domingo, 17 de abril de 2016

Causa e Efeito : Quem será o nosso adulto daqui a 10 anos?



Esse texto foi escrito em parceria com a neuropsicóloga Marcia Ferreira.
 
Quem será o nosso adulto daqui a 10 anos ? É hoje uma criança perversa, sem empatia e  sem respeito por seus pares?

Resolvemos escrever sobre esse tema, por estarmos chocadas com o volume de crianças buscando atendimento psicológico ou psiquiátrico, vítimas da perversidade dos colegas de classe. Geralmente somos procuradas por pais de meninas, entre 6 e 9 anos. Primeiro é feita uma anamnese com os pais, sem a presença da criança. No campo da queixa principal, sempre os mesmos sintomas: autoestima baixa, insegurança, medos, apatia, daí finalmente a criança começa criar desculpas para não ir à escola.

Quando avaliamos a criança, ela relata fatos dolorosos. Conta como é xingada, excluída e anulada pelas coleguinhas de turma. Os efeitos psicológicos na vida dessa criança "vítima" são imensuráveis.

Me pergunto: quem será e como será essa criança agressora quando chegar na fase adulta? Onde estão hoje os seus pais, que não percebem esse comportamento nocivo?

Não vamos falar de “bullying”, até porque esse tipo de comportamento sempre existiu. Inclusive na nossa época escolar. O que nos chama atenção é que esse comportamento era comum nas escolas públicas e mais populares, hoje nosso público no consultório é formado pelas escolas de “Elite” , das escolas “caras” e que melhor preparam para o ENEN.

Então voltamos a questionar: O que está acontecendo? Como serão nossos futuros adultos? Sem amor ao próximo, sem respeito às diferenças e se achando acima de todos? Serão esses os nossos príncipes e princesas de hoje, os quais seus pais terceirizam seus cuidados para as babás, escolas e centros de atividades esportivas?

Convivam com seus filhos, para que possamos ter adultos melhores. Talvez nós estejamos criando indivíduos que no futuro serão como as pessoas de hoje que julgamos e criticamos.

terça-feira, 12 de abril de 2016

Anticoncepcional Hormonal e Anticonvulsivantes



A escolha do método contraceptivo hormonal em mulheres que usam anticonvulsivantes é de suma importância.

É relevante por dois fatores principais:

1.    Existe interação medicamentosa entre o anticonvulsivante e o anticoncepcional hormonal.
2.    Os anticonvulsivantes são usados de uma forma contínua em mulheres com Transtorno de Humor (ou bipolares), epilepsia e enxaquecas.

Por essa razão, é muito importante ter cautela ao prescrever essa classe medicamentosa em mulheres na idade fértil. É fundamental ter o conhecimento da interação hormonal do método anticoncepcional. Existem diversas combinações progesterona e estrogênio, algumas dessas podem agravar a crise epiléptica. Outras combinações em associação ao uso de determinados anticonvulsivantes podem levar a falha do anticoncepcional oral.

O psiquiatra ou neurologista, com o ginecologista, devem discutir o melhor anticoncepcional hormonal para cada paciente, seja anticoncepcional oral combinado, anel vaginal, pílulas de uso vaginal, implante subdérmico, adesivo e dispositivo intrauterino. Podem também concluir que a melhor indicação pode ser o método não hormonal.

Essa escolha vai depender de diferentes fatores, tais como idade, história familiar de câncer, doença neurológica ou psiquiátrica, comorbidades clínicas, tabagismo ou história de trombose.
Portanto, a mulher deve estar segura e amparada numa equipe multidisciplinar para melhor qualidade ao seu tratamento medicamentoso. 

A Importância de uma Boa Noite de Sono

Para realmente valorizar um boa noite de sono, temos primeiro que entender a definição de ritmo circadiano. O Ritmo circadiano é um e...