segunda-feira, 28 de maio de 2012


Eunethidis – Second Internacional ADHD Conference

Barcelona 23 – 25 May 2012




O Transtorno de déficit atenção com hiperatividade (TDAH) está sendo encontrado em cerca de 5% da população infantil no mundo. Devido a essa alta prevalência, cada vez mais tem se estudado sobre essa doença. Consequência disso é que se passou a ter congressos mundiais sobre essa patologia,  não mais aparecendo apenas como parte de uma palestra ou curso em congresso de Psiquiatria ou Neurologia.

Sabemos que é uma das doenças neuropsiquiátricas mais estudadas. Existem publicações em revistas especializadas de Medicina desde 1902.

Está sendo cada vez mais indicado o tratamento  dos pacientes com TDAH. O ideal é iniciar o tratamento o mais precocemente possível. Às vezes o diagnóstico somente é feito na vida adulta, mas ainda assim o tratamento é indicado.

A preocupação não tem sido apenas com o baixo rendimento escolar da criança, também temos maior risco de problemas de conduta, impulsividade, uso de drogas, sexo precoce, direção abusiva, envolvimentos com brigas constantes,  tudo isso pode ser consequencia de um TDAH não tratado.

Tem se investigado melhor doenças mentais que podem estar associadas ao TDAH, como Transtorno de Humor, Transtorno de personalidade, Autismo, Transtornos de Sono, Ansiedade, Transtorno desafiador e outros.

Tem se falado também de comorbidade não psiquiátrica, como a obesidade. Temos que investigar nos nossos pacientes obesos se não sofrem de TDAH. Muitas das vezes focamos em tratar a ansiedade e a baixa autoestima dos obesos, e acabamos não tratando a doença de base, o TDAH.

Também é muito citada a importância do tratamento baseado em medicamentos,  intervenções cognitivo-comportamentais e a compreensão da doença pelo paciente e pela família.

Assim, conseguimos o sucesso no tratamento e consequentemente dar qualidade de vida ao paciente.

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Ponha fim à Procratinação - Agora!


Você é aquela pessoa que sempre adia as coisas. Sempre deixa para última hora aquele trabalho que sabe que tem que fazer. Diz que está entediado mas não consegue tomar atitudes para mudar a sua vida. Se sim, você faz parte do grupo dos procrastinadores.
Se esse adiamento lhe causa ansiedade, medo e culpa, então precisa deixar de protelar as coisas para ter qualidade de vida. Caso você adie e isso não causa nenhum desconforto está OK, pode continuar vivendo dessa forma.
Eu vejo essa história se repetir a todo instante no meu consultório e no meu circulo de amizades. Vou dar alguns exemplos, de pessoas vivendo constantemente com esse drama, que você provavelmente vai identificar ou lembrar de alguém próximo.
·         Pessoas que reclamam constantemente que o casamento ou o trabalho lhe causam muita angústia. Anos se passam, a queixa persiste, mas nada é feito. Não consegue conversar com o conjugue ou mudar atitudes nesse relacionamento para tentar interromper esse ciclo entristecedor de sua vida. Deixa o tempo passar sempre com a desculpa que as coisas vão melhorar. É o trabalho que é ruim, mas não consegue enfrentar os seus medos e se arriscar no mercado de trabalho ou mudar de ramo.
·         É aquele relatório ou a pesquisa que precisa entregar no trabalho ou faculdade, que deixa para fazer no último minuto. Você sabia a semanas que precisava fazer, e sempre pensava nisso, mas adiava porque achava outras coisas menos desconfortantes para fazer. Você sofre na tentativa de se proteger. Tem a desculpa para si mesmo e para outros que caso não tenha ficado tão bom no seu conceito de supercrítico, é porque não teve tempo suficiente.
·         Deixa de fazer projetos de vida que sempre desejou fazer, mesmo sabendo que seria para o seu prazer ou para melhorar seu estilo de vida. Sempre teve vontade de fazer um Mestrado ou aquela aula de guitarra, por exemplo. Adia porque tem medo de não ser bom o suficiente. Não se arrisca. Evitando se arriscar, você evita erros , mas também perde a chance de acertar.
·         Muitas das vezes você adia um trabalho por ser chato. Você sabe que precisa lavar o carro, ou que precisa resolver os problemas com o condomínio de onde mora ou fazer a faxina. Você vai adiando na tentativa de que alguém faça esse trabalho por você. Com isso, vai manipulando as pessoas próximas .
·         Evita o confronto com outras pessoas, como um amigo, um vendedor, um vizinho, chefe ou subordinado. Adia, e espera que as coisas melhorem por si só.
·         Protelar passar um dia legal com a família ou amigos, por medo de ficar feliz. Assim, perderia a desculpa de que não é feliz porque a vida não permite. Muitos se colocam nessa posição de “como a vida é difícil”, como não tenho tempo para mim. Assim, deixa de ter responsabilidades sobre as suas atitudes. Você se coloca na posição de mero expectador. E para tudo que acontece a responsabilidade é apenas da vida corrida que leva. Se não for amigo dos filhos, por exemplo, tem a desculpa de como a vida foi dura. E não se culpa de naquelas poucas horas de folga não ter conquistado ou perpetuado o afeto dos amigos, filhos ou netos.
·         Recusa-se a trabalhar algumas dificuldades que tem, como temperamento difícil, ser crítico demais, tímido. Espera simplesmente que o tempo melhore ou se justifica, é o meu jeito ou é fruto da vida que levo.
·         Reclama de onde mora, ou pela localização ou pelas condições de moradia. Mas não consegue enfrentar as dificuldades para melhorar. Não consegue, muitas das vezes, por medo de fazer escolhas ou pela dificuldade de enfrentar os probleminhas com mudança, obra ou documentação. Deixa o tempo passar para ver vem a coragem, ou se simplesmente o tempo melhora essas condições.
·         Não enfrenta problemas de compulsão por álcool, comida, sexo, Internet, jogo ou drogas. Sempre com a desculpa de que vai conseguir sozinho. Evita fazer algo realmente construtivo em relação a isso, por medo do fracasso.
·         Evita atitudes que tragam momentos felizes. Pelo cansaço ou porque acha que o outro deveria fazê-lo. Ouço muito reclamações do tipo “meu parente não me telefona”, “o meu amigo não me chama mais para sair”. Mas não ouço “sinto falta de Fulano e vou me aproximar dele. É importante mudar isso e vou tentar”.
·         Ser muito crítico com os outros para disfarçar as seus adiamentos e recusas nas atitudes.
·         Vejo muito pessoas que se recusam a fazer exames para adiar um possível diagnóstico. Com isso, podem não ter nada e viver com um fantasma de ter uma doença, ou perdem a chance de diagnosticar uma doença precocemente. Como se o fato de não fazer o exame evitaria a doença.

É claro que o procatinador tem as suas desculpas que funcionam como alicerce de sustentação de sua forma de viver. Todos reclamam da falta de tempo, das dificuldades que enfrenta na vida (sempre maior que da maioria das pessoas), são muito críticos e tem intenso medo de se arriscar.
Para deixar de procrastinar é preciso seguir alguns passos.
·         Pense numa tarefa de cada vez.
·         Coloque prazos para a realização de suas tarefas.
·         Pense um dia de cada vez. Se mesmo assim isso gerar ansiedade, pense a cada cinco minutos no que precisa fazer.
·         Divida a “tarefa chata” em partes. Sinta-se aliviado a cada final de etapa e comemore muito na conclusão.
·         Caso a tarefa seja muito difícil ou muito desconfortável, faça intervalos com atividades prazerosas.
·         Se for muito, muito difícil começar, se comprometa a fazer pelo menos alguns minutos da atividade para início. Pode ser que perceba que não é tão difícil como imaginava.
·         Simplesmente comece a fazer o que está adiando. Pare de pensar e faça. Escreva a monografia, faça o curso, programe as suas férias ou ligue para o amigo. Você verá que o desconforto de não faze–lo será substituído pelo alívio e o prazer de conseguir realizar o seu projeto.
·         Construa metas a curto, médio e longo prazo para ter e manter a sua qualidade de vida.
·         Seja menos crítico.
·         Cuide bem de você. Muitas das suas aflições você mesmo cria. Lembre-se que você não deseja isso para você.

Comece já. Caso não consiga sozinho, busque ajuda.

sexta-feira, 30 de março de 2012

Dicas para melhorar a responsabilidade com os deveres de casa de seu filho

Essa ações são mais eficientes se iniciadas com a criança na idade pré-escolar.

- Estimule a criança através de seu interesse nas novidades que vem aprendendo na escola desde pequeno, logo ao entrar na escola.

- Estimule a criança a ter a responsabilidade de saber se há ou não dever de casa desde cedo. Pergunte sempre; se a resposta for que não sabe faça ela pensar sobre a aula e concluir se existe ou não algum dever.  A responsabilidade tem que ser da criança. Não faça por ela, já abrindo mochila e anotação na agenda.

- Mostre ao seu filho seu interesse no que ele tem aprendido na escola e no seu rendimento. Comece desde pequeno. Veja com atenção os desenhos e peça para ele explicar como fez ou teve a ideia. Sempre valorize o empenho e a evolução.

- Apoie as orientações da escola. Não critique a professora ou escola na frente da criança. Não fale que ache uma bobagem tal dever ou a atividade. Tire as suas dúvidas junto a escola e não com a criança. Ao questionar a escola você está desestimulando seu filho a levar com seriedade a escola e os estudos.

- Deixe claro que o dever de casa é responsabilidade dele. Não é obrigação dos pais. O responsável pode tirar dúvidas o fazendo pensar e não dar respostas. Se ele diz não saber nada peça para deixar em branco e procurar auxílio com a professora na aula. Se ele for muito tímido, escreva na agenda ou oriente o próprio a escrever na agenda (quando criança já alfabetizada), indique para a professora que seu filho está com dificuldades.

- Organizar o espaço para o estudo. A criança tem que ter um local próprio para o estudo com todos os objetos que precisa organizados. Isso evita dispersão e distrações.

- Estipular o horário para os deveres de casa e manter como rotina.

- Estimular o hábito de leitura. Para isso, os pais tem que dar exemplo lendo livros, artigos e revistas na presença das crianças.

- Elogiar os filhos no seu empenho e capricho nos deveres de casa.

- Observar qual matéria o seu filho está tendo maior dificuldade e estimular a estudar mais essa matéria. É recomendado que a criança tenha um caderno para estudo. Esse caderno não deve ser usado na escola.
Leve seu filho para escolher o caderno do personagem que mais o agrada. Nesse caderno o responsável pode deixar exercícios da matéria com mais dificuldades ou deixe instruções, como “leia o capítulo 1 do livro” ou “faça resumo das páginas seguintes”.

Com essas medidas a criança criará uma rotina e o hábito de aprender e estudar sozinha. Pais tem uma tendência a sempre fazer junto os deveres da escola quando os filhos são pequenos. Isso dificulta que a criança consiga se desenvolver sozinha.

quinta-feira, 29 de março de 2012

Como ajudar seu filho na Adaptação da Escola

Primeiramente é necessário (diria até essencial) autorizar o seu filho a ir para escola. Quando digo autorizar, não é no sentido simples de matricular, comprar uniforme e material. É no sentido pleno da ação, transmitir o conhecimento de que é o melhor para o seu filho e que ele precisa passar por essa fase da vida, que significa um grande crescimento para ele. Mostre que você está feliz com essa conquista dele.

Os pais precisam ter consciência de que seu filho deixará de ser o bebê ou a criança pequena do mundinho protegido de casa, para se tornar a criança que está recebendo o “passaporte” para a vida adulta. Fale com tranquilidade e confiança que você escolheu a melhor escola para o seu filho. Diga que ele estará num ambiente protegido onde aprenderá muitas coisas novas e fará novos amigos. Diga que isto é uma conquista que ele atingiu por estar crescendo. Quanto mais entusiasmo melhor! Conte como será legal, que ele deverá  contar todas as novidades com os pais ao retornar para casa.

Não passe a ideia de que esse novo ambiente pode ser assustador. É frequente pais e avós passarem essa mensagem subliminar. Isso, às vezes, é feito sem o responsável notar. Como por exemplo, quando diz ao filho “qualquer coisa telefone imediatamente”  ou “ficarei de prontidão na escola para socorre-lo caso precise”. Essa criança interpretará  como “minha mãe está preocupada comigo”, ou seja, a associação será como passar por uma situação de perigo. Claro que isso vai dificultar a adaptação nessa nova escola, mesmo que a escola cumpra o seu papel adequadamente.

Não fique perguntando se ela está com medo. Nesse caso, ela esteja vai imaginar que deveria estar.
Autorize, na sua ausência, a criança a se sentir confiante na escola. Mostre que você confia nela e na escola. É interessante conhecer e saber o nome da professora, quando a criança estiver na sua primeira escolinha. Diga que conhece a Tia Fulana, que gostou muito dela e tem certeza de que ela também vai gostar.

Se a criança referir estar com medo diga que não há razão para isso, mas que é natural se sentir assim. Conte que muitos adultos também sentem medo quando começam um processo novo na vida, mas que ela é capaz de vencer esse medo.

Se essas medidas forem tomadas o processo de adaptação na escola será bem tranquilo.

segunda-feira, 19 de março de 2012

Como fazer meu filho curtir a vinda do irmãozinho?

É sempre uma preocupação quando se quer engravidar e já tem um filho. Será que ele terá ciúme? Algumas medidas podem ser tomadas para amenizar chegada do bebê para o seu filho.
Primeiro, tratar-lo como um rapazinho, ou sendo menina como uma mocinha. Pare de chamar de meu bebê, meu neném etc. Quando chega o irmãozinho, que será o bebê , ele terá a sensação de que o irmão veio para pegar o seu posto. Se os pais o tratarem como uma criança mais crescidinha, esse posto já não era ocupado na família. Ele poderá então ajudar a cuidar e ensinar as coisas para o bebê.

Deixe ele participar do evento, escolhendo a roupa do enxoval, o nome do bebê, a arrumação do quarto. Claro, dentro de algumas limitações ou induções dos pais para o que é certo.
É importante mostrar alguns bebês na rua. Com Isso, ele verá como é um  bebê quando muito pequeno, que  não vai saber brincar e interagir com ele. Isso é importante para evitar uma frustração quando o irmãozinho chegar da maternidade.

Deve-se sempre falar da importância dele na chegada do irmãozinho ou irmãzinha. Que ele, por exemplo, ficará responsável em escolher a roupa no dia da visita, apresentar a visita ao neném, faça com que ele se sinta importante no processo. Deixar ele ajudar no que for possível, lavar o pezinho do bebê durante o banho, distraí-lo para não chorar no horário da troca de fralda etc. Pode-se também pedir para a criança ser responsável em abrir e  arrumar os presentes   do irmãozinho, ser responsável em tirar fotos da visita com o bebê. E é importante sempre valorizando a atividade. Por exemplo, ainda bem que ele tá tirando esas fotos para o álbum porque se não  seriam tão boas, como ele faz bem as escolhas etc. É fundamental valorizar o seu papel nessa família com a chegada de mais um membro.

Evitar ciúme dos amigos e familiares que vão visitar o bebê. Às vezes, a ansiedade é tão grande que a visita quer  logo conhecer o bebê e ignora a criança. É legal os pais estarem atentos e pedir para que a criança conduza a visita para conhecer o irmão. Assim, mostramos que ele é muito importante nesse momento.
Sabemos que muitos levam presentes para o bebê. Se seu filho for pequeno, não entenderá porque só o irmão ganha presente. Quando isso acontecer, da visita não lembrar da outra criança, tenha presentinhos em casa (mimos simples,  nada caro) e peça para a visita dar de presente para a criança.

Se a criança for maior e parecer entender a chegada do bebê, também considere que ele deve estar inseguro no seu papel nessa nova dinâmica familiar. Também é preciso dar funções e manter a atenção voltada para todos os filhos nesse momento.

Essas dicas são importantes para evitar o ciúme entre irmãos tão comuns no momento da chegada do bebê.  Sei que é um momento que os pais estão cansados por não durmir todas as noites com a chegada do bebê, mas dispense um tempinho para seu outro filho. Essas dicas  evitarão outros problemas na vida futura entre os irmãos.

A Importância de uma Boa Noite de Sono

Para realmente valorizar um boa noite de sono, temos primeiro que entender a definição de ritmo circadiano. O Ritmo circadiano é um e...