segunda-feira, 19 de novembro de 2018

Receita Médica Passará a Valer em Todo Território Nacional


A partir de fevereiro de 2019 os receituários de medicamentos, inclusive os controlados pela Vigilância Sanitária, terão validade em todo o Brasil, independente do estado que foi emitido.

A Lei número 13.732 ajudará os pacientes que estão em tratamento e precisam viajar.

Veja a reportagem e a lei no link abaixo publicado pelo Conselho Regional de Medicina da Bahia.

http://www.cremeb.org.br/index.php/noticias/receita_medica/

sábado, 17 de novembro de 2018

Internet – Sabendo usar é uma ferramenta importante


  
Falta aos responsáveis orientarem e acompanharem seus filhos no uso da Internet, da mesma forma como orientam sobre a melhor forma de se vestir, de se alimentar e de fazer os deveres de casa. Como a maioria desses pais aprenderam sozinhos, acreditam que aos seus filhos também podem. Ignoram a evolução da Internet ao longo do tempo, o que acabou potencializando o malefício que pode proporcionar a esses jovens, quando usada de forma incorreta.
Os pais devem ficar atentos ao seu próprio comportamento, porque podem estar estimulando seus filhos a se tornarem dependentes da Internet. Pais são “espelhos” para as crianças, principalmente na primeira idade, mas ao longo de toda a vida e crescimento. Precisamos ter consciência de que somos observados, e até admirados, o tempo todo por nossos filhos. A nossa mais simples ação tem influência enorme na formação de nossas crianças, e em relação a isso temos que estar sempre atentos.
Muitas vezes, os pais estão brincando com o seu filho, ou assistindo o desenho, ou conversando com ele, porém com a atenção dividida pelo celular, Ipad ou computador. Outra atitude ruim que vejo muito são pais usando o celular como uma espécie de “Rivotril” dos seus pequenos. Afirmam que só ficam calmos e “controláveis” no caso de haver uma tela em frente aos olhos. Para poderem conversar entre si ou com amigos, fazer sua refeição com tranquilidade ou ter a criança comportada numa sala de espera precisam “plugar” os pimpolhos em dispositivos eletrônicos, desde muitos pequenos.
Nisso, existe uma certa preguiça envolvida, que normalmente nós (estou me incluindo nesse grupo, afinal sou mãe), devido a nossa rotina acelerada hoje em dia, procuramos sempre usar elementos que ajudem nessa administração do tempo. Conversar com os filhos durante as refeições (em casa ou no restaurante), estar presente nos momentos em que eles demandam atenção (na maioria das vezes é só atenção mesmo, alguém para ouvir o que têm a dizer) e repreender em momentos de mau comportamento é o caminho a ser seguido. Apesar de mais trabalhoso, é o que vai ensiná-los a serem pessoas melhores no futuro. Acreditem, vale a pena.
Abaixo algumas ações importantes.
- Os pais não devem utilizar o eletrônico como babá.
- Marque horário para o uso e supervisione o cumprimento desse horário.
- Não associe finalizar obrigações e deveres com o uso do eletrônico. Isso estimula a fazer rápido e sem qualidade para ir rápido para a atividade prazerosa, além de reforçar essa sensação de prazer.
- Participe de algumas atividades na Internet que envolvam pais e filhos. Assim você aproveita para ensinar a usar e conhecer o interesse que ele tem na rede.
- Utilize as ferramentas que ele use no cotidiano. Por exemplo, seu filho fica no Instagram, tenha uma conta e siga o que ele gosta. Assim poderá orientá-lo melhor e saber dos interesses de seus filhos.
- Tenha a senha dos eletrônicos de seu filho, mas de forma que ele saiba que você tem. É necessário saber que você está acompanhando as suas atividades, se necessário. A privacidade  tem que ser conquistada de acordo com maturidade e responsabilidades.
- Não autorize de forma alguma a ele mentir a idade para poder participar de algum grupo ou ferramenta. Se existe um limite de idade é porque existe razão para isso.
- Quando o seu filho se cansar do jogo, não facilite a compra de outro imediatamente. Aproveite esse momento para estimular outros interesses fora da Web.
- Estimule programa com amigos e família. Convide amigos para ir a sua casa brincar com os seus filhos, assista séries, desenhos ou filmes com eles, estimule brincadeiras ou jogos em família, frequente livrarias, ouça música etc.
- Faça pelo menos uma refeição em família ao dia (mesmo que nem todos os integrantes estejam), sem TV ligada ou eletrônicos a mesa. Deixe a conversa fluir.
- Programe pelo menos uma atividade de final de semana em família. Todos curtindo a programação, como a escolha de um restaurante, uma série em casa, uma praia etc.
- Não fique preocupado se reclamar que está entediado por não ter nada interessante para fazer. É importante ele aprender a lidar com esse “tédio”. Nesse momento irá trabalhar a imaginação para driblar essa situação desconfortante. Também é nesse momento que ele vai refletir sobre o que ocorreu no dia a dia e vai crescer.
- Se necessário, utilize filtros parentais e bloqueio de acesso.
- Estimule sempre atividade física regular, levando em consideração a aptidão e a necessidade de atividade individual ou coletiva, com amigos ou familiares.
- Determine horário regular para dormir e atividades mais tranquilas a noite.


quinta-feira, 15 de novembro de 2018

Os Riscos do Uso Exagerado da Internet para Crianças e Adolescentes



 

A Infância é um período importante na formação da personalidade e do caráter. Vai determinar como indivíduo vai agir e pensar durante a vida adulta.
Com o avanço da tecnologia e da internet acreditava-se que esses novos estímulos seriam responsáveis por desenvolver uma neuroplasticidade nas crianças. As tornaria muito mais curiosas, determinadas na busca de conhecimentos e integradas na coletividade.
Entretanto, na prática, o que assistimos são jovens “hipnotizados” por uma tela, buscando apenas conhecimento superficial e se afastando de atividades do mundo real.
Passou a ser uma preocupação mundial o impacto da Internet nos jovens que integram a geração Z, aqueles chamados de nativos digitais (os nascidos entre 1990 e 2010). A China já considera um problema de saúde pública. Existem mais de 150 centros de tratamento psiquiátrico especializados em dependência de Internet no país, em regime de internação e ambulatório. No Brasil essa geração Z tem cerca de 22 milhões de pessoas. Temos observado mudanças nesses jovens, com prejuízo no seu desempenho social e acadêmico.
Mas o que fazer? Será que devemos proibir as crianças terem acesso à internet?
Não acredito na proibição como solução para o problema. O caminho é orientar os responsáveis de como ensinar e como apresentar a internet aos filhos. Os pais precisam supervisionar o uso da Internet de crianças e adolescentes bem de perto. Pontuar sempre que existe responsabilidade sobre o conteúdo disponível. Regrar o tempo dedicado de seus filhos nos eletrônicos, de acordo com idade e maturidade de cada um.
Normalmente o que traz prejuízo na vida de uma pessoa é o excesso, devemos buscar sempre o equilíbrio. Isso nas crianças é ainda mais grave, pois estão em fase de formação do Sistema Nervoso Central. Não só em relação à internet, mas em praticamente tudo. Se a criança só pensa em jogar futebol, por exemplo, vai negligenciar outras atividades de sua vida e isso provavelmente trará algum prejuízo no futuro.
Não podemos deixar de acreditar que a Internet é uma ferramenta bastante útil nos tempos atuais, e bem usada será um auxílio importante na educação continuada junto ao colégio e no aumento de conhecimento geral. Ela faz parte da nossa realidade e devemos considera-la uma ferramenta importante, se usarmos da maneira correta.
A Academia Americana de Pediatria e a Sociedade Canadense recomendam que o tempo de uso por faixa etária deve seguir as seguintes recomendações.
- Bebês de 0 a 2 anos: não devem ter contato com exposição a esse tipo de tecnologia.
- Crianças de 3 a 5 anos: acesso por até uma hora ao dia, com supervisão.
- Crianças de 6 a 18 anos: acesso por até duas horas ao dia, com supervisão.
A internet usada de forma correta pode auxiliar as crianças e adolescentes em diversas ocasiões, como:
- Auxílio no aprendizado;
- Estímulo na curiosidade com aprofundamento de temas;
- Criação de habilidades e memorização;
- Desenvolvimento de habilidades motoras;
- Comunicação;
- Facilidade na busca de informações e na pesquisa;
- Capacidade de orientação espacial;
- Socialização.
Outro fator que o responsável precisa estar atento é que o seu filho não está seguro na Internet. Com essa onda de violência que vivemos nas ruas muitos pais ficam tranquilos quando seus filhos estão em casa, acreditam que estão seguros. Isso nem sempre é verdade. é um grande engano. Os pais precisam   saber com quem eles estão conversando, o que estão postando e o que estão pesquisando.
Antigamente era comum crianças brincando nas ruas de seu bairro. Pais ensinavam a ter cuidado ao atravessar a rua, a não falar com estranhos e não aceitar convite para estar na casa de vizinhos que os pais não conheciam. Atualmente seus filhos estão na Internet, jogando com estranhos, conversando em salas virtuais, publicando no Facebook ou Instagram informações pessoais e seguindo diversas páginas e pessoas que os pais nem imaginam. É preciso ensinar os filhos a se proteger também na Internet e não apenas nas ruas. Na maioria das vezes estão vulneráveis pois estão numa idade de muita curiosidade e em constante formação. Se antes os pais ficavam preocupados que seu filho poderia fazer amizade com um vizinho psicopata na rua, hoje é possível estar no quarto de casa, porem virtualmente numa sala com dezenas de psicopatas.
Uma pesquisa feita pelo Comitê Gestor da Internet (CGI) e o Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade de Informação (Cetic.br) constatou que de 29,7 milhões de crianças entre 9 e 17 anos no país, cerca de 23,7 milhões são usuários assíduos de Internet e 83% deles tem o celular como principal dispositivo. O resultado dessa pesquisa serve como alerta sobre os riscos de dependência pela internet e por vídeos games nas crianças e adolescentes.
Devemos observar alguns desses sinais abaixo, para identificar uma possível dependência.
- Muitas horas diárias
- Prefere contatos online aos presenciais
- Não tem atividades de lazer no mundo real
- Isolamento social
- Dificuldade de atenção
- Sono perturbado ou dificuldade para iniciar o sono
- Alteração de humor
- Irritabilidade, tristeza, ansiedade ou birra quando sem acesso à Internet ou videogame
- Queda do rendimento escolar
- Problemas físicos como tendinite, dores musculares, esqueléticas ou sobrepeso.


Os responsáveis devem ficar atentos também a alguns fatores que contribuem para o desenvolvimento de dependência de internet ou vídeo game da criança ou adolescente.
- Evite publicar fotos dos seus filhos ou postar a todo momento no grupo de família. Você mesmo ensina ao seu pequeno que é muito bacana compartilhar tudo e ficar aguardando as curtições ou elogios.
- Falta de motivação para atividades do seu cotidiano, como colégio, curso, amigos, conversa com os pais etc.
- Carência afetiva
- Falta de limites – não tem rotina estabelecida de quando, como e quanto tempo usar no cotidiano.
- Sensação de liberdade - acreditam que podem fazer o que quiserem na frente do eletrônico e que não tem a vigilância dos responsáveis.
- Influência de amigos para postarem, e seguirem links de diferentes temas.
- Usarem a internet para se sentir incluídos a um grupo de amigos - muitos acreditam que quanto maior o número de seguidores ou de comentários mais ele é querido.
- Dormir com o celular ligado e com alertas para poder acompanhar, mesmo na madrugada, o que vem ocorrendo - tem a sensação de que se não ver ou comentar algo não estará mais no grupo.
- Usar exemplos de experiência de vida ou de opiniões próprias o que recebe online, sem ter críticas ou ponderações, relatar tudo como verdade.
- Estar mais preocupada com o que vai postar do que com momento vivido.
Algumas pesquisas e artigos já referem que a cada cinco crianças, uma já é dependente da Internet. Quando se fala de dependência não se trata apenas do usuário que usa muito, mas já com traços semelhantes à de um dependente químico. Podem apresentar comportamento antissocial manifestado por mentiras, baixo rendimento escolar, pensamento constante em estar utilizando a internet ou o jogo, alteração do sono, ansiedade, irritabilidade, tristeza e angústia.
O tratamento da dependência de internet ou vídeo games é multiprofissional, ou seja, envolve diversas especialidades. Muitas vezes, é necessário administrar medicamentos para reduzir os sintomas de abstinência de alteração do sono, desatenção, ansiedade e humor após a avaliação de um psiquiatra infantil.
A família precisa ser envolvida nesse tratamento. É fundamental que compreenda a patologia e as causas que contribuíram para o seu filho se tornar dependente. É preciso ajudar a cumprir atividades propostas na consulta com o profissional e família. É necessário ter disponibilidade para despertar novos interesses nesse jovem.
Se você percebe que o seu filho já apresenta alguns desses sinais descritos está na hora de realizar mudanças e buscar ajuda profissional.


 

quinta-feira, 8 de novembro de 2018

Câmara Aprova Programa Para Dislexia e TDAH


O Projeto de Lei 7.081/10 para TDAH e Dislexia estava desde 2010 para ter a sua aprovação e ocorreu em 7 de novembro de 2018. 
Essa lei obriga o Estado a manter programa de acompanhamento de dislexia e de Transtorno do Deficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) ou outro transtorno de aprendizagem para estudantes do ensino básico.
Proporcionará diversos aspectos positivos, como: 
  • Formação de programas para avaliação, diagnóstico e tratamento de crianças com TDAH e Dislexia;
  • Divulgar informação para redução do preconceito e de falsas notícias sobre as patologias;
  • Qualificar os professores para observação, encaminhamento e criação de estratégias para auxiliar o aluno no aprendizado.
  • Aquisição de material didático apropriado para TDAH, dislexia e outros distúrbios de aprendizado. 

Segue o link com a reportagem e a lei : 

A Importância de uma Boa Noite de Sono

Para realmente valorizar um boa noite de sono, temos primeiro que entender a definição de ritmo circadiano. O Ritmo circadiano é um e...