domingo, 20 de agosto de 2017

Avaliação Neuropsicológica

Este artigo foi escrito pela neuropsicologa Marcia Ferreira em que ela explica a importância da avaliação neuropsicológica.

A avaliação neuropsicológica é realizada por um profissional especialista em Neuropsicologia.
A Neuropsicologia é uma ciência que busca relacionar a manifestação comportamental de transtornos cognitivos, emocionais e da personalidade à problemas estruturais ou funcionais do cérebro. De forma resumida, a Neuropsicologia é o estudo das relações entre o cérebro e o comportamento.

Avaliação Neuropsicológica é um método empírico de exame que se aplica a vários contextos e que possibilita o mapeamento de funções cognitivas deficitárias e preservadas, assim como características comportamentais relacionadas ao desenvolvimento da personalidade.

Na avaliação neuropsicológica são utilizados questionários, entrevistas, escalas e testes específicos e normatizados, que permitem além da mensuração dos resultados quantitativos de cada tarefa específica, a análise qualitativa do desempenho , o que é de grande importância na compreensão geral do paciente, seja esse criança ou adulto.

Após o levantamento dos dados é possível identificar se existe ou não um déficit, suas características clínicas, cognitivas e emocionais e os impactos que causam á vida acadêmica, profissional e social do paciente. 

A avaliação neuropsicológica ajuda a família, a escola e os profissionais envolvidos na compreensão do comportamento do paciente, assim como suas capacidades e limitações. Ajudando no diagnóstico e no tratamento mais indicado.


 

terça-feira, 15 de agosto de 2017

Antidepressivos podem fazer mal?

Como qualquer outra classe de remédio se não forem bem indicados, podem trazer malefícios à saúde do indivíduo. Por exemplo, um anti hipertensivo se for prescrito para uma pessoa que não é hipertensa, vai levar a todos os malefícios de uma hipotensão.
Fico muito assustada com o uso indiscriminado de antidepressivos por psiquiatras e especialmente, por outros especialistas.
Todo dia recebo pacientes novos no consultório e, que na sua história já fizeram na maioria das vezes, uso de mais de um antidepressivo. Também na sua grande maioria prescrito por não psiquiatras e não neurologistas.
Ontem mesmo recebi um paciente de primeira vez que tem uma história de altos e baixos de humor acompanhado de irritabilidade que vem prejudicando o seu convívio familiar. Se trata de um adulto não sedentário e que vem também sofrendo estresse no trabalho. Apresentou um pico hipertensivo e, saiu com uma receita de anti hipertensivo e do antidepressivo fluoxetina. O mesmo paciente já tinha feito uso no passado de escitalopram prescrito por não especialista.
Vamos lá, se o psiquiatra que deve estar constantemente se atualizando com participação em congressos, cursos e artigos comete erros e tem dificuldades no diagnóstico e na prescrição do melhor fármaco, como pode ser visto na reportagem no link abaixo, imagine-se que existe um maior risco de erro por não especialistas. Assim como, a escolha do melhor anticoncepcional por um não ginecologista , por exemplo.
Nessa reportagem, psiquiatra prescreveu um antidepressivo para um jovem que talvez tenha o diagnóstico de Esquizofrenia, Esquizoafetivo, Transtorno de Personalidade ou Transtorno Bipolar, e que parece pelo julgamento do seu crime que o antidepressivo provocou um quadro de agressividade, falta de juízo crítico e, talvez, um delírio associado.
http://www.bbc.com/portuguese/geral-40751859?SThisFB
Como psiquiatra, fico cautelosa ao prescrever o antidepressivo para o paciente e  na escolha do tipo de antidepressivo que melhor responderá ao quadro, fico cada vez mais assustada com a quantidade de antidepressivos prescritos pelos meus colegas médicos não especialistas.
O meu objetivo é alertar aos colegas para serem mais cautelosos. Assim, como provocar a atenção a todos que tomam antidepressivos a buscarem informações com o médico especialista. É claro, que o caso desse paciente agressor descrito na reportagem, é um caso muito severo e menos comum. Mas muitos antidepressivos levam a muitas interações medicamentosas, alteração do sono, aumento da irritabilidade, aumento da desinibição e que causam prejuízos no seu dia a dia, sem haver a percepção da mudança de quadro associado ao mau emprego do antidepressivo.





terça-feira, 8 de agosto de 2017

Os Pais Precisam Preparar os Filhos para a Vida

No O Globo de 8 de agosto de 2017 na sessão do Ancelmo Gois a nota "Madame não educa" em que uma mãe não sabendo dizer "não" ao filho, pede à escola para não autorizar a presença do pipoqueiro na saída da escola.
O pior que não representa um caso isolado porque vemos isso no nosso dia a dia essa necessidade dos pais de agradarem os filhos o tempo todo.
Os pais precisam deixar os seus filhos se frustrarem ainda na Infância como papel educador.
Se a criança não perceber que a vida é feita de momentos bons e ruins, não vai saber que aquele momento ruim vai passar também.
Deixar o seu filho decepcionar-se com coisas normais do seu cotidiano, como, receber um "não" para comprar pipoca na saída da escola.
Deixe ele saber que a vida tem regras. Precisamos respeitá-las. Nesse exemplo, a mãe criou a regra que não tem pipoca na saída da escola. Essa é uma oportunidade de saber que precisa cumprir uma regra por mais desagradável que possa parecer.
Se isso não ocorrer, a criança cresce achando que tudo na vida tem que dar certo e que precisa ser feliz o tempo todo.
Quando crescer, ele vai receber muitos "não" na vida. Ele vai achar que o mal estar de receber a negativa será o fim mundo e que nunca irá acabar a sensação de angústia ao ser frustrado. Isto porque ele não foi educado pelos pais a ser preparado para a vida desde pequeno. Com isso, cada vez mais recebemos no dia a dia do consultório, jovens que tem crises de agressividade, ideias suicidas, se cortam ou ingerem álcool em grande quantidade ou drogas por não saber aceitar que o "não" faz parte da vida. Que esse mal estar passa e que precisa focar no plano B para essa fase passar mais rápido.
Caso queira ler mais sobre isso, recomendo as seguintes postagens sobre o tema:
http://vidaepsiquiatria.blogspot.com.br/search?q=Limites&m=1
http://vidaepsiquiatria.blogspot.com.br/2013/01/a-importancia-de-deixar-os-filhos-terem.html?m=1













domingo, 6 de agosto de 2017

Fim do Preconceito à Saúde Mental


De acordo com a Healthline, cerca de 5 milhões de americanos receberam algum diagnóstico psiquiátrico.
A melhor maneira de ajudá-los é não estigmatizar.
Uma das grandes divulgadoras em quebrar esse tabu é a cantora Demi Lobato que foi ao público falar que sofre de Transtorno Bipolar. Ela falou de suas crises e da melhora com o tratamento adequado.
Porém também falou sobre não gostar de ser rotulada como "bipolar". A bipolaridade faz parte da vida dela, mas ela não pode ser resumida a essa doença.
Veja no link abaixo a reportagem:
https://estilo.uol.com.br/comportamento/noticias/redacao/2017/08/03/demi-lovato-explica-motivo-de-nao-querer-ser-rotulada-como-bipolar.htm


Outro post que recomendo para complementar a leitura foi publicado nesse blog: http://vidaepsiquiatria.blogspot.com.br/2017/07/quebrando-o-tabu-sobre-doenca-mental.html?m=1







Como a cafeína pode afetar o cérebro de um TDAH?

A cafeína é uma substância estimulante do Sistema Nervoso Central. É muito comum pacientes com TDAH sem tratamento, passarem a se "auto medicar " com cafeína para melhorar o foco nos estudos e trabalho. 
Temos que ficar muito atentos aos pacientes adultos que diagnosticamos e iniciamos o tratamento medicamentoso com psicoestimulantes. Isto porque por já ter o hábito de tomar cafeína haverá um sinergismo. 
E por que não se usa cafeína para tratar o TDAH? 
A cafeína leva a problemas de ansiedade, insônia e irritabilidade. A sua eficácia dura muito pouco tempo, o que faz a pessoa cada vez mais aumentar a quantidade ingerida e reduzir os intervalos entre uma dose e outra. Com isso, torna-se muito viciante e pode trazer outros efeitos colaterais. 
Além disso, sua redução ou suspensão traz efeitos de abstinência, como tremores e cefaleia (dores de cabeça). 
Por isso, não existem investimentos em pesquisas a longo prazo do uso da cafeína em pacientes com TDAH porque já se sabe do grande risco de vício e todos os malefícios de altas doses de cafeína no organismo.




A Importância de uma Boa Noite de Sono

Para realmente valorizar um boa noite de sono, temos primeiro que entender a definição de ritmo circadiano. O Ritmo circadiano é um e...