quarta-feira, 6 de junho de 2012

Dicas para Reduzir o estresse dos pais e dos filhos com TDAH diante das notas baixas


Agora novamente veio o boletim da escola. Apesar do tratamento do TDAH, as notas ainda não foram boas. O que devo fazer?

- Veja se as notas baixas são decorrentes de perda de material ou conteúdo escolar. Ajude a se organizar e tenha em casa um kit reserva do material escolar. Por exemplo, monte um kit com canetas, réguas, transferidor etc. Tenha em casa para emergências.

- Deixe tudo pronto na noite anterior. Veja o quadro de horário e identifique todo o material que deve ser levado. Lembre-se que com todos os livros ele já tem desatenção, pior será assistir aula sem o material didático para acompanhar.

- Organize junto com o seu filho a sua rotina de estudo. Além dos horários do dia a dia, quais são as matérias que precisará priorizar no seu tempo de estudo para recuperar a nota.

- Reveja o plano de educação do seu filho. Marque uma reunião com a escola. Veja se ele precisa de auxilio em comportamento ou no plano de estudo. Trace com a escola estratégia para identificar e auxiliar em que disciplinas ele precisa melhorar. Pergunte se é preciso comprar material didático extra ou aula com professor para reforço.

- Reveja com o profissional e com a escola se a nota baixa foi por falta de tempo suficiente em realizar as provas. Nesse caso, o profissional deve junto à escola traçar metas de tempo para a realização de provas, conforme as características da evolução individual naquele momento.

- Se seu filho tem baixa autoestima, coloque atividades extras que reforcem os seus pontos fortes. Por exemplo, adora música, então o coloque para aprender um instrumento.

- Tenha em mente que seu filho precisa de ajuda para fazer o dever de casa, por ser muito lento. Converse com a escola sobre o que pode ser feito para auxiliá-lo. Lembre-se que é fundamental essa criança ter o seu canto de estudo na casa, bem organizado e num lugar bem tranquilo.

- Faça junto com o seu filho um calendário semanal em que coloque todas as suas atividades, inclusive as sociais. Com isso, ele terá noção de tempo e como administrá-lo diante dos compromissos.

- Ajude a seu filho colocar metas e traçar planos para melhoria das notas. Sempre colocando na sua realidade, tendo os seus pontos fortes e fracos para melhorar.

- Reavalie junto ao profissional se está sendo feito o tratamento mais adequado: medidas terapêuticas, medicamento e dosagem.

E, o mais importante: nunca desista de seu filho. Ele precisa de ajuda.

terça-feira, 5 de junho de 2012

MedidasTerapêuticas Praticadas pelos Pais de Crianças com TDAH


Depois de seu filho receber o diagnóstico de Transtorno de déficit atenção e hiperatividade (TDAH) é recomendado os pais tomarem algumas medidas.

- Ler bastante sobre TDAH. Pegue dicas de leitura com o profissional que atende o seu filho.

- É importante fazer uma autoavaliação. Lembre-se que TDAH é uma doença genética. É muito comum pelo menos um dos pais se dizerem parecidos em menor ou maior intensidade. Caso, isto aconteça, busque ajuda para você melhorar e poder ajudar mais o seu filho.

- Converse com a escola sobre o diagnóstico e o tratamento. Deixe o contato do profissional com a escola para que o professor possa tirar dúvidas de como lidar com o seu filho na sala de aula.

- Saiba que o seu filho tem dificuldade de se organizar. Ajude-o a se organizar e manter a sua organização. Não faça as tarefas por ele, apenas auxilie. Por exemplo, ao fazer o dever de casa, ele nunca acha o material que precisa. Ensine a organizar a sua escrivaninha, de forma que tudo esteja organizado e com fácil acesso.

- Saiba que seu filho tem facilidade em esquecer compromissos. Ajude a anotar os dados importantes numa agenda, como deveres de casa, provas, consultas, aniversários dos amigos e familiares. Não seja a agenda dele, auxilie a criar uma organização, e supervisione apenas.

- Fale com o seu filho olhando nos olhos dele. Se for criança pequena, se abaixe e fale.

- Fale devagar e com tranquilidade. Caso esteja gritando, chamará a atenção para o seu nervosismo e não para o que é dito.

- Se o seu filho não consegue parar de falar e não consegue aceitar interrupção, deixe falar. Ao terminar seu discurso diga que agora é a sua vez e que ele precisa ouvi-lo.

- Nunca continue falando quando o seu filho está na fase de que não consegue parar de falar. Isso apenas vai deixar ele mais distraído e você desgastado.

- Combine com ele que quando não conseguir que ele perceba que não está se controlando ao falar demasiadamente, sempre mostrará com um sinal. Por exemplo, com um levantar de mão.

- Fique atento ao que é desatenção ou birra. Por exemplo, pede para sempre fechar a porta do armário. Quando ele deixar aberto, não grite ou feche a porta, apenas o conduza para fazer. Isso deve ser repetido todas as vezes que se fizer necessário. Se for birra, ele não vai querer voltar para fazê-lo. Nesse caso repreenda ou coloque de castigo, como deve ser feito com qualquer criança.

- Se ele se distrai muito no banho, ajude determinando um tempo.

- Se ele perde a noção de tempo, coloque despertador ou celular para despertar.

- Se ele se perde no tempo com mensagens e facebook, perdendo o horário das suas atividades, determina horários para que possa falar com os amigos e ficar no faceboook após os deveres.

- Ajude com lembretes para que não esqueça das tarefas. Por exemplo, arrumar a mochila e separar o uniforme antes de dormir. Caso se esqueça, faça pensar. Diga o que é preciso fazer antes de dormir ou leia o lembrete.

- As regras da casa devem estar bem claras. Devem existir horários e funções bem definidas para a criança. Por exemplo, horário de fazer dever de casa, dormir e jogar vídeo game. Não pode ser cada dia de uma forma, é necessário manter a regra para ajuda-lo a se organizar na vida. A rotina é importante.

- Ajude seu filho a apender a arrumar o seu quarto. Muitas das vezes, é mais fácil arrumar por ele, mas é necessário ensiná-lo a arrumar cada cantinho do seu quarto. Você pode ajudá-lo, ou seja, fazer junto dele, ou ficar ao lado dele dizendo como deve ser feito.

- Saiba que nos momentos de birra não adianta gritar, o que só vai deixa-lo mais agitado. Seja firme e converse sobre os detalhes dessa situação, depois que tudo acabar.

- Sente com o seu filho cinco minutos e coloque as metas da semana. Registre o que precisa melhorar e o que você como pai pode fazer para auxiliá-lo nas tarefas.

- Crie uma lista com os principais objetivos que deseje melhora antes de começar o ano letivo. Também deixe registrado por escrito.

- Trace um plano para melhorar o ano letivo, como médias, organização, deveres de casa e cumprir horários. Prometa a ele que estará presente para ajudá-lo a cumprir o plano para melhoria.

- Sente com ele regularmente avaliando as propostas feitas. Veja o que vem melhorando e pontue com elogias e recompensas. Identifique o que não vem sendo cumprido e tente mostrar o que pode ser feito no dia a dia para melhorar.

- Sempre identifique as evoluções: elogie, elogie e elogie.

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC)



O Transtorno obsessivo compulsivo (TOC) é a quarta doença mental entre as mais comuns. Cerca de 1% das crianças em idade escolar sofrem de TOC. Dos adultos com TOC, cerca da metade teve início dos sintomas na Infância ou adolescência.

Quando ocorre em adultos, os pacientes sabem que seu comportamento é estranho e sem sentido. Tentam esconder. Sabem que racionalmente deveriam controlar o impulso ou o pensamento, mas não conseguem. Já na criança, pode não existir nenhum tipo de crítica. Podem perceber que tem um comportamento exagerado, mas sem a crítica. Muitas tem medo de serem repreendidas ou não entendidas pelos adultos e amigos; com isso, não contam o que consideram a sua “ brincadeirinha”  pessoal.

O TOC se caracteriza pela presença de obsessões e/ou compulsões e que causam prejuízo funcional ou sofrimento para o indivíduo. Obsessões são pensamentos repetitivos que “penetram” na mente da pessoa sem a sua vontade, sem sentido ou de forma exagerada. Já as compulsões são comportamentos repetitivos, em geral para reduzir o desconforto ou para evitar que algo aconteça.

Um exemplo bem recente que ocorreu na minha sala de espera. O paciente, aguardando para o atendimento, ouviu uma música cuja cantora já tinha falecido. Ele tinha a crença de que ao  ouvir alguém morto, precisava bater com as mãos cerradas na madeira para evitar que a pessoa mais próxima a ele morresse. Como a música não cessou, ele não suportou e precisou aguardar no corredor, mas batendo no portal da sala de espera, incessantemente.
Noventa e cinco por cento de todos os pacientes com TOC, quando chegam ao consultório, tem outro diagnóstico psiquiátrico associado, como depressão, ansiedade e Transtorno Bipolar. Os adultos chegam ao consultório trazendo o TOC como queixa principal. Relatam que sabem ser irracional, mas que não conseguem parar os pensamentos e impulsos.

As crianças chegam ao consultório muitas das vezes com outras queixas como principal, como depressão, dificuldade de aprendizado, isolamento social e falta de apetite. O médico deve investigar esses sintomas. Por exemplo, não come direito porque alguém tocou no prato, que ele acha que está contaminado ou sujo. Não consegue acompanhar a escola porque precisa ficar controlando o tamanho das letras quando escreve, ou precisa fazer contas mentais sempre quando a professora fala uma determinada palavra.

O tratamento vai depender da presença de comorbidade, mas sempre é necessário uso de medicamentos, psicoeducação e psicoterapia. Os medicamentos dependem da avalição do quadro, como uso de antidepressivos, antipsicóticos e estabilizadores de humor.

domingo, 3 de junho de 2012

Lei Municipal beneficia portadores de TDAH

O prefeito do município do Rio de Janeiro sancionou em 29/05/2012 a lei número 710/2010.

Essa lei coloca orientações para adequar as características dos alunos com Transtorno de Déficit Atenção (TDAH) às necessidades individuais de cada um diante do grupo de alunos sem o trasntorno.

A principal conquista dessa lei, que todos nós lutávamos, foi no tempo de realização das provas. Com isso, podemos junto com as escolas planejar para  que nosso paciente realize a prova no tempo necessário e ajustado para o seu quadro clínico, colocando-o em igualdade de condiçoes com outros alunos sem essa patologia..

Caso queira ler mais a respeito acesse http://www.abda.net.br/br/noticias/reportagens/item/333-prefeito-do-rio-sanciona-lei-que-d%C3%A1-direito-aos-alunos-com-tdah-29/05/2012.html

A Importância de uma Boa Noite de Sono

Para realmente valorizar um boa noite de sono, temos primeiro que entender a definição de ritmo circadiano. O Ritmo circadiano é um e...