quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Enxaqueca (ou Cefaléia Migrânea)

A migrânea, mais conhecida como enxaqueca, é um tipo de dor de cabeça idiopática, recorrente e que pode durar de 4 horas a três dias.

Manifesta-se unilateralmente e 20% dos casos costumam evoluir para outra metade da cabeça. É pulsátil e geralmente acompanhada de náusea, fonofobia e fotofobia. Não é uma doença dos tempos modernos, como alguns artigos comentam. Existem descrições de enxaqueca com áurea desde o século XVII. Os estresses e correria dos tempos atuais contribuem para o surgimento ou agravamento de diversas patologias, inclusive a cefaléia.

Não há alterações estruturais. Os exames complementares são solicitados apenas para descartar outras causas

que podem estar agravando a enxaqueca. O diagnóstico de enxaqueca é clínico; sabemos que existe uma seqüência numa crise completa, composta de quatro fases.

- sintomas prodrômicos: sintomas que podem preceder em até 24 horas a crise. Geralmente, os pacientes queixam-se de depressão, irritabilidade, alteração de paladar ou desejo intenso por doce e sono intenso.

- Aurea: é uma manifestação que precede o início da enxaqueca. Os sintomas mais comuns são distúrbios visuais (10% relatam escotoma cintilante e 25% flashes de luz), parestesias, paresias ou afasia, sensação de déja vu , zumbido. O paciente já sabe que a enxaqueca vai vir em seguida, como contam nos consultórios.

- Cefaléia: geralmente unilateral. Pulsátil. Ocorre mais na região fronto parietal, mas pode se manifestar também como uma intensa dor atrás dos olhos.

- Resolução: exaustão, sono intenso.

A incidência da enxaqueca nos homens varia de 5 a 10% da população, e nas mulheres fica em torno de 15 a 20%. Para ambos os sexos, a prevalência aumenta na vida adulta. Existe uma contribuição genética: cerca de 55% dos pacientes tem um dos pais com história de enxaqueca.

Existem alguns fatores desencadeantes. Os mais comuns são estresse, sono prolongado, traumatismo craniano (especialmente em crianças), aumentar muito o intervalo entre as refeições, ingesta de alguns alimentos (chocolates, laranjas, comidas gordurosas e lácteas), privação de cafeína, odores fortes, mudança de pressão atmosférica, alterações climáticas abruptas e hormonais. Esses fatores não aparecem tão claramente na entrevista com o paciente: às vezes é necessário ser meio detetive. Por exemplo, pacientes chegam com queixa de que a cefaléia surge apenas nos finas de semana. Quando esmiuçamos o que ocorre de diferente nesses dias, é comum verificar que não tomam o cafezinho com a freqüência que toma durante o trabalho.

O tratamento da enxaqueca é  dividido em retirar o paciente da crise (fase aguda) e prevenir que aconteça uma recidiva. Existe uma série de medidas que devem ser tomadas, não medicamentosas e associadas a medicamentos. Deve se procurar um médico para obter orientações sobre o melhor medicamento, e para ensinamentos de como atenuar na vida desses pacientes os fatores desencadeantes.

È necessário levar a sério a avaliação e tratamento da enxaqueca, porque ela é uma das causas de prejuízo escolar e de absenteísmo no trabalho com maior impacto na vida do indivíduo.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Aspectos Neuropsiquiátricos da Dermatite Artefata

A Dermatite Artefata provém de lesões provocadas pelo paciente, em sua pele, com objetos pontiagudos ou cortantes, ou mesmo produtos químicos abrasivos. Essas lesões surgem abruptamente, em qualquer área do corpo. Geralment, o paciente conta uma história irreal e tenta disfarçar a verdadeira causa. O paciente sente um alívio muito grande da angústia no momento que provoca a lesão.
Quando procura ou é levado ao dermatologista, o paciente se apresenta calmo, apesar da família estar muito preocupada com as lesões que vem surgindo. Não há a queixa esperada de dor, que é compatível com a lesão, parece que não dói.
Pode ocorrer em qualquer idade, mas parece ser mais comum na adolescência e início da vida adulta, sendo mais freqüente no sexo feminino. A maioria das pacientes tem alteração no exame psíquico, como comportamento de personalidade borderline, transtornos dissociativos e transtornos de humor. Outros fazem apenas para chamar a atenção dos pais, para se ter benefícios psicológicos. Em algumas meninas, esse quadro precede um início de quadro de anorexia e bulimia.
De qualquer forma é imperativo que esse paciente tenha acompanhamento psiquiátrico e psicológico, tanto para tratamento do paciente como para orientar a família.

domingo, 11 de dezembro de 2011

Aspectos Neuropsiquiátricos das Dermato Compulsões

As dermato compulsões são lesões de pele decorrentes de atos compulsivos. O paciente não consegue resistir o impulso de se cutucar e se sente bastante aliviado quando o faz.
O paciente geralmente admite ser responsável pelos ferimentos, após uma forte sensação de  alívio, seguida de um bem estar momentâneo.Os ferimentos geralmente ocorrem através das próprias unhas em face, ombro, pescoço ou antebraços. São localizações de fácil acesso e os ferimentos facilmente percebidos. O paciente pode provocar a lesão ou não deixar cicatrizar um ferimento anteior.
É mais comum em mulheres entre 30 e 40 anos, e responsável por 1 a 2% dos atendimentos nos ambulatórios de Dermatologia. Possui muita comorbidade com depressão, ansiedade e Transtorno afetivo bipolar.
Estudos demonstram que a associação de medicamentos antidepressivos ou estabilizadores de humor com psicoterapia melhora e evita a cronicidade do quadro.

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Aspectos Neuropsiquiátricos da Rosácea

Rosácea é uma doença inflamatória crônica com agudizações com uma ruborização em face. Há uma influência de alimentos, clima, efeitos gastrointestinais e psicológicos.Ocorre freqüentemente em mulheres, porém nos homens há manifestação da forma mais grave.

A idade varia de 30 a 60 anos, sendo mais comum entre a quarta e a quinta décadas. Geralmente ocorre em pessoas com pele mais clara. Parece que há uma predisposição genética.

Os aspectos emocionais que contribuem para a agudização da doença são a ansiedade, o abuso de álcool e a depressão. Cerca de 75% dos pacientes, após diagnóstico, sofrem de depressão, caracterizada por baixo auto estima, isolamento social e tristeza. Muitos desses sintomas passam despercebidos pelo especialista por parecerem secundários à rosácea, mas estes não desaparecem com a melhora clínica dermatológica.

Deve haver uma avaliação neuropsiquiátrica para melhorar o prognóstico, porque se sabe que a piora do aspecto emocional exacerba a rosácea.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Aspectos Neuropsiquiátricos da Alopecia Areata

Alopecia areata é um tipo de calvície que consiste na perda repentina de cabelos ou pelos numa região específica. Geralmente surge no couro cabeludo. Mas pode ocorrer na barba, supercílio e púbis.
A incidência é igual em homens e mulheres. Pode ocorrer em qualquer faixa etária, porem é mais prevalente entre a terceira e quinta década de vida.
Existem alguns estudos que demonstram que cerca de 90% dos pacientes tem causas emocionais envolvidas, como ansiedade, dificuldade de ajustamento e depressão.  Isso sugere que pacientes com distúrbios neuropsiquiátricos têm maior chance de desenvolver alopecia areata.
A avaliação neuropsiquiátrica ou psicológica se faz necessário nesses pacientes para melhorar o prognóstico e evitar recidiva clínica, que pode afetar a qualidade de vida desses pacientes.

A Importância de uma Boa Noite de Sono

Para realmente valorizar um boa noite de sono, temos primeiro que entender a definição de ritmo circadiano. O Ritmo circadiano é um e...