terça-feira, 28 de junho de 2011

Transtorno Afetivo Bipolar

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), o Transtorno Bipolar foi a sexta causa de incapacidade no mundo na última década. A taxa de mortalidade é alta, por acidentes automobilísticos, suicídio, abuso de álcool e drogas, nessas pessoas.
É um distúrbio crônico caracterizado por alteração de humor, que se manifesta em graus diferentes de intensidade, de episódios que variam de bem estar/euforia, irritabilidade e até a depressão. Esse distúrbio tem causa genética, que é influenciada pelo meio.
É difícil de fazer o diagnóstico. O paciente não procura a ajuda médica. Acha que a sua oscilação de humor é justificada por “personalidade difícil ou forte”, “temperamento” ou pela “vida difícil”. É reforçado pelo fato de muitas vezes ter convivido com pelo menos uma pessoa que também sofria do mesmo mal, com menor ou maior intensidade, passando assim a achar natural. Ou ainda quando viu uma pessoa da família ter um caso muito intenso, e ver o quadro grave como doença, mas um sintoma mais leve não seria um distúrbio.
Muitas das vezes, procuram o médico apenas com o quadro depressivo. Nesse momento se o médico não investigar a oscilação do humor ou a história de vida conturbada, o profissional não faz o diagnóstico de bipolar. Nessa situação trata apenas como um deprimido e pode por falta de conhecimento agravar o Transtorno Bipolar.
Às vezes, procuram o psiquiatra por outras comorbidades, tais como obesidade, transtorno de pânico, uso de álcool e drogas. E que o sucesso no tratamento só acontecerá se tratar o Transtorno Bipolar concomitante.
Os sinais e sintomas do Transtorno bipolar variam de intensidade num mesmo paciente em diferentes períodos de sua vida. O Tratamento adequado faz com que o paciente leve uma vida normal com estabilidade e qualidade de vida.
É fundamental o tratamento medicamentoso para tratar a fase aguda (crise) e prevenir recaídas. O tratamento psicológico é importante para dar suporte emocional, compreensão da doença e auxílio na adesão ao tratamento medicamentoso. É também necessário orientar a família quanto à necessidade de apoio ao tratamento,  e que se trata de uma doença crônica.

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Dejà Vu

Essa sensação seria a impressão de já ter visto ou experimentado algo antes, mas se tem a certeza que é a primeira vez que se vive aquela situação. Por exemplo, você está visitando pela primeira vez uma cidadezinha e para numa esquina para pedir informação a um guarda. Nesse momento você tem a impressão que já viveu essa experiência, na mesma cidade, mesma esquina e com mesmo guarda para pedir informação. Mas você tem a certeza que isto é uma ilusão, porque nunca esteve naquele local antes.
O dejà vu acontece em todas as faixas etárias, mas especialmente quando as pessoas estão cansadas ou muito focadas num estresse. A pessoa identifica como não real, sabe que não é uma alucinação. Se acontece com muita freqüência deve-se procurar um médico para fazer o diagnóstico diferencial com uma epilepsia temporal .
Antigamente se dava explicações psicanalíticas, ou espirituais (lembranças de outras vidas) mas se sabe que é decorrente de um fenômeno neurofisiológico complexo, que não acarreta nenhum prejuízo a pessoa.

domingo, 26 de junho de 2011

Boa Memória se consegue com uma boa noite de sono

Enquanto dormimos nosso cérebro está ocupado processando todas as informações colhidas durante o dia. Igualmente quando somos estudantes e passamos a matéria a limpo, enfatizamos o que é importante e cortamos o que não é relevante. É dormindo que fazemos a associação com o que já vivenciamos no passado e fixamos o aprendizado.
Antigamente pensava-se que o cérebro se desligava durante o sono, mas sabemos que na verdade é nesse momento que investimos na memória e no aprendizado. É óbvio que não dormir bem ou pouco é prejudicial ao processo mnêmico.  Isso é muito preocupante, já que  na sociedade atual cada vez se dorme menos. As pessoas têm considerado perda de tempo e preferem economizar horas dormidas para dar conta da distância trabalho/escola, das jornadas extensas de trabalho, dos emails, Facebook, filmes, telefonemas etc.
Os indivíduos não sabem que podem estar atrapalhando a sua capacidade cognitiva, o mais importante hoje em dia para dar conta de tantas informações que recebemos todo o dia.
Na clínica, muitos pacientes chegam apenas com queixa de memória. Muitas vezes a única prescrição recomendada é de dormir melhor. Isso vem acontecendo com pacientes de todas as faixas etárias e vem aumentando muito como sintoma nos adolescentes. Se você ainda acha que dormir é uma perda de tempo reflita e me diga se já aconteceu de você adormecer achando que um problema não tem solução, e ao acordar verificar que o imenso problema não é tão complicado assim. Como uma boa noite de sono faz a diferença...

domingo, 12 de junho de 2011

Tricotilomania

É o impulso de arrancar os cabelos sem finalidade estética. Também pode se caracterizar com o ato de arrancar também os pêlos e cílios. Às vezes se manifesta com um interesse grande em acompanhar os fios do cabelo ou ficar enrolando esses fios entre os dedos. Sempre está acompanhado de uma intensa ansiedade ou vontade de difícil controle, seguida de intenso prazer e alívio ao fazer.
Alguns casos, em crianças, são acompanhados de tricotilofagia (hábito de engolir os cabelos arrancados). Nesse caso, as crianças perdem o apetite e sofrem de náusea e vômito.
Esse ritual acontece quando normalmente estão em sala de aula, assistindo TV ou falando ao telefone. Ocorre na Infância e vida adulta.
Muitas vezes acabam procurando o tratamento psicológico ou psiquiátrico após consulta com dermatologista, que detecta as falhas no couro cabeludo ou calvície.
As causas são multifatoriais. Sabe-se que tem influência genética (freqüência maior de 5% a 8% acima da média se outro familiar tem história de tricotilomania). Problemas emocionais contribuem para o desenvolvimento dessa patologia: medos, insegurança, estresse, ansiedade e depressão. Estudos neurobiológicos já comprovaram a deficiência de serotonina  nesses pacientes.
O tratamento consiste em psicoterapia e alguns casos, antidepressivos (do tipo inibidor da recaptação de serotonina).

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Vício no Uso da Internet pelos Adolescentes

Um em cada 25 adolescentes nos Estados Unidos têm uma “fissura” (necessidade irresistível ) de estar conectado a Internet. Quando não estão “plugados” queixam-se de sintomas de ansiedade, sensação de vazio, preocupação de que algo muito importante está acontecendo e que está perdendo, que não terá mais amigos, ou não se sente interessante.
Isso é um grande alerta para os pais e educadores, pois, para que esses adolescentes chegarem a serem dependentes de Internet é porque autorizamos um acesso fácil e ilimitado desses jovens a Internet.
Nos casos mais graves, ou seja, quando essa compulsão afeta a vida pessoal e profissional do indivíduo, um psiquiatra deve ser procurado, para que seja adotada uma estratégia de tratamento com uso de medicamentos associados à terapia.  

A Importância de uma Boa Noite de Sono

Para realmente valorizar um boa noite de sono, temos primeiro que entender a definição de ritmo circadiano. O Ritmo circadiano é um e...