quarta-feira, 17 de julho de 2013

TDAH e o uso de drogas psicoativas (Ilícitas, Álcool e Drogas)

Diversos estudos que acompanham crianças com TDAH durante anos, no Brasil e no mundo, observam maior risco de uso de drogas, álcool e nicotina. Existem várias hipóteses para essa associação:

- Podem ter uma genética em comum, especialmente o gene DAT1.
- Pessoas acometidas de TDAH tendem a buscar mais gratificações imediatas.
- TDAH propõe menor capacidade de planejamento, ou seja, menor capacidade de antecipar as consequências de seus atos imediatos.
- TDAH e o uso de drogas têm disfunção dopaminérgica.
- Crianças e adolescentes com TDAH têm geralmente baixa autoestima, devido aos prejuízos de função executiva ou acadêmica que acumulam ao longo dos anos.

Foi observado também que quando se avalia grupos de pessoas com abuso de drogas e álcool cerca de 35% tem diagnóstico de TDAH, tratado ou não. O mesmo ocorre quando estudamos grupos de pessoas acometidas por dependência de nicotina. Nesses casos, também acrescenta a hipótese da nicotina melhorar a atenção, reforçando a continuidade do tabagismo.

Conclui-se que, para melhor adesão e resposta ao tratamento das pessoas acometidas por dependência de drogas, álcool ou nicotina, deve-se avaliar a presença de TDAH, para associação ao tratamento.


Sugestões de leitura complementares nesse blog: artigos publicados nas datas de 05 abr 2011; 28 mai 2012; 03, 05 e  06 jun 2012; 17 jul 2012;   11 e 13 dez 2012; 10 e 13 jun 2013.

quinta-feira, 11 de julho de 2013

Neurodesenvolvimento de crianças expostas a antidepressivos ou à Depressão Materna Não Tratada

A farmacoterapia da depressão em grávidas sempre teve muita polêmica, pois sabemos que algumas drogas podem ser teratogênicas (provocam mal formação do bebê) e que muitos antidepressivos já são prescritos para as gestantes em depressão.
Isto porque já se comprova estatisticamente que gestantes deprimidas tem maior chance de complicações obstétricas, tais como ganho de peso, risco de diabetes gestacional, eclampsia, natimortos, prematuridade, crescimento prejudicado do bebê, malformações, deficit cognitivo e psicopatologias mentais nas crianças.

Foi publicado um estudo onde foi avaliado o neurodesenvolvimento de crianças expostas aos antidepressivos e de crianças expostas à depressão materna durante a gravidez. Esse estudo foi publicado na revista médica Am J Psychiatry em 2012 (169:1165 a 1174) e apresentado na 23ª Conferencia Anual da Organização de Especialistas em Informação de Teratologia e 34º Encontro Anual da Sociedade de Teratologia Neurocomportamental. 

Os participantes do estudo foram selecionadas no programa de monitoramento de risco materno do Hospital for Sick Children de Toronto. Lá existe um banco de dados que registra todo aconselhamento de medicamentos usados durante a gestação, e todos os riscos de teratogenicidade de diversos medicamentos, inclusive de antidepressivos. Foram incluídas mulheres deprimidas diagnosticadas pelo psiquiatra, com uso de certos antidepressivos padronizados, e sem uso de antidepressivos.

Um psicometrista, sem conhecimento se a mãe usou ou não antidepressivo, acompanhou o desenvolvimento neuropsíquico dessas crianças, através de testes neuropsicológicos. Foram observadas as seguintes características:
  • Não houve diferença no peso ao nascimento das crianças que  foram expostas ao antidepressivo do grupo das crianças expostas á depressão. 
  • Não houve diferenças significativas  nos testes de inteligência dessas crianças, sendo levado em consideração a inteligência da mãe.

  • Não houve diferença significativa em alterações comportamentais nessas crianças. 

De modo geral, não foi encontrado nenhum efeito do antidepressivo sobre o desfecho intelectual e comportamental das crianças.


Sabe-se que a depressão materna não tratada leva a um risco aumentado de depressão pós-parto e que a exposição fetal e na infância à depressão materna são preditores significativos de problemas do comportamento. Pode também aumentar o risco de desenvolver algum problema de saúde mental.

Recomendo a leitura no blog do artigo “Gravidez e Medicamentos Controlados” publicado em 8 de setembro de 2012. 


terça-feira, 9 de julho de 2013

TDAH na infância aumenta o risco de obesidade na vida adulta


Vários artigos referem que a criança com TDAH tem maior risco de obesidade na vida adulta. Acredita-se que o ganho de peso é consequência da dificuldade de controlar os impulsos e a falta de planejamento para se criar um bom hábito alimentar.

Foi recentemente publicado um artigo pela revista Pediatrics (maio de 2013) em que a Universidade de Nova York acompanhou 222 indivíduos do sexo masculino. Esses meninos foram acompanhados a partir dos oito anos, até completarem 41 anos.

Metade desses homens foram diagnosticados com TDAH na infância e a outra metade sem nenhum distúrbio. Dos participantes com TDAH, 41% foram considerados obesos na vida adulta.


Ter conhecimento disso é muito importante para o médico e o familiar das crianças com TDAH estarem atentos para melhor orientação.  

quarta-feira, 3 de julho de 2013

A prevalência de pacientes com Alzheimer terá aumento considerável


Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS) o número de pacientes com demência vai dobrar até o ano de 2050. De todos os tipos de demência a mais comum continuará sendo a demência de Alzheimer.

No Brasil, a Associação Brasileira de Alzheimer (Abraz) alerta que esse número dobrará até o ano de 2030. Essas informações foram publicadas numa campanha lançada esse mês, com material informativo para alertar a população sobre os sintomas de demência.

Nesse momento estudos de prevalência demonstram que metade dos pacientes com Alzheimer no Brasil não sabem ainda que tem a doença. Sabemos também que a demência é uma doença degenerativa que não tem cura, mas quanto mais cedo iniciarmos o tratamento mais podemos retardar a evolução da doença.


Na fase inicial as queixas mais comuns são mudanças de humor e alguns esquecimentos. Isso não pode passar despercebido pelos familiares. Nesses casos, procure um especialista, que saberá fazer a entrevista e diagnóstico diferencial de demência e outras patologias.

A Importância de uma Boa Noite de Sono

Para realmente valorizar um boa noite de sono, temos primeiro que entender a definição de ritmo circadiano. O Ritmo circadiano é um e...