quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

Quais são as Restrições na Epilepsia?

Com o tratamento adequado com neurologista e com o suporte psicológico e psiquiátrico a grande maioria dos pacientes tem uma vida sem restrições.

O suporte psicológico é dado para poder fazer algumas mudanças de hábito de vida, e de melhor aceitação e adesão ao tratamento. O tratamento psiquiátrico em muitos casos deve ser feito porque muitos pacientes tem comorbidade psiquiátrica ao longo da vida. É conhecido que cerca de 30% dos epiléticos sofrem de depressão, 25% de ansiedade, 7% de psicoses e 2% de outras situações psiquiátricas. Com a associação dos psicofarmacos adequados ao tratamento neurológico com anticonvulsivantes conseguimos uma melhor qualidade de vida desses pacientes.

Muitos perguntam se podem dirigir, pois é sabido que existem 50% de chance de se ter um acidente, se ocorrer uma crise no volante. É recomendado ter pelo menos um ano sem crise para se conseguir a carteira de reabilitação. Se retornar a ter uma crise apenas deve-se suspender por seis meses (pelo menos) o ato de dirigir.

Quanto a esportes sabe-se que deve m ser desencorajados equitação,  esportes de altura e motorizados. Práticas de mergulho só podem ser liberadas depois de pelo menos quatro anos sem apresentar crises.
È importante saber que é proibido segregar portadores de epilepsia no ambiente de trabalho. Deve-se sempre orientar os pacientes a buscarem profissões que não represente  risco de vida para ele ou terceiros. Por exemplo, não se deve trabalhar pendurado em andaimes.

Gravidez deve ter planejamento adequado. É recomendado suplementos com ácido fólico e vitamina B12 cerca de três meses antes da gestação. Deve -se escolher anticonvulsivantes que passam menos para o bebê durante a gestação ou amamentação. O obstetra deve trabalhar em uma parceria com a equipe que já a assiste essa paciente no tratamento da epilepsia para se ter um melhor controle das crises durante a gestação, no momento do parto e no pós parto, para se manter em segurança a mãe e o bebê.
Antes de se pensar na gravidez a equipe deve estar atento ao método anticoncepcional. Muitos anticoncepcionais orais tem a sua menor eficácia provocada por interação medicamentosa com os anticonvulsivantes. Deve ser discutida qual é o melhor anticoncepcional para a mulher que sofre de epilepsia. Muitos especialistas optam pelo DIU.

Muitas mulheres podem apresentar irregularidades no ciclo menstrual  que devem também ser acompanhados para a escolha da melhor estratégia medicamentosa.


O paciente com epilepsia deve ter total liberdade para tirar todas as suas dúvidas sobre a sua patologia, e todos os médicos que o acompanham devem saber do seu tratamento e ter total conhecimento das interações psicofarmacológicas dos medicamentos anticonvulsivantes, antes de iniciar qualquer orientação ao paciente.

terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Compreendendo a Epilepsia

A epilepsia é um distúrbio  em que a pessoa torna-se vulnerável, graças a uma instabilidade dos impulsos elétricos numa certa região do cérebro. 
A crise representa um episódio dessa alteração. É sempre temporária e reversível. Quando atinge apenas uma área do cérebro é chamada de crise parcial. Quando se estende  por outras áreas, é a crise generalizada.
Na maioria dos casos a causa é desconhecida, mas alguns podem ter origem de situações neurológicas, como traumatismo craniano, tumores cerebrais,  abuso de álcool e drogas etc.

Na maioria dos casos pode-se ter controle efetivo das crises convulsivas com o tratamento adequado. O tratamento consiste no uso regular de anticonvulsivantes e algumas mudanças de estilo de vida, que devem ser sempre orientadas por um médico.

segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Uso de Tablets e Smartphones podem ser prejudiciais às Crianças

Os  tablets e smartphones fazem parte do dia a dia das famílias, e é preciso ter cautela com as crianças.
No final de 2011 a agencia Marketing Kids Industries divulgou uma pesquisa com 2200 pais americanos e ingleses que deixam as crianças usarem tablets. Cerca de 15% dos filhos entre 3 e 8 anos usam os tablets dos pais, outros 29% já possuem o seu próprio. Cerca de 10% das crianças menores de 2 anos tinham acesso a esse recurso. Essa mesma pesquisa demonstrou que 77% dos pais acreditam que estão fazendo bem ,  estimulando a inteligência e atenção dos filhos. Esse estudo mesmo estudo, atualizado,  já resulta que 38% dos menores de dois anos usam esse recurso na sua vida diária.

Muitas propagandas estimulam esse uso como um bom estímulo para as crianças pequenas. Mas sabemos que os tablets tem pouco tempo de mercado e estudos para sabermos o real impacto disso no cérebro  das crianças. Na prática já se observa no cotidiano de profissionais que atendem crianças algumas consequências negativas. Já notamos  crianças com dificuldade na escrita  cursiva.  Muitas crianças estão com a letra “de garrancho”, o que antigamente se acreditava ocorrer apenas na classe médica.
Existe uma contribuição para obesidade, um problema da vida moderna. Criança parada no sofá sem atividade física facilita a vida dos pais, a falta de tempo e de segurança em locais públicos, mas contribui para o sedentarismo.

A exposição a telas não desenvolve adequadamente a inteligência do bebê.  Diversas informações já vem prontas. As crianças usam menos sua capacidade de pesquisa, não desenvolvem curiosidade e imaginação.
Outro problema desse recurso  é o conteúdo inadequado. Eles vão navegando, descobrindo sites e jogos que não são compatíveis com a idade. Muitas das vezes porque observam irmãos ou primos mais velhos.
O tablet estimula o consumismo. Vemos crianças que não sabem ler ainda, mas reconhecem diferentes marcas. Existem até jogos que fazem usam dessas marcas em jogos, e não apenas nas propagandas.

É importante que os pais não usem os tablets apenas como “babá virtual”, ou seja, para aproveitar melhor o tempo, para possam fazer as suas coisas com mais tranquilidade.
Antigamente os pais estavam no carro e conversavam com a criança. Hoje dão um tablet para que possam se distrair e não “dar trabalho”. Sentam num restaurante e já puxam o tablet. Esse tempo antes era usado em conversas com a criança.


Um período importante em que a criança iria gastar energia, descobrir novas brincadeiras, e especialmente aprender a lidar com a vida social e amigos está sendo usado exclusivamente em atividades isoladas. O tablet deve ser usado sim, mas deve ser usado com moderação e com a interação do adulto que esteja cuidando dessa criança. Alguns especialistas sugerem que no máximo duas horas por dia , não corridas. Muitos já dizem de 30 minutos diários são ideais para crianças de até dois anos. Mas sempre com o adulto fazendo parte dessa brincadeira.

A Importância de uma Boa Noite de Sono

Para realmente valorizar um boa noite de sono, temos primeiro que entender a definição de ritmo circadiano. O Ritmo circadiano é um e...