terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Como melhorar a memória

Chamamos de Memória o processo de armazenamento de informações de nossas  vivências e aprendizados, e que recuperamos quando necessário.

Quando há queixas de falhas da memória, deve-se procurar um médico para averiguar patologias que a afetam, tais como depressão, ansiedade e demência. Após tratamento dessas patologias ou quando ocorre falha de memória apenas pelo estresse cotidiano recomendam-se intervenções que estimulem essa memória. Veja abaixo algumas dessas medidas:

- Estimular circuitos novos da memória através do aprendizado. Não se podem evitar novos desafios. Sempre esteja disposto a aprender novos idiomas, ferramentas da Internet, jogos  etc.
- Prestar atenção. Muitas vezes paciente refere queixa de memória, mas está relacionado à falta de atenção. Por exemplo, não aprende o caminho para a residência nova do amigo, mas quando avaliamos ele está sempre de carona e não observa os pontos de referência.
- Relaxar. Ansiedade acomete a memória. Seria o tal “branco” na hora da prova, apesar de ter estudado tudo que estava na avaliação, por exemplo.
- Associar fatos a imagens.
- Alimentação adequada, rica em vitamina B12, tiamina e ácido fólico.
- Hidratação adequada, especialmente em idosos. 
- Boa noite de sono.
- Tomar notas, listar pendências.
- Fazer palavras cruzadas, jogar xadrez, exercer atividades que funcionem como exercício para o cérebro.
- Ler. Tentar lembrar em que ponto do livro ou história ou reportagem parou antes de retomar a leitura no dia seguinte.
- Mudar alguns hábitos que costumamos fazer sem pensar, como por exemplo mudar o caminho de volta para casa, mudar a forma em que faz as compras no supermercado , mudar o local em que sempre costumamos estacionar o carro no shopping etc.
- Cultivar a atenção. Sempre que guardamos um objeto importante se concentrar ou até falar em voz alta. Quando guardar o exame que vou precisar levar no médico, por exemplo, foque que está guardando na primeira prateleira.
- Exercícios mnêmicos que são orientados por profissional.
- Atividade física regular.

Todos esses procedimentos devem ser seguidos para se ter uma melhor memorização em qualquer faixa etária.  

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Tratamento não medicamentoso da Insônia

Sempre diante de um paciente com insônia são indicadas instruções para melhorar a disfunção do sono. Muitas das vezes surge a necessidade de indicação também de medicamentos. Esses medicamentos podem ser indutores do sono, antidepressivos, estabilizadores de humor, ansiolíticos, antipsicóticos e anti histamínicos. Depende se a insônia é a única alteração clínica ou se é um dos sintomas de uma patologia.

Vamos nos deter nas orientações (não medicamentosas), que devem ser aplicado em 100% dos casos.

- Manter uma rotina de sono, ou seja, manter um horário fixo para dormir e acordar.
- Não cochilar durante o dia.
- Manter no quarto um ambiente agradável.
-Evitar TV, relógio, som e computador do quarto.
- Procurar jantar pelo menos duas horas antes de deitar, preferir pratos leves.
- Evitar ingesta de estimulantes (café, cigarro, drogas, chá, coca cola, chocolate).
- Deve-se pensar nos problemas e na agenda do dia seguinte antes de ir para o quarto.
- Deve-se evitar pensamentos durante o dia do tipo “será que vou conseguir dormir” pensando “Vou dormir o necessário para me manter bem”.
-Adotar técnicas de relaxamento. A mais usada é de tensionar e relaxar os grandes grupos musculares de modo seqüencial, atento às sensações de tensão e relaxamento.
- Não culpe todas as dificuldades durante o dia da noite mal dormida, assim você valoriza e reforça a insônia em sua vida.
- Não coloque o sono como o tema central de sua vida.
- Vá para a cama apenas quando estiver com sono. Não leia, não assista TV, música ou computador. Esvazie o pensamento e boa noite de sono.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Enxaqueca (ou Cefaléia Migrânea)

A migrânea, mais conhecida como enxaqueca, é um tipo de dor de cabeça idiopática, recorrente e que pode durar de 4 horas a três dias.

Manifesta-se unilateralmente e 20% dos casos costumam evoluir para outra metade da cabeça. É pulsátil e geralmente acompanhada de náusea, fonofobia e fotofobia. Não é uma doença dos tempos modernos, como alguns artigos comentam. Existem descrições de enxaqueca com áurea desde o século XVII. Os estresses e correria dos tempos atuais contribuem para o surgimento ou agravamento de diversas patologias, inclusive a cefaléia.

Não há alterações estruturais. Os exames complementares são solicitados apenas para descartar outras causas

que podem estar agravando a enxaqueca. O diagnóstico de enxaqueca é clínico; sabemos que existe uma seqüência numa crise completa, composta de quatro fases.

- sintomas prodrômicos: sintomas que podem preceder em até 24 horas a crise. Geralmente, os pacientes queixam-se de depressão, irritabilidade, alteração de paladar ou desejo intenso por doce e sono intenso.

- Aurea: é uma manifestação que precede o início da enxaqueca. Os sintomas mais comuns são distúrbios visuais (10% relatam escotoma cintilante e 25% flashes de luz), parestesias, paresias ou afasia, sensação de déja vu , zumbido. O paciente já sabe que a enxaqueca vai vir em seguida, como contam nos consultórios.

- Cefaléia: geralmente unilateral. Pulsátil. Ocorre mais na região fronto parietal, mas pode se manifestar também como uma intensa dor atrás dos olhos.

- Resolução: exaustão, sono intenso.

A incidência da enxaqueca nos homens varia de 5 a 10% da população, e nas mulheres fica em torno de 15 a 20%. Para ambos os sexos, a prevalência aumenta na vida adulta. Existe uma contribuição genética: cerca de 55% dos pacientes tem um dos pais com história de enxaqueca.

Existem alguns fatores desencadeantes. Os mais comuns são estresse, sono prolongado, traumatismo craniano (especialmente em crianças), aumentar muito o intervalo entre as refeições, ingesta de alguns alimentos (chocolates, laranjas, comidas gordurosas e lácteas), privação de cafeína, odores fortes, mudança de pressão atmosférica, alterações climáticas abruptas e hormonais. Esses fatores não aparecem tão claramente na entrevista com o paciente: às vezes é necessário ser meio detetive. Por exemplo, pacientes chegam com queixa de que a cefaléia surge apenas nos finas de semana. Quando esmiuçamos o que ocorre de diferente nesses dias, é comum verificar que não tomam o cafezinho com a freqüência que toma durante o trabalho.

O tratamento da enxaqueca é  dividido em retirar o paciente da crise (fase aguda) e prevenir que aconteça uma recidiva. Existe uma série de medidas que devem ser tomadas, não medicamentosas e associadas a medicamentos. Deve se procurar um médico para obter orientações sobre o melhor medicamento, e para ensinamentos de como atenuar na vida desses pacientes os fatores desencadeantes.

È necessário levar a sério a avaliação e tratamento da enxaqueca, porque ela é uma das causas de prejuízo escolar e de absenteísmo no trabalho com maior impacto na vida do indivíduo.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Aspectos Neuropsiquiátricos da Dermatite Artefata

A Dermatite Artefata provém de lesões provocadas pelo paciente, em sua pele, com objetos pontiagudos ou cortantes, ou mesmo produtos químicos abrasivos. Essas lesões surgem abruptamente, em qualquer área do corpo. Geralment, o paciente conta uma história irreal e tenta disfarçar a verdadeira causa. O paciente sente um alívio muito grande da angústia no momento que provoca a lesão.
Quando procura ou é levado ao dermatologista, o paciente se apresenta calmo, apesar da família estar muito preocupada com as lesões que vem surgindo. Não há a queixa esperada de dor, que é compatível com a lesão, parece que não dói.
Pode ocorrer em qualquer idade, mas parece ser mais comum na adolescência e início da vida adulta, sendo mais freqüente no sexo feminino. A maioria das pacientes tem alteração no exame psíquico, como comportamento de personalidade borderline, transtornos dissociativos e transtornos de humor. Outros fazem apenas para chamar a atenção dos pais, para se ter benefícios psicológicos. Em algumas meninas, esse quadro precede um início de quadro de anorexia e bulimia.
De qualquer forma é imperativo que esse paciente tenha acompanhamento psiquiátrico e psicológico, tanto para tratamento do paciente como para orientar a família.

domingo, 11 de dezembro de 2011

Aspectos Neuropsiquiátricos das Dermato Compulsões

As dermato compulsões são lesões de pele decorrentes de atos compulsivos. O paciente não consegue resistir o impulso de se cutucar e se sente bastante aliviado quando o faz.
O paciente geralmente admite ser responsável pelos ferimentos, após uma forte sensação de  alívio, seguida de um bem estar momentâneo.Os ferimentos geralmente ocorrem através das próprias unhas em face, ombro, pescoço ou antebraços. São localizações de fácil acesso e os ferimentos facilmente percebidos. O paciente pode provocar a lesão ou não deixar cicatrizar um ferimento anteior.
É mais comum em mulheres entre 30 e 40 anos, e responsável por 1 a 2% dos atendimentos nos ambulatórios de Dermatologia. Possui muita comorbidade com depressão, ansiedade e Transtorno afetivo bipolar.
Estudos demonstram que a associação de medicamentos antidepressivos ou estabilizadores de humor com psicoterapia melhora e evita a cronicidade do quadro.

A Importância de uma Boa Noite de Sono

Para realmente valorizar um boa noite de sono, temos primeiro que entender a definição de ritmo circadiano. O Ritmo circadiano é um e...