sábado, 25 de julho de 2015

Efeitos Sexuais Benéficos dos Antidepressivos (ISRS)



Os antidepressivos mais usados no mundo são os da classe dos Inibidores Seletivos da Receptação de Serotonina - ISRS.

Tornaram-se os mais usados porque são eficazes e seguros para doenças orgânicas concomitantes e nas interações medicamentosas, quando comparados aos medicamentos usados anteriormente (Tricíclicos e IMAOs clássicos).

Os antidepressivos ISRS podem provocar efeitos sexuais que beneficiam um grupo de pacientes: podem induzir retardo da ejaculação. Esse efeito pode ser benéfico para pacientes que apresentam ejaculação precoce crônica. Podem servir como uma alternativa para o tratamento da ejaculação precoce, disfunção sexual que ocorre entre 30%  e 40% dos homens.

Foi observado também melhora da libido em pacientes com depressão ou ansiedade, que apresentam queixa de desejo sexual.

quinta-feira, 23 de julho de 2015

Ansiedade Social em Pacientes com Parkinson



A princípio não se pode usar o nome de Fobia Social ou Ansiedade Social em pessoas que passaram a apresentar este quadro de fobia em situações sociais, após o desenvolvimento da doença de Parkinson ou qualquer outra condição clínica.

Na prática, recebo em meu consultório muitos pacientes com Doença de Parkinson, que está fazendo o seu tratamento neurológico regular e desenvolveu esse tipo de ansiedade.

Muitos pacientes, tanto nos estágios iniciais ou mais avançados da doença de Parkinson, chegam a mim porque sofrem muito em situações sociais em que se sentem expostos. Sentem muita vergonha e mal estar, convivem com a sensação de que estão sendo observados, com intenção de ridicularizar ou mantendo o vínculo por compaixão. Esse mal estar é tão grande que essas pessoas passam a evitar situações dessa natureza. Acabam se isolando e fugindo do convívio social.

O paciente com Parkinson foca  toda a sua vida nos sintomas de tremor em repouso, lentificação psicomotora e a instabilidade postural. Por valorizar essas queixas acredita que todos só o veem através desses sintomas.

Se esses pacientes não foram olhados também por esse viés acabam evoluindo da ansiedade social para um quadro de ansiedade generalizado ou depressivo. O enfrentamento dessa situação complementa o tratamento da ansiedade social do paciente com Parkinson, sendo muito importante para o tratamento neurológico da doença de Parkinson. Deve sempre ser acompanhado por psiquiatra e psicólogo.

segunda-feira, 29 de junho de 2015

Remédio para TDAH vicia?



Não há evidências científicas de que o paciente com TDAH pode ficar dependente dos medicamentos psicoestimulantes, usados no tratamento do Transtorno de déficit atenção e ou hiperatividade.

É claro, existem pessoas que fazem uso abusivo de medicamentos. Podemos citar como exemplo os benzodiazepínicos (muito usados para ansiedade) e muito mais comum nos dependentes de substâncias psicoativas.

Na verdade o que se encontra publicado na literatura mundial é que os medicamentos do TDAH, usados em pacientes com a patologia, reduzem drasticamente a possibilidade de uso e abuso de drogas na adolescência e vida adulta.

O medicamento é fundamental como parte das intervenções multimodais do tratamento do TDAH. Sempre procure um especialista para dúvidas e esclarecimentos.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Consumo Experimental e Felicidade

Esse título não é original. Foi utilizado recentemente em diversas revistas; representa um alerta importante.
Primeiramente vamos definir o que é consumo e consumismo. Consumo é adquirir um bem material de que precisamos para viver. Já o consumismo é um exagero no consumo, ou seja, compramos muito mais do que realmente precisamos. Estamos vivendo uma fase de consumismo: as pessoas compram muito mais do que precisam. Isso é muito estimulado pela mídia, especialmente pela publicidade, e pelos shopping centers.

A mídia estimula a compra de bens que não precisamos através da inserção das pessoas num grupo onde todos compartilham a “necessidade de ter um bem”. Induz nesse grupo a ideia de felicidade. A pessoa, quando consome algo que deseja, fica feliz. Mas essa alegria é momentânea. Depois vem culpada por ter comprado algo que não precisa, e esse prazer desaparece. Novamente se sente impulsionada a comprar, fica feliz inicialmente e logo em seguida, novamente a culpa. E assim o ciclo se repete muitas vezes.
Existe um grupo menor que tem buscado o consumo experimental. Consumo experimental? É a aquisição de uma aventura, uma história para contar e recordar.

Thomas Gilovich é um pesquisador americano que estuda comportamento dos consumidores. Avaliou recentmente mais de duas mil pessoas de 21 anos a 69 anos em relação aos seus sentimentos. Esse estudo foi publicado pela Universidade de Cornell nos Estados Unidos. Ele concluiu que os consumidores que gastaram em jantares, passeios e viagens tinham mais tempo de prazer. As experiências são armazenadas na memória e constantemente é revivida a sensação gostosa do momento.
Esse gurpo de consumidores de experiência terão prazer sempre que resgatarem a memória desse tipo de consumo. Sempre que conversar com amigos ou  rever fotos haverá prazer. Ou seja, haverá extensão dessa felicidade.

Quando as pessoas adquirem carros, roupas ou outros objetos elas tendem a esquecer o momento feliz. Elas logo deixam de compartilhar o bem adquirido pois passam a ser antipáticos ao divulgar um triunfo pessoal. Ou ainda percebem que tem alguém do grupo que possui outro bem, e seu sentimento será de fracasso por não ter. Já quando compartilha com amigos e a família as suas histórias sempre há interesse no grupo. Esse é um dos motivos que tantos viajantes escrevem blogs sobre suas aventuras, assim perpetuam a sensação de felicidade. Mesmo que ocorra momentos de estresse, a felicidade prevalece. Eu mesma já fiz uma viagem em que a minha mala foi extraviada e apareceu depois de dez dias. Foi muito desagradável, mas ficou esquecido pelo prazer de conhecer novos lugares e da aventura. A mala perdida virou piada para contar aos amigos.

Por isso recomendo fazer uma reflexão: que tipo de investimento vale a pena fazer para a sua felicidade?   

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade no Adulto


Conforme a Organização Mundial de Saúde ( OMS), 5% das crianças no mundo tem TDAH. Cerca de 50% persistem na vida adulta. Muitos adultos passam a desenvolver outras doenças mentais, devido a ausência de tratamento do TDAH, tais como compulsões, ansiedade e depressão. A maioria busca tratamento especializado por essas outras queixas.

Se o profissional não for especialista, o TDAH pode passar desapercebido. Como esses sintomas de TDAH começam na Infância, muitos pensam que fazem parte da sua personalidade. São adultos que sempre estão mexendo as mãos ou pés, ficam rabiscando um papel o tempo todo, tentam ficar em movimento e não chamar atenção dos outros, numa reunião de trabalho por exemplo.

Esses adultos tem dificuldades em se focar, especialmente em trabalhos chatos ou assuntos de desinteresse. Mas conseguem ficar horas seguidas dedicadas a um trabalho que considera agradável. Amigos ou familiares reclamam que parecem desatentos, parecem não prestar atenção ao que está sendo dito. Parecem "estar no mundo da lua". 

Se estiver em ambiente com barulho, aumenta muito a dificuldade de manter a atenção. Se distraem muito, com isso comete erros com freqüência. Seguidamente preferem levar trabalho para "acabar no silêncio de casa".

Muitos tem muita dificuldade em se organizar. Não sabem onde colocam as coisas, esquecem prazos ou o que tinha que fazer. Esquecem de pagar contas ou pagam a conta errada, por exemplo. Tem dificuldade na noção de tempo, por isso são conhecidos por se atrasar em compromissos.


Passam algumas vezes como antipáticos, não deixam as pessoas terminarem as frases. Muitas das vezes, já sabem o que vai ser dito e já respondem antes de terminarem as frases. Estão sempre precisando fazer coisas. Tem dificuldades para relaxar mesmo nos momentos vagos. Podem reclamar de cansaço, mas não param.

Existem diferentes formas de se manifestação do TDAH no adulto. Muitos adultos se esforçam para se corrigir ou disfarçar esses sintomas, para não serem criticados.


O  jornal Zero Hora publicou uma reportagem sobre esse adulto no dia 15 de janeiro de 2015.
 

Outro leitura recomendada é o livro "No Mundo da Lua", do professor e psiquiatra Paulo Matos.

A Importância de uma Boa Noite de Sono

Para realmente valorizar um boa noite de sono, temos primeiro que entender a definição de ritmo circadiano. O Ritmo circadiano é um e...