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quinta-feira, 11 de agosto de 2011
Como saber o que é um esquecimento normal do envelhecimento ou uma Doença de Alzheimer?
São muito comuns idosos que chegam ao consultório com queixa de redução da memória. Depois de muitas reclamações desse tipo, pedimos para exemplificar em que momento surge o problema e qual o prejuízo notório no seu dia a dia. Nesse instante verificamos que, apesar da reclamação de esquecimento estar presente, não existe prejuízo ou implicação clínica na vida do paciente.
Às vezes, os idosos lembram fatos do passado com muita clareza, mas não se recordam do que fizeram na semana passada. É preciso uma anamnese (história clínica completa), realização de alguns testes e se necessário exames complementares para se fazer o diagnóstico correto.
Esse esquecimento pode ser decorrente de desinteresse, depressão e efeitos colaterais de alguns fármacos (por exemplo, benzodiazepínicos).
Na dúvida, diante de um paciente idoso com queixa de esquecimento, deve-se procurar o médico para fazer uma avaliação. Assim se evita passar desapercebido um diagnóstico precoce de doença de Alzheimer.
quinta-feira, 21 de julho de 2011
Narcolepsia
A narcolepsia é caracterizada por episódios de sono irresistíveis durante o dia. Na prática, o paciente chega ao consultório com prejuízo social e profissional por cair em sono profundo em momentos inapropriados, como numa reunião, numa conversa ou na direção.
Geralmente começa na adolescência e perdura por toda a vida. Por se iniciar cedo, o indivíduo e familiares envolvidos acreditam ser uma preguiça crônica.
O diagnóstico é feito através da anamnese e polissonografia do sono. É causada por uma deficiência de um neurotransmissor chamado orexina (ou hipocretina).
Pode ser agravada em situações de estresse, redução do número de horas de sono à noite, alterações hormonais, infecções e doenças auto-imunes.
terça-feira, 28 de junho de 2011
Transtorno Afetivo Bipolar
De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), o Transtorno Bipolar foi a sexta causa de incapacidade no mundo na última década. A taxa de mortalidade é alta, por acidentes automobilísticos, suicídio, abuso de álcool e drogas, nessas pessoas.
É um distúrbio crônico caracterizado por alteração de humor, que se manifesta em graus diferentes de intensidade, de episódios que variam de bem estar/euforia, irritabilidade e até a depressão. Esse distúrbio tem causa genética, que é influenciada pelo meio.
É difícil de fazer o diagnóstico. O paciente não procura a ajuda médica. Acha que a sua oscilação de humor é justificada por “personalidade difícil ou forte”, “temperamento” ou pela “vida difícil”. É reforçado pelo fato de muitas vezes ter convivido com pelo menos uma pessoa que também sofria do mesmo mal, com menor ou maior intensidade, passando assim a achar natural. Ou ainda quando viu uma pessoa da família ter um caso muito intenso, e ver o quadro grave como doença, mas um sintoma mais leve não seria um distúrbio.
Muitas das vezes, procuram o médico apenas com o quadro depressivo. Nesse momento se o médico não investigar a oscilação do humor ou a história de vida conturbada, o profissional não faz o diagnóstico de bipolar. Nessa situação trata apenas como um deprimido e pode por falta de conhecimento agravar o Transtorno Bipolar.
Às vezes, procuram o psiquiatra por outras comorbidades, tais como obesidade, transtorno de pânico, uso de álcool e drogas. E que o sucesso no tratamento só acontecerá se tratar o Transtorno Bipolar concomitante.
Os sinais e sintomas do Transtorno bipolar variam de intensidade num mesmo paciente em diferentes períodos de sua vida. O Tratamento adequado faz com que o paciente leve uma vida normal com estabilidade e qualidade de vida.
É fundamental o tratamento medicamentoso para tratar a fase aguda (crise) e prevenir recaídas. O tratamento psicológico é importante para dar suporte emocional, compreensão da doença e auxílio na adesão ao tratamento medicamentoso. É também necessário orientar a família quanto à necessidade de apoio ao tratamento, e que se trata de uma doença crônica.
segunda-feira, 27 de junho de 2011
Dejà Vu
Essa sensação seria a impressão de já ter visto ou experimentado algo antes, mas se tem a certeza que é a primeira vez que se vive aquela situação. Por exemplo, você está visitando pela primeira vez uma cidadezinha e para numa esquina para pedir informação a um guarda. Nesse momento você tem a impressão que já viveu essa experiência, na mesma cidade, mesma esquina e com mesmo guarda para pedir informação. Mas você tem a certeza que isto é uma ilusão, porque nunca esteve naquele local antes.
O dejà vu acontece em todas as faixas etárias, mas especialmente quando as pessoas estão cansadas ou muito focadas num estresse. A pessoa identifica como não real, sabe que não é uma alucinação. Se acontece com muita freqüência deve-se procurar um médico para fazer o diagnóstico diferencial com uma epilepsia temporal .
Antigamente se dava explicações psicanalíticas, ou espirituais (lembranças de outras vidas) mas se sabe que é decorrente de um fenômeno neurofisiológico complexo, que não acarreta nenhum prejuízo a pessoa.
domingo, 26 de junho de 2011
Boa Memória se consegue com uma boa noite de sono
Enquanto dormimos nosso cérebro está ocupado processando todas as informações colhidas durante o dia. Igualmente quando somos estudantes e passamos a matéria a limpo, enfatizamos o que é importante e cortamos o que não é relevante. É dormindo que fazemos a associação com o que já vivenciamos no passado e fixamos o aprendizado.
Antigamente pensava-se que o cérebro se desligava durante o sono, mas sabemos que na verdade é nesse momento que investimos na memória e no aprendizado. É óbvio que não dormir bem ou pouco é prejudicial ao processo mnêmico. Isso é muito preocupante, já que na sociedade atual cada vez se dorme menos. As pessoas têm considerado perda de tempo e preferem economizar horas dormidas para dar conta da distância trabalho/escola, das jornadas extensas de trabalho, dos emails, Facebook, filmes, telefonemas etc.
Os indivíduos não sabem que podem estar atrapalhando a sua capacidade cognitiva, o mais importante hoje em dia para dar conta de tantas informações que recebemos todo o dia.
Na clínica, muitos pacientes chegam apenas com queixa de memória. Muitas vezes a única prescrição recomendada é de dormir melhor. Isso vem acontecendo com pacientes de todas as faixas etárias e vem aumentando muito como sintoma nos adolescentes. Se você ainda acha que dormir é uma perda de tempo reflita e me diga se já aconteceu de você adormecer achando que um problema não tem solução, e ao acordar verificar que o imenso problema não é tão complicado assim. Como uma boa noite de sono faz a diferença...
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