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sexta-feira, 8 de julho de 2016
Falando sobre TDAH em adultos
Participei do programa "Ligado em Saude" da Fiocruz. Falamos sobre TDAH em adultos, vale a pena ver.
https://youtu.be/PCWe2WDrPOw
sábado, 7 de maio de 2016
Direitos do Paciente com TDAH
Não existe uma legislação específica que proteja o portador
de TDAH na esfera nacional. Há um projeto de lei 7081/10, em andamento apoiado pela Associação Brasileira de Déficit de Atenção, que ajudará as pessoas com essa patologia. Caso deseje ler na íntegra, acesse o link:
http://www.camara.gov.br/proposicoesWeb/prop_mostrarintegra;jsessionid=B271CBB1D9A129AF658A22F62ACD95A5.proposicoesWeb1?codteor=1343620&filename=Tramitacao-PL+7081/2010
O munícipio do Rio de Janeiro foi o primeiro a se preocupar com a adaptação às necessidades desse grupo. Existe a lei número 5416, de 29 de maio de 2012, e o projeto de lei 710/2010, que garantem direitos aos alunos com TDAH. Veja detalhes no link: http://vidaepsiquiatria.blogspot.com.br/2012/06/o-prefeito-do-municipio-do-rio-de.html. Com isso, muitas escolas, através de laudos e acompanhamento terapêutico, conseguem adaptar-se melhor ao aluno e suas necessidades.
O munícipio do Rio de Janeiro foi o primeiro a se preocupar com a adaptação às necessidades desse grupo. Existe a lei número 5416, de 29 de maio de 2012, e o projeto de lei 710/2010, que garantem direitos aos alunos com TDAH. Veja detalhes no link: http://vidaepsiquiatria.blogspot.com.br/2012/06/o-prefeito-do-municipio-do-rio-de.html. Com isso, muitas escolas, através de laudos e acompanhamento terapêutico, conseguem adaptar-se melhor ao aluno e suas necessidades.
No momento, o ENEM auxilia o paciente de TDAH, que possua laudo
médico atualizado de um especialista, permitindo a realização da prova em sala separada e com adição de uma hora, em relação aos demais. O laudo deverá ser apresentado na inscrição para obter os direitos mencionados.
domingo, 17 de abril de 2016
Causa e Efeito : Quem será o nosso adulto daqui a 10 anos?
Esse texto foi escrito
em parceria com a neuropsicóloga Marcia Ferreira.
Quem será o nosso adulto
daqui a 10 anos ? É hoje uma criança perversa, sem empatia e sem respeito por seus pares?
Resolvemos escrever sobre esse tema, por estarmos chocadas com o volume de crianças buscando atendimento psicológico ou psiquiátrico, vítimas da perversidade dos colegas de classe. Geralmente somos procuradas por pais de meninas, entre 6 e 9 anos. Primeiro é feita uma anamnese com os pais, sem a presença da criança. No campo da queixa principal, sempre os mesmos sintomas: autoestima baixa, insegurança, medos, apatia, daí finalmente a criança começa criar desculpas para não ir à escola.
Quando avaliamos a criança, ela relata fatos dolorosos. Conta como é xingada, excluída e anulada pelas coleguinhas de turma. Os efeitos psicológicos na vida dessa criança "vítima" são imensuráveis.
Me pergunto: quem será e como será essa criança agressora quando chegar na fase adulta? Onde estão hoje os seus pais, que não percebem esse comportamento nocivo?
Resolvemos escrever sobre esse tema, por estarmos chocadas com o volume de crianças buscando atendimento psicológico ou psiquiátrico, vítimas da perversidade dos colegas de classe. Geralmente somos procuradas por pais de meninas, entre 6 e 9 anos. Primeiro é feita uma anamnese com os pais, sem a presença da criança. No campo da queixa principal, sempre os mesmos sintomas: autoestima baixa, insegurança, medos, apatia, daí finalmente a criança começa criar desculpas para não ir à escola.
Quando avaliamos a criança, ela relata fatos dolorosos. Conta como é xingada, excluída e anulada pelas coleguinhas de turma. Os efeitos psicológicos na vida dessa criança "vítima" são imensuráveis.
Me pergunto: quem será e como será essa criança agressora quando chegar na fase adulta? Onde estão hoje os seus pais, que não percebem esse comportamento nocivo?
Não vamos falar de “bullying”,
até porque esse tipo de comportamento sempre existiu. Inclusive na nossa época
escolar. O que nos chama atenção é que esse comportamento era comum nas escolas
públicas e mais populares, hoje nosso público no consultório é formado pelas
escolas de “Elite” , das escolas “caras” e que melhor preparam para o ENEN.
Então voltamos a questionar:
O que está acontecendo? Como serão nossos futuros adultos? Sem amor ao próximo,
sem respeito às diferenças e se achando acima de todos? Serão esses os nossos
príncipes e princesas de hoje, os quais seus pais terceirizam seus cuidados
para as babás, escolas e centros de atividades esportivas?
Convivam
com seus filhos, para que possamos ter adultos melhores. Talvez nós estejamos
criando indivíduos que no futuro serão como as pessoas de hoje que julgamos e
criticamos.
terça-feira, 12 de abril de 2016
Anticoncepcional Hormonal e Anticonvulsivantes
É relevante por dois fatores principais:
1. Existe interação medicamentosa entre o anticonvulsivante e o anticoncepcional hormonal.
2. Os anticonvulsivantes são usados de uma forma contínua em mulheres com Transtorno de Humor (ou bipolares), epilepsia e enxaquecas.
Por essa razão, é muito importante ter cautela ao prescrever essa classe medicamentosa em mulheres na idade fértil. É fundamental ter o conhecimento da interação hormonal do método anticoncepcional. Existem diversas combinações progesterona e estrogênio, algumas dessas podem agravar a crise epiléptica. Outras combinações em associação ao uso de determinados anticonvulsivantes podem levar a falha do anticoncepcional oral.
O psiquiatra ou neurologista, com o ginecologista, devem discutir o melhor anticoncepcional hormonal para cada paciente, seja anticoncepcional oral combinado, anel vaginal, pílulas de uso vaginal, implante subdérmico, adesivo e dispositivo intrauterino. Podem também concluir que a melhor indicação pode ser o método não hormonal.
Essa escolha vai depender de diferentes fatores, tais como idade, história familiar de câncer, doença neurológica ou psiquiátrica, comorbidades clínicas, tabagismo ou história de trombose.
Portanto, a mulher deve estar segura e amparada numa equipe multidisciplinar para melhor qualidade ao seu tratamento medicamentoso.
domingo, 20 de março de 2016
Dificuldade no Reconhecimento do TDAH em Mulheres
Cada vez mais mulheres procuram tratamento médico ou
psicológico para ansiedade, depressão e baixa autoestima. Muitas dessas
pacientes tem a sua vida repleta de desorganização, disfunção executiva e desatenção,
com todas as características de um TDAH (Transtorno de déficit de atenção e /
ou hiperatividade).
Esses sintomas normalmente iniciaram na Infância e foram se
agravando na vida adulta, quando precisa dar conta de muito mais afazeres. Esse
quadro acaba levando a depressão, ansiedade, baixa autoestima e insônia. Essas
queixas são o que motiva a busca de auxilio profissional.
O TDAH é um distúrbio neurobiológico crônico, que se
desenvolve antes dos 12 anos de idade. Os sintomas vem desde a fase de criança e se mantém na vida adulta. Como se tem muitos anos de
evolução, raramente a mulher adulta traz esses sintomas como um problema. Ela
já aceita esse quadro como “o seu jeito de lidar com a vida”.
Ao entrevistar essas pacientes, percebo o prejuízo em sua
vida. Entretanto, elas parecem “jogar a toalha” por achar que isso não tem
solução, por fazer parte do seu temperamento. Vejo constantemente no meu
consultório pacientem adultas que me procuram para depressão ou ansiedade, mas
que seu diagnóstico principal é o TDAH.
O estudo publicado recentemente no Journal Psychiatry
confirma o que venho percebendo na minha prática clínica. Veja o artigo
publicado em 2015 no link abaixo.
Recomendo também a leitura dos seguintes artigos nesse blog.
Entenda o TDAH – 13/12/12
TDAH e uso de drogas psicoativas – 17/07/13
Remédio para TDAH vicia? – 29/06/15
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