Um campeão com ajuda profissional passou a entender o que é o TDAH e passou a potencializar o seu futuro.
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quarta-feira, 28 de junho de 2017
domingo, 18 de junho de 2017
Vários antidepressivos na gravidez não estão associados a problemas cardíacos
Esse
dado é de extrema importância no momento de decidir se descontinuamos o
antidepressivo quando a paciente encontra-se grávida ou se prescrevemos
o antidepressivo numa depressão durante uma gestação.
Já se
tem estudos publicados pelo FDA mostrando que uma grávida em depressão
não tratada tem maior chance de mal formação congênita. Além de que, o
bebê receberá tudo dessa mãe, ou seja, perceberá todas as alterações da
depressão, como, maior sensibilidade ao cortisol, por exemplo.
Segue abaixo o resumo do artigo publicado na revista médica New England Journal Medicine:
ANTIDEPRESSANTS IN PREGNANCY NOT ASSOCIATED WITH CARDIAC DEFECTS
There
are concerns about a possible association between antidepressant use
during pregnancy, particularly SSRIs, and cardiac defects. This US study
involving almost 1 million pregnant women—of which 64,389 had used
antidepressants during the first trimester—found no substantial increase
in the risk of cardiac malformations attributable to antidepressant
use.
Huybrechts KF al. Antidepressant Use in
Pregnancy and the Risk of Cardiac Defects. N Engl J Med 2014;
370:2397-2407June 19, 2014DOI: 10.1056/NEJMoa1312828
Nesse mesmo blog temos dois artigos já publicados sobre a importância do tema e que recomendo a leitura:
- Gravidez e medicamentos controlados .
- Neurodesenvolvimento em crianças expostas á depressão em mulheres não tratadas ou em uso de antidepressivos.
terça-feira, 6 de junho de 2017
Esquizofrenia? Bipolaridade ou Transtorno de Humor?
Foi apresentando diversas crises pelo diagnóstico errado e pela falta de conhecimento sobre a necessidade de tratamento medicamentoso e psicoterápico regular.
Devido à presença de sintomas psicóticos, recebeu o diagnóstico de esquizofrenia.
Existe um subtipo do Transtorno de Humor ou Transtorno Bipolar que pode cursar com quadro psicótico caracterizado por delírios e/ou alucinações mas que ao ver no decorrer da história tem ciclos depressivos. Esses ciclos podem variar por horas, semanas, meses ou até mesmo anos. Esse subtipo é menos prevalente e, por isso, torna-se mais difícil de ser reconhecido e devidamente tratado.
É muito importante o diagnóstico correto e a conscientização do que é a doença para a adesão ao tratamento.
sábado, 13 de maio de 2017
A importância da Rede para o aleitamento materno
Artigo escrito em parceria com a Dra Eliane Caldas de Oliveira Nascimento, psicóloga e pesquisadora em Saúde Pública, pós doutoranda no Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra.
Pensar em Rede para que o aleitamento materno aconteça é entender, a princípio, que essa ação não depende só da mulher, mas também da sociedade, de outras pessoas ao seu redor, da equipe de profissionais e do bebê, no mínimo.
Dar de mamar não é simples, não é fácil e, muito menos, não é só prazeroso. Depende de vários fatores, é complexo e, em várias oportunidades, a mãe e o bebê necessitam de ajuda.
Deixo algumas pistas para que o aleitamento materno possa acontecer com a participação de uma rede (network):
1. O Aleitamento Materno depende de vários atores para acontecer.
2. Há necessidade de informações, ainda na gestação, para devida tranquilidade na hora de amamentar.
3. As pessoas que conhecemos e as pessoas que podemos contar influenciam o nosso estilo de vida, os nossos sucessos e insucessos. Amamentar depende de todos.
4. Esse acontecimento é histórico, social e, ao mesmo tempo, individual. Depende dos participantes da rede e dos laços da mesma.
5. Ser acompanhado por um profissional competente no assunto, no momento de amamentar, é essencial para se seguir adiante, principalmente, quando surgem dificuldades.
6. As mulheres precisam ser ouvidas nos seus desejos para poderem dar de mamar.
Essas pistas são fundamentais de serem compreendidas e vivenciadas por aqueles que querem ver os bebês sendo amamentados.
E aqui ainda vale lembrar que o vínculo mãe-bebê é fortalecido com a amamentação. O leite, o calor, o colo da mãe, o contato com o corpo da mãe, o cheiro, o som dos batimentos cardíacos, a voz, o carinho, as trocas de fraldas e muito mais acontecimentos fazem com que o bebê comece a descobrir o mundo e ter consciência de si. O prazer proporcionado pelo ato de sugar e o amparo da mãe fazem com que o bebê se sinta acolhido e seguro.
Atenção para o fato de que aquelas mães, que não podem amamentar, por várias razões, também transmitem acolhimento e segurança ao seu bebê. Desde que mantenham a tranquilidade e oferecem a mamadeira com o contato próximo a mãe para que possa sentir o cheiro, o carinho e os batimentos cardíacos da mãe.
Sempre há oportunidade de se criarem vínculos através do relacionamento contínuo, seguro e afetivo para o bebê se desenvolver.
Pensar em Rede para que o aleitamento materno aconteça é entender, a princípio, que essa ação não depende só da mulher, mas também da sociedade, de outras pessoas ao seu redor, da equipe de profissionais e do bebê, no mínimo.
Dar de mamar não é simples, não é fácil e, muito menos, não é só prazeroso. Depende de vários fatores, é complexo e, em várias oportunidades, a mãe e o bebê necessitam de ajuda.
Deixo algumas pistas para que o aleitamento materno possa acontecer com a participação de uma rede (network):
1. O Aleitamento Materno depende de vários atores para acontecer.
2. Há necessidade de informações, ainda na gestação, para devida tranquilidade na hora de amamentar.
3. As pessoas que conhecemos e as pessoas que podemos contar influenciam o nosso estilo de vida, os nossos sucessos e insucessos. Amamentar depende de todos.
4. Esse acontecimento é histórico, social e, ao mesmo tempo, individual. Depende dos participantes da rede e dos laços da mesma.
5. Ser acompanhado por um profissional competente no assunto, no momento de amamentar, é essencial para se seguir adiante, principalmente, quando surgem dificuldades.
6. As mulheres precisam ser ouvidas nos seus desejos para poderem dar de mamar.
Essas pistas são fundamentais de serem compreendidas e vivenciadas por aqueles que querem ver os bebês sendo amamentados.
E aqui ainda vale lembrar que o vínculo mãe-bebê é fortalecido com a amamentação. O leite, o calor, o colo da mãe, o contato com o corpo da mãe, o cheiro, o som dos batimentos cardíacos, a voz, o carinho, as trocas de fraldas e muito mais acontecimentos fazem com que o bebê comece a descobrir o mundo e ter consciência de si. O prazer proporcionado pelo ato de sugar e o amparo da mãe fazem com que o bebê se sinta acolhido e seguro.
Atenção para o fato de que aquelas mães, que não podem amamentar, por várias razões, também transmitem acolhimento e segurança ao seu bebê. Desde que mantenham a tranquilidade e oferecem a mamadeira com o contato próximo a mãe para que possa sentir o cheiro, o carinho e os batimentos cardíacos da mãe.
Sempre há oportunidade de se criarem vínculos através do relacionamento contínuo, seguro e afetivo para o bebê se desenvolver.
sábado, 6 de maio de 2017
VI Congresso Mundial de TDAH - 2017
O VI Congresso Mundial de TDAH foi realizado em Vancouver entre
20 e 23 de abril de 2017. Nele foram discutidos diversos temas relacionados ao
TDAH na infância, adolescência e vida adulta.
O TDAH é um distúrbio neurobiológico diagnosticado através
de uma entrevista clínica bem detalhada, associado a informações de familiares
e escola (quando criança). É uma doença em que os sintomas começam na Infância
e acompanham o paciente na vida adulta, com redução de uns ou mudança de
outros.
O Congresso enfatizou a avaliação do TDAH na vida adulta.
Esse adulto chegará no consultório médico com queixas explícitas da comorbidade,
na maioria dos casos. Ele procurará o neuropsiquiatra por causa de sintomas
compatíveis com o diagnóstico de bipolaridade, depressão, ansiedade, fobia social,
abuso de álcool ou drogas, entre outros. O profissional deve estar capacitado
para, na entrevista e consultas subsequentes, avaliar também o TDAH.
Muito se falou do TDAH como uma doença crônica que
acompanhará o indivíduo por toda a sua vida adulta, influenciando a sua
qualidade de vida. Também se discutiu sobre gravidez e TDAH, com adoção ou não
de tratamento com psicoestimulantes.
Professores e pesquisadores de TDAH sempre referem que a
primeira linha de tratamento da grávida deve ser através de medidas cognitivo–comportamentais,
redução da carga de trabalho (quando possível), um bom suporte familiar e
atividade física regular. Todas as gestantes devem seguir esse tratamento no início,
e sendo mantida a estabilidade clínica, deve se interromper o uso do psicoestimulante.
Caso se mantenha uma disfunção executiva acentuada, impulsividade, alterações de
humor, desatenção, aumento do uso de álcool, drogas e nicotina, o especialista
deve considerar o uso do medicamento.
Foi citado que no Canadá e Europa existem muitos
acompanhamentos de grávidas em uso de psicoestimulante durante toda a gestação.
Os dados encontrados apontam para haver nenhum prejuízo à mãe grávida e ao seu
bebê. Foram encontrados alguns casos de parto prematuro, mas sem comprovação de
que causado pelo uso do medicamento. A razão pode ter sido a evolução natural
obstétrica, o próprio TDAH ou o uso de nicotina (desses, a maioria fumava durante
toda ou parte da gravidez). Existem muitos dados de gestantes que tiveram o
psicoestimulante suspenso e que tiveram complicações durante a gestação, em
decorrência do aumento de peso acentuado, pela falta de controle na dieta, pelo
aumento da ingesta de álcool ou drogas, piora do tabagismo, alterações de
humor, desatenção com prejuízo no trabalho e estudos e menor adesão aos
cuidados de pré-natal.
A discussão do tema foi importante pois nos leva à reflexão dos
aspectos positivos e negativos que devem ser considerados diante de cada
gestante com TDAH que chegam ao nosso consultório.
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