Primeiramente é necessário (diria até essencial) autorizar o seu filho a ir para escola. Quando digo autorizar, não é no sentido simples de matricular, comprar uniforme e material. É no sentido pleno da ação, transmitir o conhecimento de que é o melhor para o seu filho e que ele precisa passar por essa fase da vida, que significa um grande crescimento para ele. Mostre que você está feliz com essa conquista dele.
Os pais precisam ter consciência de que seu filho deixará de ser o bebê ou a criança pequena do mundinho protegido de casa, para se tornar a criança que está recebendo o “passaporte” para a vida adulta. Fale com tranquilidade e confiança que você escolheu a melhor escola para o seu filho. Diga que ele estará num ambiente protegido onde aprenderá muitas coisas novas e fará novos amigos. Diga que isto é uma conquista que ele atingiu por estar crescendo. Quanto mais entusiasmo melhor! Conte como será legal, que ele deverá contar todas as novidades com os pais ao retornar para casa.
Não passe a ideia de que esse novo ambiente pode ser assustador. É frequente pais e avós passarem essa mensagem subliminar. Isso, às vezes, é feito sem o responsável notar. Como por exemplo, quando diz ao filho “qualquer coisa telefone imediatamente” ou “ficarei de prontidão na escola para socorre-lo caso precise”. Essa criança interpretará como “minha mãe está preocupada comigo”, ou seja, a associação será como passar por uma situação de perigo. Claro que isso vai dificultar a adaptação nessa nova escola, mesmo que a escola cumpra o seu papel adequadamente.
Não fique perguntando se ela está com medo. Nesse caso, ela esteja vai imaginar que deveria estar.
Autorize, na sua ausência, a criança a se sentir confiante na escola. Mostre que você confia nela e na escola. É interessante conhecer e saber o nome da professora, quando a criança estiver na sua primeira escolinha. Diga que conhece a Tia Fulana, que gostou muito dela e tem certeza de que ela também vai gostar.
Se a criança referir estar com medo diga que não há razão para isso, mas que é natural se sentir assim. Conte que muitos adultos também sentem medo quando começam um processo novo na vida, mas que ela é capaz de vencer esse medo.
Se essas medidas forem tomadas o processo de adaptação na escola será bem tranquilo.
Esse blog não está sendo mais atualizado ... acesse a nova versão pelo link www.possidente.org. Espero você lá!
quinta-feira, 29 de março de 2012
segunda-feira, 19 de março de 2012
Como fazer meu filho curtir a vinda do irmãozinho?
É sempre uma preocupação quando se quer engravidar e já tem um filho. Será que ele terá ciúme? Algumas medidas podem ser tomadas para amenizar chegada do bebê para o seu filho.
Primeiro, tratar-lo como um rapazinho, ou sendo menina como uma mocinha. Pare de chamar de meu bebê, meu neném etc. Quando chega o irmãozinho, que será o bebê , ele terá a sensação de que o irmão veio para pegar o seu posto. Se os pais o tratarem como uma criança mais crescidinha, esse posto já não era ocupado na família. Ele poderá então ajudar a cuidar e ensinar as coisas para o bebê.
Deixe ele participar do evento, escolhendo a roupa do enxoval, o nome do bebê, a arrumação do quarto. Claro, dentro de algumas limitações ou induções dos pais para o que é certo.
É importante mostrar alguns bebês na rua. Com Isso, ele verá como é um bebê quando muito pequeno, que não vai saber brincar e interagir com ele. Isso é importante para evitar uma frustração quando o irmãozinho chegar da maternidade.
Deve-se sempre falar da importância dele na chegada do irmãozinho ou irmãzinha. Que ele, por exemplo, ficará responsável em escolher a roupa no dia da visita, apresentar a visita ao neném, faça com que ele se sinta importante no processo. Deixar ele ajudar no que for possível, lavar o pezinho do bebê durante o banho, distraí-lo para não chorar no horário da troca de fralda etc. Pode-se também pedir para a criança ser responsável em abrir e arrumar os presentes do irmãozinho, ser responsável em tirar fotos da visita com o bebê. E é importante sempre valorizando a atividade. Por exemplo, ainda bem que ele tá tirando esas fotos para o álbum porque se não seriam tão boas, como ele faz bem as escolhas etc. É fundamental valorizar o seu papel nessa família com a chegada de mais um membro.
Evitar ciúme dos amigos e familiares que vão visitar o bebê. Às vezes, a ansiedade é tão grande que a visita quer logo conhecer o bebê e ignora a criança. É legal os pais estarem atentos e pedir para que a criança conduza a visita para conhecer o irmão. Assim, mostramos que ele é muito importante nesse momento.
Sabemos que muitos levam presentes para o bebê. Se seu filho for pequeno, não entenderá porque só o irmão ganha presente. Quando isso acontecer, da visita não lembrar da outra criança, tenha presentinhos em casa (mimos simples, nada caro) e peça para a visita dar de presente para a criança.
Se a criança for maior e parecer entender a chegada do bebê, também considere que ele deve estar inseguro no seu papel nessa nova dinâmica familiar. Também é preciso dar funções e manter a atenção voltada para todos os filhos nesse momento.
Essas dicas são importantes para evitar o ciúme entre irmãos tão comuns no momento da chegada do bebê. Sei que é um momento que os pais estão cansados por não durmir todas as noites com a chegada do bebê, mas dispense um tempinho para seu outro filho. Essas dicas evitarão outros problemas na vida futura entre os irmãos.
domingo, 18 de março de 2012
Vigorexia
Vigorexia é caracterizada quando o indivíduo pratica exageradamente exercícios para aumentar a massa muscular e nunca fica satisfeito com o resultado. A pessoa fica obsessiva por aumento da massa muscular. Muitas das vezes, por nunca estar satisfeito, ele passa a fazer uso de suplementos alimentares, uso de fast burners (“queimadores” de gordura, como cafeína , anabolizantes e efedrina) e anabolizantes.
A maioria dos vigoréticos não busca nenhum auxílio médico. Elas pesquisam em sites e blogs não médicos e se acham especialistas no assunto. Essas pessoas gostam de entrar em listas de discussões para ter trocas de experiências, mas sem nenhum embasamento científico.
É mais comum em homens. Exercitam a musculação e evitam exercício aeróbico. Gostam de fisiculturismo, o que não quer dizer que todo fisiculturista sofre de vigorexia.
Muitos chegam a procurar ajuda médica psiquiátrica por quadro de depressão. Essa depressão surge quando é preciso parar ou reduzir a atividade física por problemas clínicos, como infecção. Um pouco de perda muscular faz com que ele fique tão angustiado e deprimido que é necessária intervenção farmacológica imediata.
É fundamental levar a pessoa que sofre de vigorexia ao tratamento psiquiátrico e psicoterápico. Esse paciente tem um prejuízo social, profissional e pessoal importante, porque precisa manter um horário muito extenso e intenso de musculação. Fica muito preocupado com o volume muscular, a aparência muscular e a relação da relação gordura subcutânea e músculo. Além de colocar em risco sua saúde física, já que costuma fazer uso de anabolizantes e suplementos alimentares sem recomendação médica, o que leva a sobrecarga da sua função hepática.
sexta-feira, 9 de março de 2012
Urticária Colinérgica
Se você se coça ou fica cheio de brotoeja quando sente calor ou é exposto a luz solar você pode sofrer de urticária colinérgica. É uma subcategoria da urticária, cujo fator precipitante é o aumento da temperatura corporal.
É mais comum em jovens e representa 5% a 7% do total das urticárias. Às vezes, não diagnosticamos porque os pacientes evitam frequentar praia pelo intenso desconforto. Esse comportamento evasivo os protege do fenômeno.
Geralmente surge de dois a trinta minutos após o aumento de temperatura, e dura entre 20 e 90 minutos. Pode aparecer sempre ou variar em intensidade e frequencia. Acredita-se que há piora quando o paciente é ansioso, por contribuir ainda mais para a descarga adrenérgica. Nesses casos é necessário o acompanhamento psiquiátrico com antidepressivos, que reduzem a ansiedade, associado as orientações do dermatologista.
quinta-feira, 8 de março de 2012
Dismorfobia ou Transtorno Dismórfico Corporal
É normal em algum momento do dia a pessoa achar que a sua imagem não está tão legal como o restante do período. Essa observação não chega a incomodar, a ponto de levar a se desconcentrar no que está fazendo, para tentar disfarçar o que está incomodando.
Quando a pessoa demora horas do dia na frente do espelho por se achar feio ou com um grave defeito, e fica tentando disfarçar essa “falha” frequentemente, deve-se procurar um médico psiquiatra para avaliação e tratamento adequado, porque podemos estar diante de um caso de dismorfobia ou Transtorno dismórfico corporal.
Essa pessoa, apesar de todas as evidências mostrarem o contrário, tem a certeza de ser feia ou ter uma parte do corpo que é muito destoante do restante. Na maioria das vezes é uma coisa mínima supervalorizada. Por exemplo, uma pequena cicatriz, encontrar rugas onde ainda não tem, poros do nariz “muito abertos”, a bochecha é flácida, as orelhas assimétricas etc. Ou seja, a pessoa acredita numa imagem irreal sobre o seu próprio corpo, mesmo quando as pessoas dizem que ela não tem nenhum problema nesse sentido.
A maioria dessas pessoas buscam tratamentos estéticos e cirurgias plásticas constantes, por acreditar que o seu problema é tão grave e que não tem como disfarçar. Mesmo assim continuam insatisfeitas com a sua imagem.
Parece ser uma doença nova, mas não é. Existem descrições médicas datada de 1886 e publicadas em revistas especializadas. Tem se aumentado bastante a prevalência, de forma que 2% da população dos EUA sofrem desse mal. Poucos buscam tratamento, porque não acreditam sofrer de uma doença, apenas estão buscando o corpo perfeito, tão estimulados na cultura atual.
Muitos casos podem evoluir para comportamentos como não sair de casa, depressão e suicídio. Podem fazer tantas cirurgias plásticas que passam a ser irreconhecíveis, graças a tanta mudança estética.
O paciente deve ser encaminhado para uma avaliação psiquiátrica. O tratamento consiste em medicamentos e psicoterapia.
Agindo assim, evitamos o desperdício e perda de qualidade de vida. A pessoa que sofre desse transtorno sofre e não consegue evoluir bem na sua vida pessoal e profissional, por desperdiçar toda a energia focando na busca da perfeição do corpo, na evolução para outras doenças mentais e na tentativa de reduzir os riscos contra a saúde, por intervenções desnecessárias ao corpo.
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