistir.
Para toda escuridão há um facho de luz pelo qual é possível andar, basta apenas que os olhos sejam liberados do desespero.
Buscar. Falar com alguém. Há amor lá fora; há amor ao seu redor. Só porque você não pode sentir isso agora não significa que ele se foi. Não acredite na escuridão. Ele é uma mentirosa e uma ladra.
Estou feliz por estar aqui hoje.
A chuva cai e o sol brilha. Posso ver meus filhos riem e chorarem e lutar e crescer.
Meus pais estão agradecidos. Meu marido é cuidadoso. Meus irmãos me apoiam. Meus amigos me querem bem. Todo dia eu vejo o amor que eu não podia ver antes.
Eu acreditava nas mentiras que a escuridão me falou, e eu tentei tirar a minha vida.
As vezes a vida é uma luta. As vezes o amor parece desaparecer e parece estar longe. Há dias em que eu acordo desanimada e me sinto derrotada. Tem dias que eu ainda quero deixar esse mundo ( e todas as suas tribulações) para trás. Mas eu continuo colocando um pé na frente do outro, e eu agarro a esperança. Eu falo com os que me rodeiam. Eu tenho uma boa noite de sono. Um novo amanhecer. Eu me sinto melhor.
Eu não tinha que morrer para que a dor parasse.
Você também não tem que querer.


Se você ou alguém que você conhece precisa da ajuda, por favor, ligue para o telefone do CVV 141, e procure ajuda médica psiquiátrica.

sábado, 3 de setembro de 2016

O TDAH ao Longo da História


O TDAH não é um transtorno novo, como já ouvi  algumas vezes. Ele é um distúrbio descrito por pelo menos 200 anos.
Entretanto, os sintomas foram melhor descritos a partir de 1960.

Segue abaixo o link sobre o TDAH ao longo  da história. 

 http://psicoedu.com.br/historia-origem-do-tdah/

sexta-feira, 8 de julho de 2016

sábado, 7 de maio de 2016

Direitos do Paciente com TDAH



Não existe  uma legislação específica que proteja o portador de TDAH na esfera nacional. Há um projeto de lei 7081/10, em andamento apoiado pela Associação Brasileira de Déficit de Atenção, que ajudará as pessoas com essa patologia. Caso deseje ler na íntegra, acesse o link:
http://www.camara.gov.br/proposicoesWeb/prop_mostrarintegra;jsessionid=B271CBB1D9A129AF658A22F62ACD95A5.proposicoesWeb1?codteor=1343620&filename=Tramitacao-PL+7081/2010
O munícipio do Rio de Janeiro foi o primeiro a se preocupar com a adaptação às necessidades desse grupo.  Existe a lei número 5416, de 29 de maio de 2012, e o projeto de lei 710/2010, que garantem direitos aos alunos com TDAH. Veja detalhes no link: http://vidaepsiquiatria.blogspot.com.br/2012/06/o-prefeito-do-municipio-do-rio-de.html. Com isso, muitas escolas, através de laudos e acompanhamento terapêutico, conseguem adaptar-se melhor ao aluno e suas necessidades.



No momento, o ENEM auxilia o paciente de TDAH, que possua laudo médico atualizado de um especialista, permitindo a realização da prova em sala separada e com  adição de  uma hora, em relação aos demais. O laudo deverá ser apresentado na inscrição para obter os direitos mencionados.


Converse com o seu médico para receber todas as orientações.

domingo, 17 de abril de 2016

Causa e Efeito : Quem será o nosso adulto daqui a 10 anos?



Esse texto foi escrito em parceria com a neuropsicóloga Marcia Ferreira.
 
Quem será o nosso adulto daqui a 10 anos ? É hoje uma criança perversa, sem empatia e  sem respeito por seus pares?

Resolvemos escrever sobre esse tema, por estarmos chocadas com o volume de crianças buscando atendimento psicológico ou psiquiátrico, vítimas da perversidade dos colegas de classe. Geralmente somos procuradas por pais de meninas, entre 6 e 9 anos. Primeiro é feita uma anamnese com os pais, sem a presença da criança. No campo da queixa principal, sempre os mesmos sintomas: autoestima baixa, insegurança, medos, apatia, daí finalmente a criança começa criar desculpas para não ir à escola.

Quando avaliamos a criança, ela relata fatos dolorosos. Conta como é xingada, excluída e anulada pelas coleguinhas de turma. Os efeitos psicológicos na vida dessa criança "vítima" são imensuráveis.

Me pergunto: quem será e como será essa criança agressora quando chegar na fase adulta? Onde estão hoje os seus pais, que não percebem esse comportamento nocivo?

Não vamos falar de “bullying”, até porque esse tipo de comportamento sempre existiu. Inclusive na nossa época escolar. O que nos chama atenção é que esse comportamento era comum nas escolas públicas e mais populares, hoje nosso público no consultório é formado pelas escolas de “Elite” , das escolas “caras” e que melhor preparam para o ENEN.

Então voltamos a questionar: O que está acontecendo? Como serão nossos futuros adultos? Sem amor ao próximo, sem respeito às diferenças e se achando acima de todos? Serão esses os nossos príncipes e princesas de hoje, os quais seus pais terceirizam seus cuidados para as babás, escolas e centros de atividades esportivas?

Convivam com seus filhos, para que possamos ter adultos melhores. Talvez nós estejamos criando indivíduos que no futuro serão como as pessoas de hoje que julgamos e criticamos.

terça-feira, 12 de abril de 2016

Anticoncepcional Hormonal e Anticonvulsivantes



A escolha do método contraceptivo hormonal em mulheres que usam anticonvulsivantes é de suma importância.

É relevante por dois fatores principais:

1.    Existe interação medicamentosa entre o anticonvulsivante e o anticoncepcional hormonal.
2.    Os anticonvulsivantes são usados de uma forma contínua em mulheres com Transtorno de Humor (ou bipolares), epilepsia e enxaquecas.

Por essa razão, é muito importante ter cautela ao prescrever essa classe medicamentosa em mulheres na idade fértil. É fundamental ter o conhecimento da interação hormonal do método anticoncepcional. Existem diversas combinações progesterona e estrogênio, algumas dessas podem agravar a crise epiléptica. Outras combinações em associação ao uso de determinados anticonvulsivantes podem levar a falha do anticoncepcional oral.

O psiquiatra ou neurologista, com o ginecologista, devem discutir o melhor anticoncepcional hormonal para cada paciente, seja anticoncepcional oral combinado, anel vaginal, pílulas de uso vaginal, implante subdérmico, adesivo e dispositivo intrauterino. Podem também concluir que a melhor indicação pode ser o método não hormonal.

Essa escolha vai depender de diferentes fatores, tais como idade, história familiar de câncer, doença neurológica ou psiquiátrica, comorbidades clínicas, tabagismo ou história de trombose.
Portanto, a mulher deve estar segura e amparada numa equipe multidisciplinar para melhor qualidade ao seu tratamento medicamentoso. 

A Importância de uma Boa Noite de Sono

Para realmente valorizar um boa noite de sono, temos primeiro que entender a definição de ritmo circadiano. O Ritmo circadiano é um e...