quarta-feira, 29 de julho de 2015

Diagnóstico e Tratamento da Disfunção Sexual Associada aos Antidepressivos



Sempre diante de um paciente em uso de antidepressivo temos que avaliar a rotina sexual desse indivíduo. É necessário verificar se o uso do antidepressivo   não está provocando alteração na vida sexual do paciente.

Para afirmar que o antidepressivo é o responsável pela disfunção sexual é preciso descartar outras causas, tais como:
- Mau funcionamento sexual pela doença psiquiátrica ou psicológica;
- Uso ou abuso de substâncias;
- Uso de outros medicamentos, tais como anti-hipertensivos;
- Alteração da função sexual durante o distúrbio, mas antes do início da droga;
- Doenças orgânicas, tais como diabetes mellitus.

Manejo Terapêutico

O que fazer diante desse paciente? Deve-se considerar que a maioria dos pacientes não toleram esses efeitos colaterais. Existem as seguintes estratégias:
- Trocar antidepressivo por outro de classe diferente;
- Redução da dose antidepressiva;
- Aguardar possível acomodação do efeito;
- Utilizar medicamentos para tratar os efeitos sexuais dos antidepressivos:  Ciproheptadina, Ioimbina, Amantadina, Bupropiona, entre outros.

O médico deve estar atento a esse efeito colateral porque dificilmente o paciente faz a queixa de maneira espontânea. Ele pode interromper o tratamento por conta própria causando um prejuízo ainda maior para a sua qualidade de vida.

terça-feira, 28 de julho de 2015

Não beije seu filho na boca




Não se deve beijar o filho na boca por algumas razões.

Da mesma forma que não se deve colocar a chupeta, a colher ou a mamadeira do seu filho na boca por transmitir doenças, também não se deve beijar “de estalinho” a boca de uma criança.  Pode haver transmissão de diversas doenças, tais como herpes, infecções bacterianas, cáries e viroses.

Outra forte razão é de cunho psicoeducacional.  A criança tende a imitar os adultos. Os pais tem que demonstrar o afeto, de maneira proporcional à idade e discernimento da criança. Por exemplo, avisando que o beijo pode ser no rostinho, na mão, no braço... na boca, não é adequado.

Os pais não devem banalizar o beijo na boca. As crianças tem que saber o que significa esse beijo e que terá seu tempo para essa vivencia. Se você banaliza, ele repetirá isso fora de casa. Pode vir a achar natural querer demonstrar carinho com outros adultos ou crianças dessa forma, e correr o risco de se erotizar sem ter a maturidade para isso.

Os pais precisam ser pais e guiar seus filhos para viver o mais adequadamente possível cada fase que terão que enfrentar. Os pais precisam ser pais e educadores, isso os torna o “Porto Seguro “ de seus filhos, formando assim  adultos seguros.

domingo, 26 de julho de 2015

Pânico na Ressonância Magnética



Para alguns fazer uma ressonância magnética é uma realização de um exame como qualquer outro. Entretanto, para outros, é uma verdadeira cena de terror imaginar estar imóvel e deitado numa maca, dentro de um túnel fechado. Cerca de 5 % dos pacientes não chegam nem a agendar o exame em virtude desse medo.

Essas pessoas sentem taquicardia, sensação de fôlego curto, secura na boca, vertigens, náuseas, cólicas intestinais, abalos musculares, tremores e até medo de perder o controle, como se estivesse  enlouquecendo.

Esse ataque de pânico durante o exame de ressonância magnética aparece entre  5% e 10% das pessoas que realizam o procedimento. Alguns pacientes que sofrem desse ataque de ansiedade na ressonância magnética, durante o primeiro exame, desconheciam que tinham essa fobia.

Pessoas que precisam fazer o procedimento constantemente devem ser encaminhadas para o tratamento psiquiátrico da fobia. Pode associar também ao tratamento a possibilidade de fazer a ressonância magnética de campo aberto. Nesse aparelho o túnel é bem menos estreito, o que reduz a sensação de “aperto”. Mas deve ser discutida essa possibilidade de exame com o médico, devido a definição da imagem ser menor nesse aparelho.

O tratamento de fobia à ressonância magnética é com medicamentos que tratam a ansiedade (antidepressivos) e psicoterapia. Para alguns pacientes que precisam fazer o exame de urgência é preciso fazer um esquema de medicamentos com ansiolíticos, ou até a sedação, para a realização do procedimento.

O encaminhamento para o tratamento especializado com psiquiatra e psicólogo é importantíssimo para os futuros exames correrem sem sofrimento.
 

sábado, 25 de julho de 2015

Efeitos Sexuais Benéficos dos Antidepressivos (ISRS)



Os antidepressivos mais usados no mundo são os da classe dos Inibidores Seletivos da Receptação de Serotonina - ISRS.

Tornaram-se os mais usados porque são eficazes e seguros para doenças orgânicas concomitantes e nas interações medicamentosas, quando comparados aos medicamentos usados anteriormente (Tricíclicos e IMAOs clássicos).

Os antidepressivos ISRS podem provocar efeitos sexuais que beneficiam um grupo de pacientes: podem induzir retardo da ejaculação. Esse efeito pode ser benéfico para pacientes que apresentam ejaculação precoce crônica. Podem servir como uma alternativa para o tratamento da ejaculação precoce, disfunção sexual que ocorre entre 30%  e 40% dos homens.

Foi observado também melhora da libido em pacientes com depressão ou ansiedade, que apresentam queixa de desejo sexual.

quinta-feira, 23 de julho de 2015

Ansiedade Social em Pacientes com Parkinson



A princípio não se pode usar o nome de Fobia Social ou Ansiedade Social em pessoas que passaram a apresentar este quadro de fobia em situações sociais, após o desenvolvimento da doença de Parkinson ou qualquer outra condição clínica.

Na prática, recebo em meu consultório muitos pacientes com Doença de Parkinson, que está fazendo o seu tratamento neurológico regular e desenvolveu esse tipo de ansiedade.

Muitos pacientes, tanto nos estágios iniciais ou mais avançados da doença de Parkinson, chegam a mim porque sofrem muito em situações sociais em que se sentem expostos. Sentem muita vergonha e mal estar, convivem com a sensação de que estão sendo observados, com intenção de ridicularizar ou mantendo o vínculo por compaixão. Esse mal estar é tão grande que essas pessoas passam a evitar situações dessa natureza. Acabam se isolando e fugindo do convívio social.

O paciente com Parkinson foca  toda a sua vida nos sintomas de tremor em repouso, lentificação psicomotora e a instabilidade postural. Por valorizar essas queixas acredita que todos só o veem através desses sintomas.

Se esses pacientes não foram olhados também por esse viés acabam evoluindo da ansiedade social para um quadro de ansiedade generalizado ou depressivo. O enfrentamento dessa situação complementa o tratamento da ansiedade social do paciente com Parkinson, sendo muito importante para o tratamento neurológico da doença de Parkinson. Deve sempre ser acompanhado por psiquiatra e psicólogo.

A Importância de uma Boa Noite de Sono

Para realmente valorizar um boa noite de sono, temos primeiro que entender a definição de ritmo circadiano. O Ritmo circadiano é um e...