quarta-feira, 29 de julho de 2015

Diagnóstico e Tratamento da Disfunção Sexual Associada aos Antidepressivos



Sempre diante de um paciente em uso de antidepressivo temos que avaliar a rotina sexual desse indivíduo. É necessário verificar se o uso do antidepressivo   não está provocando alteração na vida sexual do paciente.

Para afirmar que o antidepressivo é o responsável pela disfunção sexual é preciso descartar outras causas, tais como:
- Mau funcionamento sexual pela doença psiquiátrica ou psicológica;
- Uso ou abuso de substâncias;
- Uso de outros medicamentos, tais como anti-hipertensivos;
- Alteração da função sexual durante o distúrbio, mas antes do início da droga;
- Doenças orgânicas, tais como diabetes mellitus.

Manejo Terapêutico

O que fazer diante desse paciente? Deve-se considerar que a maioria dos pacientes não toleram esses efeitos colaterais. Existem as seguintes estratégias:
- Trocar antidepressivo por outro de classe diferente;
- Redução da dose antidepressiva;
- Aguardar possível acomodação do efeito;
- Utilizar medicamentos para tratar os efeitos sexuais dos antidepressivos:  Ciproheptadina, Ioimbina, Amantadina, Bupropiona, entre outros.

O médico deve estar atento a esse efeito colateral porque dificilmente o paciente faz a queixa de maneira espontânea. Ele pode interromper o tratamento por conta própria causando um prejuízo ainda maior para a sua qualidade de vida.

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