Vale a pena ler : Pesquisa desvenda como maconha afeta a forma como o cérebro processa as informações emocionais.
http://oglobo.globo.com/vivermelhor/mat/2011/04/06/pesquisa-desvenda-como-maconha-afeta-forma-como-cerebro-processa-informacoes-emocionais-924170323.asp
Esse blog não está sendo mais atualizado ... acesse a nova versão pelo link www.possidente.org. Espero você lá!
quinta-feira, 7 de abril de 2011
quarta-feira, 6 de abril de 2011
Birra ou Transtorno Desafiador Opositivo?
É comum pais chegarem ao consultório pedindo orientação sobre o comportamento dos seus filhos. Muitos chegam com a seguinte pergunta, “Doutora é birra ou ele tem problemas?”
Crianças podem ter birras ou pirraças. Esses comportamentos ocorrem quando querem algo e foram contrariadas. Acontecem sempre com os adultos que elas têm muita proximidade, geralmente os pais. Uma situação desse tipo seria quando querem um brinquedo e a mãe se recusa a comprar. Geralmente os pais conseguem negociar ou fazer alguns combinados diante da situação. Essas crianças em geral têm um melhor comportamento longe dos pais, por exemplo, na casa de amiguinhos.
O Transtorno Desafiador Opositor é um padrão persistente de comportamento, hostil, negativista, desafiador e desobediente diante de pessoas cuja relação é de autoridade. Esses sintomas persistem por pelo menos seis meses.
Essas crianças apresentam um comportamento sempre irritadiço, perdendo a paciência com muita facilidade. Respondem aos adultos, desafiam e infringem regras com adultos e pares. Implicam com as pessoas. Sempre tem a justificativa que o seu comportamento é decorrente da atitude do outro. Ficam com raiva e tem sentimentos de vingança. Não há negociação e sim o comportamento de confronto todo o tempo.
Esse transtorno provoca prejuízo escolar: não há participação de atividades em grupo, não pede ajuda a colegas nem a professores, insistem em não pedir ajuda mesmo com grande dificuldade. Há também prejuízo social, porque não consegue fazer amigos devido ao envolvimento constante em brigas (sem violência física); com isso, convivem com baixa auto-estima.
A causa desse transtorno ainda não foi definida. Sabe-se que existe um componente genético associado a desencadeadores ambientais. É mais comum aparecer em crianças que pelo menos um dos pais apresenta Transtorno de Humor, Transtorno Desafiador, TDAH e Transtorno de Personalidade Social. Aparece mais em famílias onde há um desajuste na disciplina, ora são extremamente rígidos, ora são flexíveis.
Pode ser encontrado entre 2% e 16% das crianças e adolescentes. Geralmente aparece na idade pré-escolar, antes dos oito anos. Se não tratados, algo próximo de 75% dos casos evoluem para Transtorno de Conduta já na adolescência.
O Tratamento consiste em orientação aos pais e professores, psicoterapia cognitiva comportamental e psicofármacos. O tratamento deve começar o mais cedo possível, por se tratar de uma patologia que causa um grande prejuízo escolar e social. Atinge indiretamente toda a família, pois constantemente essa criança provoca os adultos, causando grandes discórdias no seu convívio.
terça-feira, 5 de abril de 2011
Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH)
Essa patologia passou a estar no centro de discussão da mídia, dos educadores e dos pais. Alguns são defensores dessa categoria como um problema médico e outros defendem a idéia de que é uma doença criada para vender remédios e mascarar falhas na educação das crianças.
Vamos lá, o Transtorno de Déficit de Atenção é uma doença categorizada na Classificação Internacional de Doenças, junto a todas as outras patologias pelo código F90 (CID X) . Não é uma doença recente, os primeiros relatos aparecem no século 19.
É uma doença cujo diagnóstico é feito pela clínica/ anamnese, ou seja, pelas queixas descritas pelos pacientes, professores, cuidadores e pais. Não há auxílio de exames complementares como ressonância magnética, mapeamento cerebral e SPECT, entre outros.
O TDAH ocorre em 3 a 6% das crianças. Cerca de 60% desses pacientes persistem com o déficit de atenção na vida adulta. Na Infância é mais comum em meninos e geralmente com predominância de hiperatividade. Com o avanço da idade, a desatenção predomina com incidência maior, semelhante às meninas, em qualquer faixa etária.
Sabemos que o distúrbio de atenção é multifatorial, ou seja, têm diferentes causas: fatores genéticos, ambientais e neuroquímicos. Verificamos que o fator genético tem muita predominância, a chance de pais terem TDAH e passarem para os seus filhos é enorme; também há concordância entre gêmeos. Por isso, quando chamamos os pais para conversar, é comum pelo menos um deles referir que tinha a mesma dificuldade na Infância. Os fatores ambientais que têm destaque são a exposição à nicotina e ao álcool durante a gestação.
Há um comprometimento da região frontal do cérebro, que é responsável pelas funções executivas e também funciona como um freio. Essas funções são de extrema importância no dia a dia do indivíduo, tais como iniciativa, planejamento e organização de tarefas, fluência e memória operacional, inibição de comportamento, auto controle, elaboração de raciocínio abstrato, alternância de tarefas, geração de hipóteses, resolução de problemas, manutenção de esforço sustentado, regulação de comportamentos e criatividade. Não se consegue frear ou filtrar os estímulos a sua volta.
Portanto, é melhor começar o tratamento o mais cedo possível . Evitamos assim um prejuízo escolar com conseqüente baixa auto-estima e mudança de interesses (Por exemplo, pra que estudar, eu não consigo mesmo. Vou matar aula e fazer o que gosto). Além disso, se não tratado, o TDAH favorece o aumento na incidência de distúrbios de conduta na adolescência, com predomínio de uso de álcool e drogas (vide parágrafo anterior há alteração na capacidade de inibir comportamento).
Paciente podem ser divididos em 3 grupos: o distúrbio de atenção como predominante, ou o de comportamento hiperativo como predominante ou concomitante.
Os pacientes com sintomas de déficit de atenção como predominante são acompanhados geralmente das seguintes reclamações: não presta atenção a detalhes (cometem erros por omissão ou descuido), dificuldade de manter a atenção em atividades lúdicas (não consegue por exemplo, num intervalo, jogar damas com os amigos), parece não ouvir quando lhe dirigem a palavra (vivem no mundo da lua), tem dificuldades em seguir instruções ( dificuldade em responder perguntas sequenciais), dificuldade em organizar tarefas e atividades (na véspera da prova estuda a matéria trocada), reluta em envolver-se em atividades que exijam esforço mental (desistem de ler um texto só pelo tamanho, respondem com frases curtas),perde coisas (esquece a pesquisa em cima da mesa), distrai-se facilmente por qualquer estímulo externo e tem esquecimentos em atividades diárias (perde a lancheira na escola, esquece de ir ao curso de inglês) .
Já os do grupo com predomínio de hiperatividade/ impulsividade são: inquietos, mexem as mãos e os pés, não conseguem ficar sentados muito tempo, correm em demasia, tem dificuldade em fazer alguma atividade em silêncio, falam muito, dão respostas precipitadas antes das perguntas acabarem, tem dificuldade em esperar sua vez e interrompe as conversas ou atividades dos outros.
O terceiro grupo tem as características dos dois grupos.
Você pode imaginar que todos têm esses sintomas em algum momento da vida e não sofrem de TDAH. É, isso pode ser verdade. Para ser considerado com TDAH esses sintomas tem que causar prejuízo em sua vida social ou profissional. Se você tiver um desses sintomas com intensidade, mas leva sem prejuízo seu dia a dia, você não tem TDAH.
O Tratamento consiste em medicamento e terapia cognitiva.
O único medicamento aprovado para o TDAH no Brasil até o momento é o psicoestimulante metilfenidato. É importante enfatizar que essa droga está sendo usada desde 1937 e os médicos já tem um grande conhecimento desse fármaco através de muitos trabalhos científicos e de prática clínica. O metilfenidato age regularizando a dopamina e a noradrenalina da região frontal do cérebro. Traz a melhora da desatenção, impulsividade e da hiperatividade. Existem três formas de apresentação do metilfenidato aqui no Brasil: a de ação curta, que precisa ser usada duas a três vezes ao dia, outra que dura oito horas e uma terceira que dura doze horas ao dia. O critério de escolha do metilfenidato deve ser feito em cima do número de atividades e horas que o paciente precisa estar ativo durante o dia.
Como qualquer doença mental, o TDAH pode seguir associado a outras (comorbidade), tais como: transtornos de aprendizagem, transtornos de humor, transtornos ansiosos, transtorno desafiador, transtorno com uso de álcool ou drogas. Para escolher o melhor tratamento temos que associar o metifenildato ao tratamento da comorbidade e adquirir atitudes que melhorem o seu cotidiano (auxiliar na rotina, organização, criação de lembretes, planejamento de estudo/atividades, como por exemplo, guardar os objetos sempre no mesmo local).
domingo, 3 de abril de 2011
Tai chi melhora depressão
Vale a pena ler essa publicação do Globo sobre pesquisa da Universidade da Califórnia :
http://oglobo.globo.com/ vivermelhor/mat/2011/03/21/ tai-chi-melhora-depressao-em- idosos-diz-estudo-924051346. asp
http://oglobo.globo.com/
Dormir mal
Saiu no O Globo de 3 de abril de 2011 : Dormir mal compromete o crescimento das crianças e pode levar ao alcoolismo e envelhecimento celular. Esse alerta foi feito Pela Organização Mundial de Saúde nessa semana, como resultado de estudo com os habitantes da Europa.
O hormônio do crescimento só é liberado durante o sono profundo. Esse hormônio nas crianças é responsável pelo crescimento; já nos adultos aumenta o tônus muscular e da pele, além de dar energia. Com a deficiência desse hormônio há um prejuízo no crescimento das crianças e adolescentes e um envelhecimento mais rápido nos adultos.
Muitas pessoas com a intenção de iniciar o sono mais rápido (ou combater uma insônia inicial) começam ingerir bebida alcoólica antes de dormir. Se trata daqueles que dizem que tomam apenas uma taça de vinho ou uma dose de whisky para relaxar. Sem notar, muitos vão aumentando essa dose de relaxamento e passam a ter problemas decorrentes de bebida alcoólica.
É claro que muitos outros problemas vão surgindo graças a noites mal dormidas, como maior aumento da ingesta de cafeína durante o dia, aumento do consumo de cigarro nos fumantes, baixa concentração e problemas de memória , aumento da incidência de diversas doenças (hipertensão e diabete, por exemplo) e alteração do humor.
Esse estudo europeu citado refere que muitas das pessoas não sabem que dormem mal. Elas pensam que dormem a noite toda mas não conseguem aprofundar o sono. Um dos motivos referidos, nos centros urbanos, está relacionado ao barulho. Pessoas que residem próximas de avenidas, aeroportos, bares e boates tendem a se acostumar com o barulho e pensar que estão dormindo bem. Mas, pelo fato dos ouvidos estarem atentos ao barulho, o cérebro recebe uma mensagem de estresse constante. Ele tenta identificar durante toda noite aquele barulho, fazendo com que a pessoa não se aprofunde no sono. Isso faz com que as pessoas, mesmo pensando que dormiram bem, sintam-se sempre cansadas, mesmo no início do dia.
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